As doses da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca estão sendo liberadas para as clínicas particulares do país, de acordo com a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVac). A medida foi anunciada na última segunda-feira, 30 de maio, e ocorre após o fim da Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (Espin) e com a queda da Lei 14.125/2021, que impossibilitava a venda do imunizante para a rede privada.
A AstraZeneca afirma que possui cerca de 2 milhões de doses da vacina contra a
Covid-19 disponíveis para a rede particular, sendo que 1 milhão já chegou e está sendo distribuída nas clínicas privadas. Estima-se que o restante chegue nos próximos meses. A expectativa é que até o final dessa semana São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte recebam remessas. A data para aplicação depende de cada clínica.
Em nota, a ABCVac explica que o imunizante contra Covid-19 deve se tornar uma “vacina de rotina”, como é o caso da gripe. “Acreditamos que em algum momento haverá um estreitamento da faixa etária e grupos vacinados pelo PNI, e assim as clínicas atuarão como complemento e para aqueles não elegíveis, como já acontece na vacina de gripe”, afirma a entidade.
Quanto custará a vacina da Covid na rede privada?
A estimativa é que o preço da vacina contra a Covid-19 na rede privada fique em média entre R$ 300 e R$ 350 a dose para o consumidor final. O imunizante da AstraZeneca que será destinada às clínicas particulares é a mesma da rede pública, produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), exceto que a privada é importada diretamente do fabricante.
A vacina da Covid-19 aplicada nas clínicas particulares também valerá para o Ministério da Saúde e será registrada no programa de informações do Governo Federal, o ConecteSUS. Segundo a ABCVac, nenhuma outra fabricante sinalizou disponibilidade para o setor privado brasileiro, até o momento.
Quem pode tomar a vacina da Covid na rede privada?
No caso da 3ª dose, o imunizante será destinado a todos acima de 18 anos que já tenham recebido a 2ª dose há pelo menos quatro meses. No entanto, a 4ª dose ainda é destinada para a faixa estabelecida pelo governo, no Plano Nacional de Imunização (PNI), que no momento é para idosos acima de 60 anos ou imunossuprimidos, ou para maiores de 18 anos com prescrição médica, também com um período de 4 meses desde a dose de reforço.
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