Em 2026, os eleitores brasileiros vão às urnas no primeiro turno em 4 de outubro e, se necessário, no segundo turno em 25 de outubro. Nesta eleição, serão escolhidos os cargos de Presidente da República, governadores de todos os estados, dois terços do Senado Federal, deputados federais e deputados estaduais ou distritais, conforme a legislação de cada estado.
Quem pode disputar as eleições 2026?
Para disputar as eleições de
2026, os candidatos precisam atender a diversas exigências legais. É
necessário que ocupantes de cargos públicos como governador, prefeito,
ministro, secretário ou juiz se afastem das funções seis meses antes do
primeiro turno.
Apenas partidos e federações com
estatuto registrado no TSE podem lançar candidatos, que devem ter domicílio
eleitoral no estado onde pretendem concorrer e comprovar filiação partidária
dentro do mesmo período.
Entre 20 de julho e 5 de agosto,
as convenções partidárias oficializam os representantes de cada partido, e o
registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto na Justiça Eleitoral.
Além disso, os candidatos devem
comprovar nacionalidade brasileira, estar alfabetizados, ter pleno exercício
dos direitos políticos e estar com alistamento eleitoral em dia.
Para cargos estaduais e federais,
é exigido domicílio eleitoral há pelo menos seis meses na circunscrição. A
idade mínima varia conforme o cargo, 35 anos para presidente, vice-presidente e
senador; 30 anos para governador e vice-governador; e 21 anos para deputados
federal, estadual ou distrital.
Como funciona a votação nas eleições de 2026
Nas eleições de 2026, os
eleitores vão às urnas entre 8h e 17h, pelo horário de Brasília, em todos os
estados e no Distrito Federal. O processo de votação ocorre de forma organizada
na urna eletrônica, garantindo que cada cargo seja selecionado na sequência
correta.
Os eleitores iniciam escolhendo
deputados federais, em seguida os deputados estaduais ou distritais, conforme a
região, depois os senadores (primeira e segunda vaga), seguidos pelo governador
e, por fim, pelo presidente da República. Para registrar o voto, basta digitar
o número do candidato ou da legenda partidária.
A urna eletrônica apresenta todas as informações necessárias: nome completo, foto, cargo em disputa e sigla do partido, permitindo que o eleitor confira suas escolhas antes de confirmar o voto. O sistema foi desenvolvido para tornar a votação rápida, segura e transparente, garantindo que cada voto seja contabilizado corretamente.
Eleições 2026: principais datas e prazos
As eleições de 2026 seguem um calendário definido pela Justiça Eleitoral, com etapas importantes para eleitores e candidatos. O cadastro eleitoral deve ser regularizado até 6 de maio, garantindo que todos possam votar, incluindo emissão de título, transferência de local de votação e coleta de biometria. Entre 20 de julho e 5 de agosto, partidos e federações realizam suas convenções para definir candidatos e coligações.
Após isso, até 15 de agosto, os
partidos devem registrar oficialmente os nomes escolhidos na Justiça Eleitoral.
A partir de 16 de agosto, começa a campanha eleitoral, período em que a
propaganda deve obedecer às regras legais.
O horário eleitoral gratuito na TV e rádio vai ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro, oferecendo aos eleitores informações sobre candidatos e partidos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com votação das 8h às 17h pelo horário de Brasília.
Caso haja segundo turno, ele ocorrerá em 25 de outubro. Por fim, a diplomação dos eleitos deve acontecer até 19 de dezembro, em datas definidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais de cada estado.
IA nas eleições: regras mais rígidas para conteúdos digitais
A Justiça Eleitoral atualizou as
normas sobre o uso de inteligência artificial nas eleições. As mudanças nas Resoluções nº 23.610/2019 e nº 23.757/2026 trazem restrições diretas para
evitar desinformação e manipulação do eleitorado.
Está proibida a divulgação de conteúdos com IA envolvendo candidatos nas 72h antes e 24h após a votação,
incluindo compartilhamentos e impulsionamentos. Sistemas de IA também não podem
sugerir votos, indicar candidatos ou criar conteúdos manipulados, como imagens
falsas ou ofensivas.
Quem publica deve provar que o conteúdo é verdadeiro. O uso irregular pode levar à cassação de mandato. Plataformas devem remover rapidamente conteúdos ilegais, perfis falsos e desinformação, podendo ser responsabilizadas. As medidas visam combater fake news e proteger a integridade das eleições.
Fact-checking: o que é e por que será essencial nas eleições 2026
Fact-checking, ou checagem de fatos, é o processo de verificar se uma informação é verdadeira, falsa ou fora de contexto. Esse trabalho é feito por jornalistas, agências especializadas e até plataformas digitais, com base em dados oficiais, documentos e fontes confiáveis.
Nas eleições de 2026, o
fact-checking será ainda mais importante por causa do aumento de conteúdos
digitais e do uso de inteligência artificial. Com a facilidade de criar vídeos,
imagens e áudios manipulados, cresce também o risco de desinformação.
A checagem de fatos ajuda a
identificar notícias falsas, esclarecer conteúdos enganosos e impedir que
boatos influenciem a decisão dos eleitores. Além disso, contribui para dar mais
transparência ao processo eleitoral e fortalecer a confiança nas instituições.
Outro ponto importante é que o
fact-checking apoia a responsabilização de quem divulga informações falsas, já
que conteúdos verificados podem ser usados como base para denúncias e remoções
nas plataformas.
Ciência Política com bolsa: prepare-se para as eleições 2026
Com as eleições de 2026 se
aproximando, cresce o interesse por áreas que ajudam a compreender o cenário
político, o comportamento do eleitor e o funcionamento das instituições.
O curso de Ciência Política é uma das principais portas de entrada para quem deseja atuar ou analisar esse contexto de forma profissional. A graduação aborda temas como democracia, sistemas eleitorais, políticas públicas, relações de poder e comunicação política, conhecimentos essenciais em um período marcado pelo avanço da tecnologia, da inteligência artificial e pelo combate à desinformação.
Para quem deseja ingressar nessa
área, uma alternativa acessível é buscar bolsas de estudo. Programas como o Educa
Mais Brasil oferecem descontos em instituições privadas de ensino superior,
facilitando o acesso ao curso de Ciência Política sem comprometer o orçamento.
Além de reduzir custos, a bolsa
permite que o estudante se prepare melhor para as demandas do mercado, que
tende a aquecer em períodos eleitorais. Profissionais da área podem atuar em
campanhas, análise de dados, assessoria política, comunicação e pesquisa.
Investir em uma formação em Ciência Política com bolsa é, portanto, uma decisão estratégica para quem quer entender e até participar dos debates que devem marcar as eleições de 2026.

