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Sexta-feira 13: o que mais assusta quem está na faculdade?

O verdadeiro “terror” de qualquer estudante está ligado a prazos apertados, provas acumuladas e pressão por desempenho
Sexta-feira 13: o que mais assusta quem está na faculdade?

 A sexta-feira 13 é uma data cercada de mistérios, superstições e histórias que atravessam séculos. Em muitas culturas, o dia é associado ao azar, acidentes e acontecimentos negativos. Mas de onde surgiu essa ideia? A resposta envolve religião, mitologia, história e até a cultura pop.


Uma das explicações mais conhecidas vem da tradição cristã. Segundo relatos bíblicos, a crucificação de Jesus Cristo teria ocorrido em uma sexta-feira, o que já teria dado ao dia uma conotação negativa.


Além disso, a última ceia contou com 13 pessoas à mesa: Jesus e seus 12 apóstolos. O 13º convidado seria Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus. Essa associação entre o número 13 e a traição ajudou a consolidar a fama do número como símbolo de má sorte.


A mitologia nórdica também contribui para a fama do número 13. Em uma das histórias mais populares, um banquete dos deuses contava com 12 convidados. O 13º, o deus trapaceiro Loki, apareceu sem ser convidado e provocou a morte de Balder, um dos deuses mais queridos. O episódio teria transformado o número 13 em símbolo de desgraça.


Com o passar do tempo, essas histórias se misturaram às tradições populares e ganharam força na cultura ocidental. No século XX, a fama da data foi ampliada pelo cinema, principalmente com a franquia de terror Sexta-Feira 13, que ajudou a fixar no imaginário coletivo a ideia de que a data está ligada ao medo e ao azar.


Apesar das crenças, não existe comprovação científica de que a sexta-feira 13 seja realmente um dia mais perigoso. Pesquisas e estatísticas não mostram aumento significativo de acidentes ou eventos negativos nessa data. Para muitos, tudo não passa de superstição alimentada por tradições culturais e pelo imaginário popular.


Sexta-feira 13: qual o medo de todo estudante universitário?


Quando chega a sexta-feira 13, muita gente lembra de superstições, filmes de terror e histórias assustadoras. Mas, para estudantes universitários, o medo costuma ser bem mais real e nada sobrenatural. O verdadeiro “terror” está ligado a prazos apertados, provas acumuladas e pressão por desempenho.


Pesquisas na área de educação e saúde mental apontam que a vida universitária pode ser marcada por altos níveis de ansiedade. A transição para o ensino superior exige adaptação a novas rotinas, maior autonomia, cobranças acadêmicas e, muitas vezes, responsabilidades financeiras. Esse conjunto de fatores pode gerar estresse significativo.


Um dos principais medos é a reprovação. Falhar em uma disciplina significa atrasar a formação, aumentar custos e, em alguns casos, lidar com frustrações pessoais e familiares. Além disso, muitos estudantes convivem com a chamada “síndrome do impostor” sensação de não serem bons o suficiente para estar ali, mesmo tendo conquistado a vaga por mérito.


Outro receio frequente é não conseguir conciliar estudo, trabalho e vida pessoal. No Brasil, é comum que universitários trabalhem enquanto estudam. A sobrecarga pode afetar o rendimento, o sono e a saúde mental. Quando datas importantes coincidem entrega de trabalhos, apresentações e avaliações, a ansiedade aumenta.


Também há o medo do futuro profissional. Questionamentos como “vou conseguir estágio?”, “vou me formar no tempo certo?” ou “vou encontrar emprego na minha área?” fazem parte da rotina de muitos universitários. Em um mercado competitivo, a pressão por qualificação constante intensifica essa preocupação.


Ou seja, na sexta-feira 13, o que realmente assusta não é o azar, mas a possibilidade de não dar conta das demandas acadêmicas. A boa notícia é que organização, planejamento e apoio institucional fazem diferença. Buscar orientação pedagógica, apoio psicológico e manter uma rotina equilibrada são estratégias eficazes para enfrentar esse “terror” real. No fim das contas, o maior medo do universitário não tem nada de místico. Ele está ligado a desafios concretos que podem ser superados com preparo, informação e rede de apoio.

 

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Fonte: Exame e Terra

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