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Mês do Estudante: quais os desafios atuais para uma formação de qualidade?

Daniel Perry, diretor-executivo do Sistema Anglo de Ensino, aponta que o papel da escola, o compromisso do aluno e a participação da família são decisivos nesse processo
Mês do Estudante: quais os desafios atuais para uma formação de qualidade?

Em agosto é comemorado o Mês do Estudante, celebração criada em 11 de agosto de 1927, em homenagem aos cem anos da inauguração das primeiras graduações do país, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo.


A data é celebrada até hoje e reforça a relevância da educação e sua trajetória em solo nacional. Além de representar uma oportunidade para valorizar os estudantes, o período também permite refletir sobre os desafios enfrentados pela educação brasileira.


Desafios da educação brasileira


Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA 2022), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram que cerca de 73% dos estudantes brasileiros de 15 anos não atingem o nível mínimo de proficiência em Matemática, 50% em Leitura e 55% em Ciências.


Esse cenário pode refletir desigualdades persistentes no ensino desde o período da pandemia de Covid-19Além das dificuldades relacionadas à aprendizagem, os estudantes também precisam lidar com mudanças na forma de consumir informação e adquirir conhecimento, especialmente diante da presença cada vez maior da tecnologia no cotidiano.


Perfil do estudante mudou com a tecnologia


Para o diretor-executivo do Sistema Anglo de Ensino, Daniel Perry, o principal desafio enfrentado pelos estudantes brasileiros na atualidade é aprender em um ambiente de excesso de estímulos e de informação.


Devido ao fácil acesso às redes sociais, aos vídeos curtos, aos jogos e à conexão constante, o jovem pode apresentar dificuldade em manter a concentração por determinado período, além de demonstrar falta de interesse pelo aprendizado.


Para o especialista, isso acontece porque o perfil do estudante de 2026 mudou. Os jovens aprendem com mais autonomia por meio de diversas ferramentas digitais, mas isso resulta em imediatismo.


Dessa forma, os professores precisam buscar novas estratégias de ensino. "A tecnologia deixou de ser apenas uma fonte de consulta para se tornar parte do próprio processo de aprendizagem. 


O desafio da escola é ensinar o estudante a selecionar informações confiáveis, interpretar dados, formular perguntas e utilizar essas ferramentas de forma crítica e ética", afirma o educador.


Como tornar o aprendizado mais significativo?


Para Daniel Perry, professores e escolas podem tornar o aprendizado mais significativo e engajar os estudantes por meio de aulas bem planejadas, objetivos claros, participação ativa dos alunos e conexão entre os conteúdos e situações reais, na qual o aluno percebe sentido no que aprende.


A escola também deve desenvolver uma cultura de concentração. Para o diretor do Sistema Anglo de Ensino, a capacidade de manter a atenção por períodos prolongados tornou-se uma das principais competências para uma formação completa.


"A escola precisa criar ambientes em que o estudante exercite essa habilidade de forma gradual e consistente", afirma. Nesse contexto, a tecnologia pode ser utilizada como uma ferramenta complementar ao processo educacional, desde que o estudante desenvolva a capacidade de avaliar informações, compreender diferentes fontes e utilizar os recursos digitais de maneira responsável.


Competências são importantes para a formação dos estudantes


Daniel Perry também pontua que desenvolver competências como pensamento crítico, capacidade de resolver problemas, comunicação, colaboração, criatividade e autonomia para aprender continuamente é essencial para a formação do cidadão, além de representar um desafio para o corpo docente.


O jovem que adquire capacidade de analisar, interpretar, tomar decisões e produzir conhecimento de qualidade possui grandes chances de obter sucesso e destaque no futuro.


Por fim, Perry indica que, apesar do papel fundamental da escola, o compromisso do aluno e a participação da família também são decisivos nesse processo. "Em um mundo que muda rapidamente, o conhecimento deixa de ser apenas um caminho para ingressar na universidade e passa a ser uma condição para que o jovem exerça plenamente sua cidadania, faça boas escolhas e construa uma trajetória profissional consistente", conclui.


Bolsas de estudo para estudantes no Educa Mais Brasil


O Mês do Estudante também pode ser um momento para buscar novas oportunidades de formação. Para quem deseja iniciar ou continuar os estudos, as bolsas de estudo do Educa Mais Brasil são uma alternativa para encontrar instituições e cursos com condições mais acessíveis.


A plataforma reúne oportunidades de bolsas de estudo em diferentes níveis de ensino, permitindo que estudantes consultem as opções disponíveis e encontrem uma alternativa que esteja de acordo com seus objetivos educacionais.


Assim, além de valorizar a educação, o período pode ser uma oportunidade para planejar os próximos passos da trajetória acadêmica e profissional.


Acesse aqui e encontre bolsas de estudo disponíveis

Fonte: Laura Ragazzi

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