A vida universitária pode ser cheia de imprevistos, e muitos estudantes acabam estendendo o tempo para concluir o curso. Para controlar isso, algumas instituições aplicam o jubilamento, desligando alunos que ultrapassam o prazo máximo permitido, que geralmente é o dobro do tempo mínimo do curso. Por exemplo, em um curso de quatro anos, o limite é oito anos. Trancamentos de matrícula não contam nesse cálculo, mas períodos abandonados sem trancamento sim.
O jubilamento tem suas raízes na Ditadura Militar, quando foi instituído para combater os chamados “alunos profissionais”, estudantes que permaneciam nas universidades por longos períodos participando de movimentos estudantis. Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, a prática deixou de ser obrigatória, mas ainda é adotada por algumas instituições como política interna.
Como evitar o jubilamento universitário?
O trancamento de matrícula é uma alternativa ao abandono e pausa a contagem do tempo do curso. Ele não costuma ser permitido no primeiro semestre, exceto em casos excepcionais, como problemas de saúde. Além disso, as instituições não podem cobrar taxas pelo trancamento, segundo o Conselho Nacional de Educação.
Mesmo com essa possibilidade, o afastamento prolongado pode gerar dificuldades. As disciplinas e grades curriculares podem ser atualizadas, o que pode levar o aluno a perder matérias já cursadas. Esse problema é mais frequente entre aqueles que já estão em fases avançadas do curso e acabam precisando retornar aos primeiros períodos para se adequar às mudanças.
Planeje-se
Para evitar problemas, conheça as regras da sua faculdade e avalie o impacto de possíveis pausas no curso. Trancar a matrícula, quando necessário, é uma solução para conciliar imprevistos com a continuidade dos estudos sem comprometer prazos e disciplinas cursadas. Em casos de intercâmbio ou compromissos temporários, a recomendação é que o estudante minimize o tempo de afastamento para evitar contratempos ao retornar.
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Ensino superior com desconto nas mensalidades é possível?
Para não abandonar os estudos, muitos estudantes recorrem a alternativas como descontos nas mensalidades e bolsas de estudo. Atualmente está mais fácil conseguir estudar pagando menos, através de programas de inclusão educacional como o Educa Mais Brasil.
Em parceria com milhares de instituições de ensino do país, o Educa Mais Brasil disponibiliza bolsas de estudo para diversos cursos e modalidades. Para conseguir uma bolsa de estudo basta acessar o site do Educa, consultar as bolsas disponíveis e realizar a inscrição no próprio site. Não é preciso comprovar renda nem ter nota do Enem.

