Arte desenvolvida com muita praticidade e funcionalidade
A arte romana foi produzida durante o período do Império Romano, nos séculos VIII a. C ao IV d. C, e tornou um exemplo de desenvolvimento artístico para o ocidente. Ela abrange um amplo conjunto de obras artísticas na arquitetura, pintura, escultura, música e literatura.
Embora a arte romana tenha assimilado muitas influências das artes etruscas e gregas, os romanos desenvolveram seu próprio estilo de arte. Isso porque empregou funcionalidade, praticidade e utilidade nas suas obras, principalmente nas construções arquitetônicas.
Roma foi um dos principais centros culturais. Os romanos construíram inúmeras obras públicas, como estradas, aquedutos e pontes interligando cidades, que caracterizavam uma arquitetura expressiva de um Estado com notável poder político e econômico.
A civilização romana assimilou da arte etrusca o modo de construir com a utilização de arcos e abóbadas. Os romanos ao longo do tempo aprimoraram as construções abobadas, ou seja, com as partes superiores esféricas.
As termas, espaços coletivos para banhos públicos de Roma, foram construídas com abóbadas copiadas da arte etrusca, mas com técnicas mais aprimoradas.
A admiração dos romanos pela arte grega os fizeram importar obras artísticas, durante o processo de conquista territorial da Grécia Antiga, em 168 a. C, e a concepção de belo.
Arquitetura romana
A arquitetura romana desenvolveu um estilo próprio com a utilização do cimento, o aprimoramento das técnicas do uso de arcos e a construção com tijolos. Foi na arquitetura que a arte romana apresentou maior expressividade, com construções monumentais que refletiam a riqueza e o apogeu da civilização romana.
As construções arquitetônicas dos romanos possuíam as seguintes características:
• Utilidade e busca do realismo;
• Ideal de grandiosidade;
• Positividade;
• Predomínio da personalidade sobre a ideia do belo;
• Construções urbanas originais: termas e anfiteatros.
As edificações romanas possuíam uma função utilitária. Veja:
• Religiosa: os templos foram construções destinadas para o povo cultuar e oferecer oferendas aos deuses. Essas construções valorizavam os espaços internos;
• Atividades comerciais e cívicas: as basílicas destinavam-se às relações comerciais, aos atos jurídicos e as reuniões da bolsa. A basílica civil de Júlia foi construída no governo de Júlio César e serviu de encontros políticos e oficiais;
• Banhos coletivos: as termas foram construções arquitetônicas originais dos romanos. Elas serviam de banhos coletivos no centro de Roma, por isso eram consideradas espaços de reuniões sociais da capital do Império;
• Aquedutos e sistemas de captação de esgotos: os aquedutos eram grandiosos exemplos de utilidade pública. Eles forneciam água limpa das fontes distantes até as cidades, termas, minerações e para as atividades agrícolas;
• Circo: originário de Roma, os circos proporcionavam ao público divertimento através dos jogos circenses, das corridas de cavalos, dos jogos de troia e dos jogos de escravo. O circo “Circus Maximus” foi o mais famoso da capital romana;
• Teatro de Roma: os teatros romanos possuíam cenários versáteis, eram construídos de madeiras e o público abrigava-se em arquibancadas a céu aberto. O mais conhecido teatro romano foi o Marcelus;
• Atividades comerciais e cívicas: as basílicas destinavam-se às relações comerciais, aos atos jurídicos e as reuniões da bolsa. A basílica civil de Júlia foi construída no governo de Júlio César e serviu de encontros políticos e oficiais;
• Banhos coletivos: as termas foram construções arquitetônicas originais dos romanos. Elas serviam de banhos coletivos no centro de Roma, por isso eram consideradas espaços de reuniões sociais da capital do Império;
• Aquedutos e sistemas de captação de esgotos: os aquedutos eram grandiosos exemplos de utilidade pública. Eles forneciam água limpa das fontes distantes até as cidades, termas, minerações e para as atividades agrícolas;
• Circo: originário de Roma, os circos proporcionavam ao público divertimento através dos jogos circenses, das corridas de cavalos, dos jogos de troia e dos jogos de escravo. O circo “Circus Maximus” foi o mais famoso da capital romana;
• Teatro de Roma: os teatros romanos possuíam cenários versáteis, eram construídos de madeiras e o público abrigava-se em arquibancadas a céu aberto. O mais conhecido teatro romano foi o Marcelus;

Os romanos apreciavam espetáculos de teatro e música no teatro Marcelus, construído em 13 a. C. (Foto Wikipédia)
• Arcos de triunfo: os arcos de triunfo eram construídos para homenagear os imperadores e generais vitoriosos. O arco triunfal de Orange, na França, é um dos mais antigos arco romano;
• Coluna triunfal: as colunas de triunfos constituíam marco de construções grandiosas, serviam de memória do falecimento de nobres ou posse de novo imperador. E ainda marcava cerimônia civil de homenagem pública das vitórias romanas;
• Moradia romana ou Domus: As residências mais sofisticadas dos centros urbanos do Império Romano pertenciam a nobreza romana e eram chamadas de domus. Cada domus possuía várias divisões internas, como a hortus, área para os banhos com um pequeno jardim, e a tablinium, cômodo principal onde o chefe de família tratava de negócios;
• Insulae: A plebe residia em construções mais simples chamadas de Insullae. As insullae possuíam vários pavimentos, com portas de acessos às varandas e os tetos eram de telhas de barro cozido.
Pintura romana
O modo de vida da sociedade romana, as personalidades religiosas e mitológicas e a natureza foram representadas na pintura romana com realismo e tridimensionalidade.
Nos afrescos, pinturas nos muros das cidades, nas ornamentações dos palácios nas decorações das residências e nos mosaicos os pintores romanos utilizaram-se das técnicas em relevo, profundidade e da perspectiva.
Os pintores romanos usaram os seguintes estilos de pinturas:
• Primeiro estilo: técnicas com gesso pintado, dando similaridade com placas de mármores;
• Segundo estilo: pinturas em grandes murais com paisagens de animais e pessoas;
• Terceiro estilo: valorização dos detalhes e representação muito próxima da realidade;
• Quarto estilo: os pintores imitavam um cenário teatral com uma pintura ao centro de um painel de fundo vermelho.
Escultura romana
A escultura romana representavam os traços da face e da estrutura física muito parecidos com os imperadores e dos homens nobres. Essa característica de realismo presente nas obras se distanciou da concepção de beleza adotada na arte grega.
Nas estátuas equestres foram reproduzidas a imagem da representação de força pessoal, majestade e vitórias. As esculturas dos bustos dos imperadores foram exemplos da maestria da arte romana.
Nos retratos de corpo inteiro os escultores romanos protagonizaram verdadeiras artes estatuárias de caráter realista.

As estátuas romanas eram esculpidas para representar o mais próximo do real. (Foto Pixabay)
Música e literatura romana
A arte romana também se difundiu na música e na literatura. A influência grega também esteve presente na música romana. O povo romano exaltava as vitórias militares romana com um tipo de música ufanista, de influência helenística, com o uso de instrumentos percussivos.
Na literatura romana predominaram os gêneros em prosa e em poesia. Na prosa os escritores romanos escreveram a literatura jurídica, a oratória, a história e a filosofia. Na poesia foram escritos os gêneros da epopeia, o drama, a elegia e o epigrama.