Movimento da contracultura que surgiu na Europa no século XX
A arte povera surgiu na Itália em meados do ano de 1960. Definida como um movimento artístico de vanguarda, ela considerada uma das correntes artísticas mais importantes da Europa no século XX.
Pertencente ao movimento da contracultura, a arte povera foi criada com o propósito de provocar reflexão sobre a estética das obras de arte em geral. As obras no estilo da arte povera são consideradas efêmeras e dotadas de criatividade.
A arte povera é também conhecida como “poor art” – termo em inglês. O nome desse movimento foi criado por Germano Celant, um famoso historiador e crítico artístico. O movimento se manifestou principalmente na escultura, na instalação, na pintura e na performance.
“Povera” em português significa pobre. A arte ganhou esse nome por ser construída com materiais orgânicos como plásticos, pedaços de corda, papel, folhas de arvores, objetos aleatórios, pedaços de tecidos, entre outros. Este movimento também faz forte oposição ao minimalismo, pop art, modernismo e racionalismo científico.
Uma das obras mais conhecidas deste movimento foi uma instalação feita por Jannis Kounellis, no ano de 1969. A obra era formada por doze cavalos que circulavam livres dentro da sala de uma exposição da galeria italiana “Attico”.

Exemplo de peça de arte povera. (Foto: Flickr)
Mais informações sobre a arte povera
O marco inicial da arte povera aconteceu na exposição “Arte Povera – In Spazio”, no ano de 1967, na cidade de Veneza. Diversas obras compostas por materiais orgânicos foram expostas, fazendo com que o historiador e crítico de arte italiano Germano Celant chamasse as obras de “arte povera”.
Celant afirmou que a arte povera se manifesta de forma precisa “em diminuir aos mínimos termos, em empobrecer os signos, para reduzi-los aos seus arquétipos”. A arte povera durou cerca de 10 anos e se desenvolveu com força, primeiramente na Itália, depois em toda Europa e depois se tornou uma tendência no mundo.
Os artistas da arte povera buscavam causar a reflexão com suas obras que eram marcadas por contrastes entre o novo e o velho e o industrializado e o natural.
Principais Características
A arte povera buscou exprimir criatividade, efemeridade, materialidade e espontaneidade. Também foi marcada pela crítica à comercialização de objetos artísticos, bem como a critica aos elementos da modernidade e a ao consumismo, capitalismo e processos industriais.
As obras no estilo arte povera são formadas por materiais simples e naturais, sem nenhum tipo de luxo, nobreza ou exuberância. A arte povera não possui nenhum tipo de formação sistemática e é dotada de individualidade e personalidade.
A busca pela aproximação da vida cotidiana e comum, o uso de temáticas ligadas à natureza, a presença de proximidade com o surrealismo e o dadaísmo e a presença da efemeridade e materialidade também são caraterísticas comuns deste movimento artístico.
Principais obras
Confira na lista abaixo algumas das obras da arte povera mais conhecidas:
• Specchio (1968), Torsione (1968) e Infinito (1971) de Giovanni Anselmo;
• Iglu de Giap (1968) e o Iglu de Pedra (1982) de Mario Merz;
• Escultura Viva (1966), Sem Título (1966) e Fontana (2007) de Marisa Merz;
• Vênus dos trapos (1967), Orquestra de trapos (1968) e Pequeno Monumento (1968) de Michelangelo Pistoletto;
• Margarida (1967) de Jannis Kounellis.
Principais artistas
Confira na lista abaixo algum dos artistas mais conhecidos ligados a arte povera:
• Alighiero Boetti;
• Emilio Prini;
• Gilberto Zorio;
• Gianni Piacentino;
• Giovanni Anselmo;
• Giulio Paolini;
• Giuseppe Penone;
• Iole de Freitas;
• Jannis Kounellis;
• Luciano Fabro;
• Lucio Fontana;
• Mario Merz;
• Marisa Merz;
• Michelangelo Pistoletto;
• Piero Manzoni;
• Pino Pascali.
Correntes Vanguardistas
O futurismo, cubismo e expressionismo foram algumas das mais importantes correntes vanguardistas. Esses movimentos influenciaram e influenciam a arte de modo geral, até os dias atuais, de modo que elas foram muito importantes para a história da arte e para a criação de diversos movimentos artísticos.
Grande parte dos movimentos de vanguardas surgiu na Europa e foram, essencialmente, radicais e questionadores. Veja abaixo mais algumas informações sobre as principais vanguardas europeias.
Futurismo
O futurismo foi um movimento artístico e literário que surgiu no início do século XX, na Itália. O marco inicial desta vanguarda aconteceu com a publicação de Manifesto Futurista, feito pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no dia 20 de fevereiro de 1909.
Manifestou-se, principalmente, na música, literatura, pintura e escultura. A valorização da velocidade e do dinamismo, a total ruptura com o passado, a exaltação à tecnologia e o uso da publicidade e tipografias são algumas das principais caraterísticas do futurismo. No Brasil, se destacou Oswald de Andrade e Anita Malfatti.
Giacomo Balla (1871-1958), Umberto Boccioni (1882-1916), Luigi Russolo (1883-1947), Enrico Prampolini (1894-1956), Nikolay Diulgheroff (1901-1982), Carlo CArrá 91881-1966) e Fortunato Depero (1892-1960) são alguns dos principais representantes deste movimento.
Cubismo
Assim como o futurismo, o cubismo também foi um movimento que surgiu no início do século XX. É definido como um movimento artístico que surgiu com o objetivo de mudar os padrões estéticos da arte existentes na época.
O marco inicial desta vanguarda aconteceu com a exposição da tela “Les Demoiselles d’Avignon”, pintada pelo pintor espanhol Pablo Picasso, no ano de 1907. O cubismo se desenvolveu principalmente na pintura. No Brasil, se destacou Érico Veríssimo e Tarsila do Amaral.
O uso de cores fechadas, a renúncia à perspectiva, o uso das formas geométricas e volumes distintos são algumas das principais caraterísticas do cubismo. Picasso, Paul Cézanné, Robert Delaunay e Juan Gris são alguns dos principais representantes deste movimento.
Expressionismo
O expressionismo foi um movimento artístico e cultural que surgiu na Alemanha. Não possui uma data definida, mas alguns estudiosos afirmam que assim como as outras vanguardas, também surgiu no inicio de século XX.
O termo “expressionismo” foi usado pela primeira vez na revista alemã “Der Sturm”, em 1911. Manifestou-se, principalmente, no cinema, fotografia, teatro, arquitetura, artes plásticas e dança. É considerada uma das vanguardas mais importantes da história da arte.
A intensidade cromática, a valorização de temas sombrios, a presença do contraste, o uso do dinamismo, a presença da valorização do universo psicológico e o uso de uma técnica mais forte são algumas das principais caraterísticas do expressionismo. No Brasil, se destacou Cândido Portinari e Anita Malfatti.