O termo "wollying", recentemente cunhado, combina as palavras "woman" e "bullying" para descrever um fenômeno preocupante: a intimidação sistemática entre mulheres. Conforme definido pela Lei Federal nº 13.185 de 6 de novembro de 2015, esse comportamento pode se manifestar de diversas formas, incluindo julgamentos, ofensas públicas, fofocas, difamações e calúnias, atos violentos que visam causar dor e angústia à vítima, em um contexto de desequilíbrio de poder.
A prática do wollying ocorre frequentemente em ambientes onde há uma pressão significativa para atender a padrões de comportamento e aparência, como no meio social e profissional. Mulheres que não se encaixam nesses padrões podem se tornar alvo de atitudes hostis de outras mulheres, o que acentua o sofrimento, especialmente quando a agressão vem de quem se espera apoio e empatia. O fenômeno pode ser impulsionado pela competição por aceitação social, popularidade ou status nos relacionamentos.
Quais são as características do wollying?
O bullying entre mulheres manifesta-se através de várias práticas violentas, como ataques físicos diretos à vítima, insultos pessoais e ofensas verbais, bem como comentários e apelidos pejorativos. Além disso, ameaças feitas por qualquer meio e grafites depreciativos em espaços públicos também são considerados formas de wollying. Expressões preconceituosas, como discriminação e preconceito, piadas que visam humilhar, e o isolamento social premeditado da vítima, que envolve sua exclusão consciente do convívio social, também caracterizam essa prática
PL prevê campanhas de conscientização sobre wollying em Curitiba
A Câmara Municipal de Curitiba está avaliando um projeto de lei que propõe a criação da Política Municipal de Atenção e Enfrentamento ao Wollying, uma forma de bullying entre mulheres. Elaborada pela vereadora Noemia Rocha (MDB), a proposta visa promover campanhas de conscientização sobre o wollying, que envolve comportamentos agressivos e prejudiciais entre mulheres.
Atualmente, o projeto está sob análise da Procuradoria Jurídica da Câmara e, em seguida, passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e outras comissões temáticas antes de ser votado em plenário. Se aprovado e sancionado pela Prefeitura, a lei entrará em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial do Município. A iniciativa busca alertar a população sobre os impactos físicos, emocionais e psicológicos do wollying.
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