A partir de janeiro de 2026, uma mudança importante na tributação brasileira passa a valer, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil não precisarão mais pagar Imposto de Renda.
A medida, sancionada pelo presidente Lula, deve representar um impacto significativo tanto no orçamento das famílias quanto na economia nacional. O governo estima que a nova regra colocará cerca de R$ 28 bilhões em circulação ao longo de 2026.
Dezembro de 2025 será o último mês em que quem recebe até R$ 5 mil verá o desconto do IR no contracheque. Os contribuintes que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão uma redução parcial do imposto, garantindo um alívio adicional para essa faixa de renda.
Veja quanto cada faixa pode economizar com as novas regras do IR
Com a reformulação do IR, quem recebe até R$ 5.000 por mês passa a ter isenção total, o que representa uma economia anual estimada de R$ 4.356,89. Essa é a principal faixa beneficiada, já que elimina completamente o desconto mensal no contracheque.
Para rendimentos um pouco acima desse valor, a regra não deixa de ser vantajosa. Trabalhadores que ganham até R$ 5.500 terão um abatimento de 75% no imposto, garantindo uma economia aproximada de R$ 3.367,68 ao ano.
Já para quem recebe até R$ 6.000, o desconto aplicado será de 50%, reduzindo a carga tributária e resultando em um alívio anual de cerca de R$ 2.350,79.
Na faixa seguinte, até R$ 6.500, o desconto parcial será de 25%, com economia de aproximadamente R$ 1.333,90 no ano.
A partir de R$ 7.350, passa a valer a alíquota cheia de 27,5%, mantendo a tributação tradicional aplicada aos salários mais altos.
Por que alguns contribuintes ainda precisarão declarar o IR em 2026?
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda começa a valer apenas em 2026, mas isso não significa que quem será beneficiado pela nova regra estará livre da declaração no ano anterior.
Mesmo os trabalhadores que, a partir de janeiro de 2026, estarão isentos por ganhar até R$ 5 mil mensais ainda precisarão entregar a declaração do Imposto de Renda em 2026.
Isso acontece porque a declaração entregue todos os anos, normalmente entre março e maio, sempre se refere ao ano-base anterior. Ou seja, em 2026, os contribuintes farão o acerto referente aos rendimentos recebidos em 2025, período no qual ainda estavam sob as regras atuais de tributação.
Assim, mesmo que a nova faixa de isenção traga alívio no futuro, ela não interfere na obrigação de declarar os valores referentes a 2025.
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