O United Earth Amazonia Award, mais conhecido como Prêmio Nobel Verde, reconhece projetos divididos em duas categorias: artísticas e iniciativas de ESG que dão suporte à sustentabilidade da floresta e ao bem-estar de seus habitantes.
A cerimônia da primeira edição do Nobel Verde foi no dia 27 de fevereiro de 2022, no Teatro Amazonas, em Manaus. Agora, a expectativa é de que o prêmio seja entregue anualmente com cerimônia em diferentes cidades do mundo, para que o Nobel Verde se torne global e adquira as características de cada localidade.
A premiação é realizada pela United Earth, organização internacional que reconhece e promove a liderança ambiental e a excelência humanitária em todo o mundo. Presidida por Marcus Nobel, descendente de Alfred Nobel (o criador do prêmio Nobel), “a United Earth concentra esforços, recursos e programas globais com o objetivo de unir as pessoas e nações da Terra para nosso futuro coletivo e sustentável”.
Prêmio Nobel Verde: vencedores 2022
Como acontece no Nobel da Paz, não há inscrição aberta para interessados em concorrerem ao Prêmio Nobel Verde. Assim, as indicações são feitas por pessoas de vários setores sociais como líderes comunitários e influenciadores.
Para chegar aos vencedores, o comitê gestor do prêmio avaliou cada um dos projetos nomeados, em relação ao seu impacto atual e à relevância para a sustentabilidade da Amazônia, sob os aspectos ambientais, de responsabilidade social e de governança, usando os valores da United Earth de Ética e Paz. A auditoria, realizada pela empresa Ambipar, durou cerca de um mês e foram analisados mais de 80 projetos, distribuídos por toda a Amazônia Legal.
Na categoria Artes e Músicas, os premiados no Nobel Verde 2022 foram os cantores Roberto Carlos e Erasmo Carlos (que faleceu no ano passado) pela música Amazônia, uma composição feita pela defesa ao meio ambiente.
Já na área de responsabilidade socioambiental e governança (ESG), os projetos premiados foram:
1. Vaga-Lume, na área Educacional, desenvolvido para atender as crianças das comunidades rurais da Amazônia;
2. Sataré-Mawé, projeto de Eco-Etnodesenvolvimento que busca a independência econômica por meio da bioeconomia sustentável do guaraná pelas comunidades do Amazonas;
3. Sakaguchi Agroflorestal, projeto de aprimoramento e disseminação do agroflorestal gerando desenvolvimento social e econômico da comunidade de imigrantes japoneses e da região;
4. Braziliando, projeto que desenvolveu a integração entre turistas e os povos tradicionais da Amazônia por meio da inovação em tecnologia de turismo de base comunitária;
5. Rede Mulheres do Maranhão, projeto que promove a inclusão social e econômica por meio do empoderamento das mulheres para o empreendedorismo a partir do cultivo e subprodutos do babaçu;
6. Projeto Pamine – Renascer da Floresta, desenvolvido pela comunidade indígena Paiter Suruí para devolver à floresta o que dela for retirado.
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