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Pesquisa aponta que estresse é um dos maiores desafios da veterinária

Mais da metade dos médicos veterinários não fazem sessões de psicoterapia no Brasil
Pesquisa aponta que estresse é um dos maiores desafios da veterinária

Uma pesquisa inédita realizada no Brasil apontou que o estresse é um dos principais desafios enfrentados pelos médicos veterinários. O estudo, que envolveu 1.993 profissionais de todas as regiões do país, revelou que 93% dos veterinários consideram o estresse um problema significativo, com 72% deles classificando-o como crítico. A pesquisa foi conduzida pela Kynetec a pedido da MSD Saúde Animal, com o objetivo de mapear a saúde mental desses profissionais.


Além do estresse, outros fatores agravantes incluem jornadas de trabalho extensas e horários irregulares. Metade dos veterinários afirmaram trabalhar mais horas do que gostariam, e 42% relataram frequentemente atuar durante finais de semana, feriados ou à noite. Esses fatores contribuem para sintomas de ansiedade, depressão e irritabilidade, presentes em 84% dos entrevistados, o que indica um risco elevado de burnout.


Apesar de reconhecerem os problemas emocionais, 68% dos veterinários não fazem terapia, embora 90% acreditem que o tratamento psicológico melhoraria sua qualidade de vida. A pesquisa também destacou barreiras como o custo elevado para acessar terapias e a persistência de estigmas. O estudo ressalta a necessidade de medidas urgentes para melhorar as condições de trabalho e o bem-estar dos veterinários.


Qual é o momento mais difícil da medicina veterinária?


A eutanásia é considerada um dos momentos mais difíceis da profissão para 74% dos veterinários, principalmente devido às decisões dos tutores. Embora existam diretrizes éticas claras indicando o procedimento apenas quando não há mais condições de oferecer uma qualidade mínima de vida ao animal, alguns tutores pedem a eutanásia por conveniência, como para evitar custos ou esforços prolongados de tratamento. Nesses casos, os veterinários devem recusar, mas o processo ainda gera um grande desgaste emocional.


Com a evolução das "famílias multiespécies", onde os pets são vistos como membros da família, a pressão sobre os veterinários para garantir a saúde dos animais aumentou. O medo da perda se intensifica, e quando a eutanásia é inevitável, os tutores muitas vezes transferem sua dor para os profissionais que cuidam de seus animais, mesmo que de forma inconsciente, tornando o momento ainda mais delicado e emocionalmente exigente para os veterinários.


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Como é o curso de Medicina Veterinária?


O curso de Medicina Veterinária prepara profissionais para cuidar da saúde e bem-estar dos animais, abrangendo tanto disciplinas teóricas quanto práticas. Os alunos estudam áreas como anatomia, fisiologia, patologia, farmacologia, e cirurgia veterinária, além de aprender sobre epidemiologia, clínica médica e manejo de animais de produção. O curso proporciona uma base sólida para diagnosticar e tratar doenças animais, promovendo a saúde pública e a segurança alimentar.


A formação inclui estágios práticos em clínicas, hospitais veterinários e propriedades rurais, permitindo aos estudantes desenvolver habilidades técnicas e experiência direta com os animais. Com duração de cinco anos, o curso visa preparar os futuros veterinários para lidar com uma variedade de desafios no cuidado animal, oferecendo oportunidades de atuação tanto em clínicas quanto no campo rural.


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Fonte: Diário do Nordeste

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