A partir do dia 26 de maio, entra em vigor a atualização da NR-1, que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho no Brasil.
Com a mudança, as empresas passam a ter a obrigação de identificar, avaliar e gerenciar também os chamados riscos psicossociais no ambiente corporativo.
Na prática, a nova regra amplia o
olhar das organizações sobre fatores que podem afetar a saúde mental dos
colaboradores, como estresse, sobrecarga emocional, assédio, ansiedade e
pressão psicológica relacionada à rotina profissional.
Atualização da NR-1 pode fortalecer debates sobre planejamento familiar
Entre os temas que começam a
ganhar mais atenção com a nova N-R1 está a infertilidade. Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta 1 em cada 6 pessoas no mundo. No
Brasil, a estimativa é que cerca de 8 milhões de pessoas enfrentem dificuldades
para engravidar.
Especialistas alertam que o
desgaste psicológico causado pelo processo pode afetar diretamente aspectos
como concentração, produtividade e engajamento no trabalho, fatores que passam
a receber ainda mais atenção com a atualização da NR-1.
"A NR-1 ampliada é um
marco importante, mas também é um convite para as empresas olharem além do
óbvio. Quando falamos de riscos psicossociais, precisamos incluir na conversa
temas como planejamento familiar, tratamentos reprodutivos e o impacto emocional
que esse processo gera na vida profissional. E uma dimensão do cuidado que as
organizações ainda não incorporaram de forma sistemática", afirma Gabriela
Varisco, cofundadora da Nest Fertilidade.
Com a nova regulamentação, cresce
também a discussão sobre a necessidade de ambientes corporativos mais
acolhedores, preparados para lidar com questões emocionais e oferecer suporte
aos trabalhadores em diferentes situações de saúde e bem-estar.
Empresas começam a rever pacotes de benefícios após atualização da NR-1
O modelo tradicional de
benefícios corporativos já não acompanha totalmente as novas demandas dos
trabalhadores. Benefícios como vale-refeição, plano de saúde padronizado e
auxílios fixos começam a dividir espaço com soluções mais personalizadas,
principalmente diante das mudanças no mercado de trabalho e das novas
exigências relacionadas à saúde mental.
Com a atualização da NR-1, que
passa a exigir das empresas a identificação e o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente corporativo, temas ligados ao planejamento familiar e
à fertilidade ganham mais relevância dentro das organizações.
O adiamento da maternidade e da
paternidade por motivos profissionais se tornou uma realidade para muitos
trabalhadores. Nesse contexto, benefícios relacionados à fertilidade começam a
ser vistos não apenas como diferenciais competitivos, mas também como
estratégias voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores.
Grandes empresas internacionais,
como Google, Apple, Meta e Microsoft, já oferecem suporte ligado à fertilidade
em seus pacotes de benefícios. Nos Estados Unidos, segundo a consultoria
Mercer, 42% das grandes companhias disponibilizam algum tipo de apoio nessa
área.
Além da adequação às novas
exigências da NR-1, especialistas apontam que esse tipo de benefício também
impacta diretamente engajamento, retenção de talentos e inclusão dentro das
empresas. “O benefício é também um instrumento de diversidade e inclusão: é
especialmente relevante para casais homoafetivos, pessoas que desejam
maternidade ou paternidade solo, e profissionais que preservam a fertilidade
por decisão pessoal ou médica”, resume Gabriela Varisco.
A discussão também reforça a necessidade de ambientes corporativos mais acolhedores e preparados para lidar com diferentes projetos de vida dos colaboradores. “A NR-1 abre uma janela para as empresas repensarem o que significa cuidar de verdade. Benefícios de fertilidade deixaram de ser algo de nicho e passaram a ser estratégicos: reduzem a ansiedade, apoiam decisões de longo prazo e posicionam a empresa como parceira do colaborador em momentos que importam”, conclui.
NR-1 aumenta demanda por profissionais de RH qualificados
A atualização da NR-1, que passa
a exigir das empresas maior atenção aos riscos psicossociais no ambiente de
trabalho, tem ampliado a importância estratégica dos profissionais de Recursos Humanos dentro das organizações.
Questões relacionadas à saúde mental, qualidade de vida, clima organizacional e bem-estar dos colaboradores ganharam ainda mais espaço nas rotinas corporativas. Nesse cenário, cresce também a procura por formação e qualificação na área de RH.
O profissional de Recursos Humanos atua diretamente na gestão de pessoas, desenvolvimento organizacional, recrutamento, treinamento e na criação de políticas voltadas ao cuidado com os colaboradores.
Para quem deseja ingressar na
área ou ampliar a qualificação profissional, programas de bolsas de estudo
podem facilitar o acesso ao ensino superior e aos cursos profissionalizantes. O
Educa Mais Brasil oferece bolsas de estudo para cursos de Recursos Humanos em
instituições de ensino de diversas regiões do país.
As oportunidades contemplam cursos presenciais e EAD, permitindo que estudantes tenham mais flexibilidade para conciliar os estudos com a rotina profissional. Além disso, os descontos ajudam a reduzir os custos da formação acadêmica.

