A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) voltou ao centro das atenções nas discussões sobre segurança pública após a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que deixou cerca de 120 mortos, segundo dados divulgados pelo governo estadual nesta quarta-feira (29).
A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é um instrumento previsto no artigo 142 da Constituição Federal e regulamentada pela Lei Complementar 97/1999, que permite o uso temporário das Forças Armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, em situações excepcionais de segurança pública.
Essa medida é adotada quando as forças policiais locais não conseguem garantir a ordem e a segurança, sendo considerada uma ação de caráter emergencial. A GLO só pode ser autorizada por decreto presidencial e tem duração limitada.
Durante o período em que está em vigor, os militares passam a atuar com poder de polícia, ou seja, podem realizar patrulhas, revistas, prisões e ações de combate ao crime, sempre com o objetivo de restabelecer a normalidade.
Esse tipo de operação costuma ser aplicado em momentos de grave crise, como greves de policiais, grandes eventos internacionais (como Olimpíadas e eleições) ou situações de violência extrema, em que há risco à vida da população e à integridade das instituições.
A GLO já foi usada no Brasil?
A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) passou a fazer parte da realidade brasileira nos anos 1990, marcando o início do uso das Forças Armadas em apoio à segurança pública.
A primeira operação desse tipo aconteceu em 1992, no Rio de Janeiro, durante a realização da ECO 92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Na época, o governo federal solicitou o reforço militar para garantir a segurança do evento, que reuniu líderes de todo o mundo. Desde então, o país já contou com cerca de 150 operações de GLO, segundo informações do Ministério da Defesa.
Embora algumas tenham sido motivadas por situações de crise e violência, a maior parte dessas missões, cerca de 27%, foi convocada para garantir a segurança de grandes eventos nacionais e internacionais, como encontros políticos, esportivos e ambientais.
Em 2025, apenas uma operação de GLO foi autorizada até o momento, a que reforçou a segurança durante a reunião da cúpula do Brics, realizada em julho, também no Rio de Janeiro.
Ao longo das últimas décadas, a GLO se consolidou como uma ferramenta de uso pontual e estratégico, acionada pelo governo federal em momentos em que o controle da segurança pública exige ação conjunta entre civis e militares.
Qual carreira seguir para trabalhar com segurança pública?
A segurança pública é uma área essencial para o funcionamento da sociedade. Ela tem como objetivo proteger os cidadãos, preservar a ordem e garantir o cumprimento das leis, atuando na prevenção e combate à criminalidade, no atendimento a emergências e na manutenção da paz social.
Essa missão envolve diferentes instituições, como as Polícias Militar, Civil e Federal, além de órgãos de defesa civil, perícia criminal e sistema prisional. Quem deseja construir uma carreira nesse campo encontra várias possibilidades.
É possível seguir a área operacional, tornando-se policial, bombeiro ou agente penitenciário, ou optar por caminhos voltados à gestão e análise, como perito criminal, investigador, analista de inteligência ou gestor de segurança pública.
Para isso, a formação em cursos de graduação como Segurança Pública, Direito, Gestão de Segurança Privada, Investigação Forense ou Criminologia é um passo fundamental.
Essas formações desenvolvem conhecimentos sobre legislação, investigação, políticas públicas e técnicas de segurança, preparando o profissional para atuar de forma ética e eficiente na proteção da sociedade.
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