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Mensalidades escolares em 2026 devem subir até 12,5%

Aumento será o dobro da inflação projetada para 2025, alerta setor
Mensalidades escolares em 2026 devem subir até 12,5%

Pais e responsáveis já se preparam para enfrentar um dos maiores reajustes de mensalidade escolar dos últimos anos. Um levantamento do Grupo Rabbit, consultoria especializada em instituições privadas de ensino, revelou que os colégios particulares devem aplicar, em média, aumento de 9,8% em 2026. O percentual representa mais que o dobro da inflação projetada para 2025 pela pesquisa Focus do Banco Central, estimada em 4,83%.


O estudo, divulgado pelo jornal O Globo, ouviu 308 escolas de todas as regiões do país e indica que a alta será mais pesada para as famílias do que em anos anteriores. Em 2023, o aumento médio foi de 9,3%, e em 2024, de 9,5%. Agora, a previsão é de que a maioria dos colégios divulgue os novos valores ainda neste fim de setembro, período de renovação de matrículas.


O que explica os reajustes das mensalidades em 2026?


O cálculo das mensalidades leva em conta três elementos principais:


Inflação acumulada: em 12 meses até agosto, o índice ficou em 5,13%.

Investimentos pedagógicos: programas bilíngues, projetos socioemocionais e aquisição de recursos tecnológicos estão entre os maiores custos.

Folha salarial: reajustes de professores e funcionários impactam fortemente os orçamentos escolares.


Especialistas em gestão educacional destacam que o setor enfrenta desafios de equilíbrio entre manter a qualidade pedagógica, investir em novas metodologias e, ao mesmo tempo, não perder alunos por dificuldades financeiras.


Exemplos de reajustes pelo país


A pesquisa aponta que os reajustes variam de forma significativa entre as instituições.


Rio de Janeiro:


o Colégio Saint John (Barra da Tijuca): entre 8,5% e 12,5%.

o Colégio Inovar Veiga de Almeida (Barra): de 7% a 11%.

o Colégio Franco (Laranjeiras): 9,97% em todas as séries.

o Colégio CEL (Jardim Botânico, Cachambi e Barra): 9,8%, mesma taxa aplicada pelo PH.


São Paulo:


o Colégio Bandeirantes (Vila Mariana): 11,5%.

o Colégio Objetivo (14 unidades na capital e região): entre 7,5% e 9,2%.


Esse movimento reforça uma tendência nacional: mesmo escolas com perfis distintos apresentam aumentos próximos, reforçando que a pressão inflacionária é generalizada no setor.


Impacto nas famílias e estratégias de adaptação


Com os reajustes, famílias já buscam alternativas para aliviar os custos. Algumas antecipam pagamentos, aproveitando tabelas ainda vigentes, outras optam por negociar diretamente com a escola. Também há casos de mudança de instituição, priorizando mensalidades mais acessíveis sem abrir mão da qualidade de ensino.


O estudo revelou que 70% das escolas estão hoje mais endividadas do que antes da pandemia. Entre janeiro e abril de 2025, a inadimplência média ficou entre 4,8% e 5,4%, mas em algumas redes chegou a 20%. Mesmo assim, 70,5% das escolas afirmam que investirão em projetos pedagógicos bilíngues, socioemocionais e em melhorias estruturais, como reformas e novos equipamentos.


Espaço para negociação e bolsas de estudo


Especialistas em economia e educação lembram que ainda há espaço para negociação. Famílias com mais de um filho matriculado ou alunos com bom desempenho acadêmico podem conquistar condições diferenciadas. Em alguns casos, as instituições oferecem descontos progressivos, isenção de reajuste ou facilidades no parcelamento.


Outra saída é recorrer a bolsas de estudo e programas de desconto, como os disponíveis no Educa Mais Brasil, que oferecem reduções de até 50% em mensalidades de escolas particulares em todo o país.


O que esperar do próximo ano letivo


O cenário para 2026 mostra uma equação desafiadora: de um lado, escolas pressionadas por custos crescentes e pelo endividamento; de outro, famílias que precisam equilibrar orçamento em um contexto econômico ainda instável.


Para muitos pais, a palavra-chave será planejamento financeiro. Negociações, busca por bolsas de estudo e antecipação de pagamentos tendem a ser estratégias comuns. Já para as escolas, o desafio será manter a qualidade de ensino e o nível de investimento sem afastar os estudantes por causa dos reajustes.


Em um ponto, porém, há consenso: os reajustes das mensalidades escolares em 2026 devem pesar mais no bolso das famílias brasileiras do que em anos anteriores, reforçando a importância de organização e diálogo entre responsáveis e instituições.


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Fonte: O Globo

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