Os afastamentos do trabalho por transtornos mentais alcançaram níveis históricos no Brasil e passaram a impactar um número cada vez maior de profissões.
De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, 546.254 trabalhadores precisaram se afastar por motivos ligados a transtornos mentais apenas em 2025, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.
É o segundo ano consecutivo em que o país bate recorde nesse tipo de licença, consolidando uma tendência de alta contínua. Os diagnósticos mais frequentes foram os transtornos de ansiedade, responsáveis por 166.489 afastamentos, seguidos pelos episódios depressivos, com 126.608 licenças concedidas.
Outros quadros também
apresentaram aumento, como transtorno bipolar, estresse, dependência
química, esquizofrenia e alcoolismo, ampliando o impacto da saúde mental no
sistema previdenciário e no mercado de trabalho.
Investir em ambientes
organizacionais mais saudáveis é uma estratégia essencial para reduzir licenças
médicas, preservar a saúde dos trabalhadores e garantir relações de trabalho
mais sustentáveis.
Lista das profissões com mais afastamentos por transtornos mentais no Brasil
Comércio e serviços: vendedores do comércio varejista, faxineiros, auxiliares de escritório e assistentes administrativos lideram os afastamentos, devido à alta demanda, pressão por resultados, contato constante com o público e rotinas pouco previsíveis.
Atividades operacionais e essenciais: operadores de caixa, profissionais de telemarketing, trabalhadores da limpeza urbana e repositores de mercadorias enfrentam jornadas intensas, metas rígidas e tarefas repetitivas, fatores associados ao desgaste emocional.
Saúde e educação: técnicos e auxiliares de enfermagem, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e professores estão entre os mais afetados, expostos à sobrecarga emocional, elevada responsabilidade e situações frequentes de estresse.
Transporte e segurança: motoristas, vigilantes, cobradores e porteiros lidam com riscos diários, longas jornadas e pressão constante, o que contribui para o aumento dos afastamentos por transtornos mentais.
Riscos psicossociais no trabalho: a importância da prevenção e do cuidado contínuo
Esse panorama reforça a importância de reconhecer os riscos
psicossociais presentes em diferentes funções e de investir em ações
preventivas, como promoção da saúde mental, melhoria das condições de trabalho,
apoio psicológico e fortalecimento de ambientes organizacionais mais saudáveis.
A atenção a esses indicadores é fundamental para reduzir
afastamentos, preservar o bem-estar dos trabalhadores e garantir relações de
trabalho mais equilibradas e sustentáveis.
O papel da CIPA na prevenção dos afastamentos por saúde mental
A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) tem um papel cada vez mais relevante na redução dos afastamentos por saúde mental dentro das organizações.
Além de atuar na prevenção de acidentes físicos, a comissão contribui para a identificação e o enfrentamento dos riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho, como excesso de pressão, jornadas prolongadas, assédio, sobrecarga de tarefas e falta de apoio organizacional.
Por meio do diálogo com os trabalhadores e da observação da
rotina laboral, a CIPA pode apontar situações que favorecem o adoecimento
emocional e encaminhar essas demandas à gestão.
A atuação preventiva inclui a promoção de campanhas de
conscientização, incentivo à escuta ativa, apoio a ações de bem-estar e
integração da saúde mental às práticas de segurança e saúde no trabalho.
A comissão também exerce um papel educativo, orientando colaboradores e lideranças sobre a importância do cuidado emocional, do respeito às pausas, da comunicação saudável e do equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Essas iniciativas ajudam a criar um ambiente mais seguro,
acolhedor e produtivo, reduzindo conflitos, estresse excessivo e afastamentos
prolongados.
Psicologia em alta: a profissão essencial diante do avanço dos transtornos mentais
O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil tem acendido um alerta no mercado de trabalho e reforçado a importância de profissionais qualificados para atuar na área da saúde emocional.
No Brasil, diversos trabalhadores precisaram se afastar de
suas atividades por questões relacionadas à saúde mental, evidenciando uma
demanda crescente por psicólogos preparados para atuar na prevenção, no cuidado
e na promoção do bem-estar.
O curso de Psicologia forma profissionais capacitados
para compreender o comportamento humano, identificar transtornos mentais e
desenvolver estratégias de apoio em diferentes contextos, como clínicas,
escolas, empresas e instituições públicas.
Em um cenário de aumento da ansiedade, depressão e estresse
ocupacional, o psicólogo assume um papel essencial tanto no atendimento
individual quanto em ações coletivas de promoção da saúde mental.
Para quem deseja ingressar nessa área, as bolsas de
estudo do Educa Mais Brasil tornam o curso mais acessível, com descontos
que podem chegar a até 85% em faculdades privadas de todo o país.
O programa não exige nota do Enem nem comprovação de renda, facilitando o acesso à graduação e permitindo que mais estudantes invistam em uma formação alinhada às necessidades atuais da sociedade.

