O Julho das Pretas foi criado em 2013 pelo Instituto Odara, em Salvador, Bahia. A iniciativa tem como objetivo celebrar a luta e as conquistas das mulheres negras, além de conscientizar a sociedade sobre a importância do combate ao racismo e sexismo. O nome Julho das Pretas foi escolhido em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra, Afro-Latino-Americana e Caribenha, que é celebrado em 25 de julho. Essa data marca a resistência das mulheres negras contra o colonialismo, a escravidão e o racismo.
O Movimento Julho das Pretas é celebrado em todo o Brasil, com uma série de atividades, como palestras, debates, rodas de conversa, oficinas, mostras de cinema, teatro e música. Essas atividades têm como objetivo dar visibilidade às mulheres negras, suas histórias e lutas.
Qual é a importância do Julho das Pretas nas Escolas?
A população negra no Brasil é a maioria, correspondendo a 54% da população total, de acordo com o IBGE. Na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas se identificam como afrodescendentes. Contudo, tanto no Brasil quanto fora dele, a população negra é a que mais sofre com a pobreza.
O Mapa da Violência mostra que a população negra é a que mais morre por homicídio no Brasil. Além disso, a população negra tem menos acesso à educação, saúde e emprego de qualidade.
Diante deste cenário, o julho das pretas nas escolas é uma ação de fomento super importante para a promoção da igualdade racial e de gênero. A ação contribui para a formação de meninas e adolescentes negras sobre a sua história e cultura, bem como sobre os desafios que elas enfrentam na sociedade. O Julho das Pretas nas Escolas também promove a conscientização sobre o racismo e a violência contra as mulheres negras.
Entenda como surgiu o Dia Internacional da Mulher Negra, Afro-Latino-Americana e Caribenha!
O Dia da Mulher Negra, Afro-Latino-Americana e Caribenha é uma data comemorativa que celebra a luta e conquistas das mulheres negras na América Latina e no Caribe. A data foi criada em 1992, durante o I Seminário Internacional de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana.
O dia 25 de julho foi escolhido em homenagem à Tereza de Benguela, uma líder quilombola que viveu no Brasil no século XVIII. Ela foi a primeira e única mulher a governar um quilombo independente na América Latina.
Tereza nasceu no Congo, na África, e foi escravizada quando ainda era criança. Ela foi vendida para um fazendeiro no Mato Grosso, onde conheceu o seu marido, Ganga Zumba. Em 1750, Ganga Zumba e Tereza lideraram um grupo de escravos que fugiram da fazenda e criaram o Quilombo Quariterê.
O Quilombo Quariterê foi um importante centro de resistência à escravidão no Brasil. Tereza foi uma líder forte e destemida que lutou pela liberdade de seu povo. Ela também promoveu a igualdade entre homens e mulheres e entre negros e índios.
Autoras negras para trabalhar em sala de aula
Existem muitas autoras negras super potentes que podem ser usadas como referência para promover educação antirracista na escola. Confira algumas sugestões:
• Conceição Evaristo: Evaristo é uma escritora brasileira que ganhou destaque no cenário literário nacional com a publicação do romance "Becos da Memória" em 1992. A obra conta a história de uma jovem negra que vive em um cortiço no Rio de Janeiro e luta para sobreviver em uma sociedade racista e sexista.
• Carolina Maria de Jesus: Jesus foi uma escritora brasileira que ficou conhecida por seu livro "Quarto de Despejo". A obra é um diário que Jesus escreveu enquanto morava em uma favela em São Paulo. O diário é um relato poderoso da pobreza, da violência e da discriminação que Jesus enfrentou em sua vida.
• Chimamanda Ngozi Adichie: Adichie é uma escritora nigeriana que se tornou um fenômeno literário internacional com a publicação do romance "Americanah" em 2013. A obra conta a história de um jovem nigeriano que vai estudar nos Estados Unidos e se apaixona por uma jovem americana branca.
• Djamila Ribeiro: Ribeiro é uma filósofa e escritora brasileira que se tornou conhecida por seus livros "Políticas Afirmativas" e "O que é Lugar de Fala?". Ribeiro é uma voz importante no debate sobre racismo e feminismo no Brasil.
Importância da educação antirracista nas escolas
A educação antirracista nas escolas é importante porque ajuda a desconstruir os mitos e estereótipos sobre as pessoas negras e promove a igualdade racial. A educação antirracista também ajuda a criar uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as pessoas, independentemente de sua raça ou etnia, tenham oportunidades iguais de sucesso.
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