Quem está com o FIES atrasado pode ganhar uma nova chance de quitar a dívida. O Ministério da Educação estuda um plano para facilitar o pagamento, com descontos bem altos para ajudar os estudantes a regularizar a situação.
A ideia é simples, quanto maior a dificuldade financeira, maior o desconto. Quem está no CadÚnico pode ter redução de até 99% no valor total da dívida. Já para quem não está cadastrado, o abatimento também é grande e pode chegar a 77%.
Outro ponto que pesa é o tempo sem pagar. Dívidas mais antigas, com mais de um ano de atraso, devem ter condições ainda melhores. Na prática, isso pode permitir quitar o financiamento pagando uma pequena parte do valor original.
A proposta ainda não foi lançada oficialmente, mas deve sair em breve. E não é por acaso. O número de estudantes inadimplentes disparou nos últimos anos. Hoje, cerca de 6 em cada 10 pessoas com FIES estão com pagamentos atrasados. Para se ter uma ideia, em 2015 esse índice era bem menor.
Além disso, o valor das dívidas também chama atenção. Em média, cada estudante deve cerca de R$ 46 mil, e o total de contratos ativos já passa de R$ 93 bilhões. Esse cenário mostra por que uma renegociação mais acessível tem sido tão aguardada.
O que é o Fies e como funciona?
O FIES é um programa do governo federal que ajuda estudantes a pagar a faculdade particular. Em vez de arcar com o valor total durante o curso, o aluno faz um financiamento e começa a quitar a dívida depois.
Na prática, funciona assim, o estudante se inscreve no programa e, se for aprovado, o governo paga parte ou até o valor total da mensalidade diretamente para a instituição de ensino.
Durante a graduação, o aluno paga apenas valores menores, dependendo da modalidade. Após a conclusão do curso, começa a fase de pagamento da dívida.
As condições variam conforme a renda familiar. Existem modalidades com juros zero e outras com taxas reduzidas. O valor das parcelas após a formatura é calculado com base na renda do estudante, o que ajuda a tornar o pagamento mais viável.
O FIES é voltado para quem fez o Enem e atende aos critérios do programa. Apesar de ser uma oportunidade para acessar o ensino superior, é importante lembrar que se trata de um financiamento, ou seja, o valor deverá ser pago no futuro.
FIES atrasado: o que acontece com seu nome e seu crédito?
Quando o pagamento do FIES fica em atraso, o principal impacto aparece no nome do estudante. A dívida pode ser registrada em órgãos de proteção ao crédito, o que dificulta conseguir cartão, financiamento, empréstimos e até aprovação em aluguel.
Além disso, o score de crédito tende a cair, reduzindo ainda mais as chances de conseguir crédito no mercado. Outro ponto importante é que a pendência pode se acumular com juros e encargos, aumentando o valor total da dívida ao longo do tempo.
Vale a pena quitar o FIES com desconto?
O FIES é uma opção para quem precisa financiar a faculdade, mas quando as parcelas atrasam, a situação pode complicar. A inadimplência afeta diretamente o nome do estudante, que pode ser negativado.
Com isso, fica mais difícil conseguir crédito, como cartão, empréstimos ou financiamentos. Além disso, o score cai e a dívida continua crescendo com juros.
Diante desse cenário, a possibilidade de quitar o FIES com desconto costuma ser uma boa saída. Quando há condições facilitadas, o estudante consegue reduzir bastante o valor total, limpar o nome e retomar o controle da vida financeira. Ainda assim, é importante avaliar se o valor negociado cabe no orçamento para não voltar a atrasar.
Para quem quer evitar esse tipo de situação, uma alternativa é buscar formas de estudar pagando menos desde o início. Programas de bolsas de estudo, como o Educa Mais Brasil, ajudam a reduzir o valor das mensalidades, evitando a necessidade de financiamento e o risco de endividamento no futuro.
Alternativa ao FIES: estudar com bolsa pode ser mais leve
Para quem quer começar ou continuar os estudos sem se endividar, uma alternativa é buscar bolsas de estudo. Programas como o Educa Mais Brasil oferecem descontos em mensalidades de cursos de graduação, pós, técnicos e até educação básica.
A vantagem é clara: em vez de financiar e pagar depois, o estudante já começa o curso com um valor reduzido, evitando dívidas futuras.

