O segundo semestre do ano na região amazônica é marcado por tempos de seca, com baixo volume dos rios e calor extremo. Esse fenômeno ganhou o nome popular de “verão amazônico”, período marcado por altas temperaturas e chuvas abaixo da média, que atingem a região amazônica entre julho e novembro.
O verão amazônico ocorre quando é inverno em todo o hemisfério sul, mas a região amazônica vive o período mais quente do ano. Diante disso, a falta de chuva somada à alta temperatura – próxima a 40ºC - se torna preocupante e causa problemas para a população. Em outubro desse ano, por exemplo, o esperado era cerca de 150 milímetros de chuvas, mas o acumulado ficou em cerca de 80 mm no estado.
Com isso, somente de julho a setembro deste ano foi registrado 97% de todos os focos de queimadas na região. Prejuízos também são registrados nas fazendas de criação de gados e aves e problemas para a saúde humana.
Quais as origens do fenômeno verão amazônico?
O verão amazônico tem origem no sistema meteorológico conhecido como Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), uma espécie de “cinturão de nuvens que ocorre em volta do planeta e que se desloca seguindo o movimento aparente do sol”. Isso causa o aquecimento das águas dos oceanos.
Com a chegada do inverno do hemisfério sul e o resfriamento gradual dos oceanos, a ZCIT migra para o hemisfério norte, as chuvas sobre a Amazônia reduzem, de forma que a baixa quantidade de chuvas provoca o aumento da temperatura do ar local.
Somado a esse vetor, o calor intenso provocado pelo fenômeno climático “El Niño” também leva ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, gerando ondas de calor extremo e diminuição da umidade relativa do ar.
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Quais as consequências do verão amazônico?
O verão amazônico aumenta as chances de complicações respiratórias e de pele, muitas vezes causadas pelo aumento da poluição atmosférica e a emissão de material particulado de veículos, indústrias e queimadas.
O calor extremo também traz como consequências a morte de diversos animais, queimadas e queimaduras. Além disso, instalações elétricas devem receber atenção redobrada para evitar o superaquecimento e causar curtos-circuitos e incêndios.
Por outro lado, o verão amazônico aumenta a movimentação da economia em cidades turísticas, com o aumento de visitas nos balneários, embarcações flutuantes e, consequentemente, colabora com a geração de empregos nas regiões turísticas.
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