Já imaginou exercer sua profissão em uma empresa estrangeira, mas sem sair de casa? De acordo com a Husky, plataforma do setor de tecnologia que facilita o recebimento de transferências internacionais, o número de pessoas residentes no Brasil que trabalham para empresas no exterior subiu 491% entre 2020 e 2022.
Com base na pesquisa, o
trabalho remoto durante a pandemia potencializou essa tendência. Em março de 2020 havia 1.251 usuários da Husky, mas em novembro de 2022 o número subiu para 11.284. A quantidade dos que trabalham para empresas no exterior pode ser ainda maior, pois os dados mencionados contabilizam apenas quem utiliza a plataforma. Os profissionais da área de
tecnologia da informação estão entre a maioria dos brasileiros que trabalham para o exterior, a porcentagem chegou a 82%.
O perfil de brasileiros que trabalham no exterior
A maioria dos brasileiros que trabalham no exterior estão no
Sudeste do país. Nessa região são 33% profissionais residindo no estado de São Paulo, 9,86% em Minas Gerais, 9,74% no Rio de Janeiro e 7,95% em Santa Catarina. A segunda maior concentração ficou com a
região Sul com 23,57%, seguido do
Nordeste com 14,41%. O Centro-Oeste e Norte estão em menor parte: 6,33% e 2,29% respectivamente.
Em relação a idade, a pesquisa apontou que há profissionais de diferentes faixas etárias, mas a maioria está entre 26 e 35 anos, o que corresponde a 51,81%. Em seguida aparecem os trabalhadores entre 36 e 49 anos (24,60%), logo depois entre 18 e 25 anos (17,86%). As pessoas com 50 anos ou mais representam 5,73% do quadro.

Profissionais da área tech estão entre a maioria dos brasileiros que trabalham fora. (Foto: Adobe Stock)
Moeda
Um dos benefícios de
trabalhar no exterior remete a possibilidade de receber um pagamento em
moeda mais valorizada que o real. Os dados revelam que o dólar americano é o campeão nos pagamentos, quase 9 em cada 10 profissionais recebem transferência em USD. Já o euro ficou em segundo lugar, seguido do dólar canadense.
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Com informações da Husky e Exame*