O número de testes positivos de dengue triplicou do
começo do ano até março de 2023, no Brasil. Os dados foram obtidos pelo Jornal
Hoje e levam em consideração os procedimentos realizados na rede de
laboratórios da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).
Segundo as
informações, somente na primeira semana de 2023 foram realizados 4.564 exames,
com 26% deles com resultado positivo para dengue. Na
segunda quinzena do mês de março, no entanto, foram feitos 11.514 exames, com
34% deles positivados.
Exames que confirmam a dengue
Quem está com sintomas da dengue pode fazer dois
exames. O primeiro deles é o antígeno, que é indicado para quem está entre o
primeiro e o quinto dia de sintomas. Já os enfermos que se encontram entre o
sexto e o décimo quarto dia de sintomas devem fazer o teste Sorológico IGG e
IGM. Os resultados de ambos os exames costumam sair rapidamente.
Sintomas da dengue
De acordo com o
Ministério da Saúde, os principais
sintomas da dengue são:
- Febre alta >
38°C;
- Dor no corpo e
articulações;
- Dor atrás dos
olhos;
- Mal estar;
- Falta de
apetite;
- Dor de cabeça;
- Manchas
vermelhas no corpo.
Fatores que contribuem com o aumento de casos de dengue no Brasil
A temporada de chuvas e o acúmulo de água
são os principais fatores que levam ao aumento de casos de dengue no nosso
País. É por isso que as autoridades e os especialistas estão sempre reforçando
que devemos cuidar dos depósitos de água, pois o mosquito transmissor da dengue,
o Aedes aegypti, se reproduz em águas
limpas.
E a vacina para dengue?
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em março o registro de uma
nova vacina contra a dengue: o
imunizante Qdenga. Ela é indicada para a população que tem entre 4 e 60 anos de
idade, e conta com duas doses, que devem ser aplicadas no intervalo de três
meses. Sua eficácia é de 80,2%, além de oferecer 90,4% de proteção contra
hospitalizações.
Leia também: Como
funcionam as vacinas e por que elas são importantes?
Quem são os profissionais que criam as vacinas?
Não há apenas um
profissional envolvido no processo de produção
de vacinas, pois se trata de um ramo
multidisciplinar, que exige pesquisas, testes e
publicação de artigos por parte dos mais variados profissionais da área
de saúde, como médicos, imunologistas, farmacêuticos e engenheiros químicos.
Para atuar com a
criação de vacinas, portanto, é preciso ter uma formação superior de qualidade
e se dedicar bastante aos estudos. Quer contribuir com o avanço das vacinas no Brasil e no mundo? Invista em uma boa
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