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Esfinge de Gizé

Postado por Cíntia Pina em 22/02/2019

 A estátua com corpo de leão e cabeça de faraó


A Esfinge de Gizé é a maior estátua construída sobre um único monólito do mundo. A estátua possui 73,5 metros de comprimento, 19,3 metros de largura e 20,22m de altura. 

Localizada no planalto do Gizé, ao norte do Egito e próximo à cidade do Cairo, a estátua é uma das referências arquitetônicas do local, que já é conhecido em todo o mundo por conta das suas estátuas gigantes. 

Pesquisas apontam a sua construção em 3.000 a. C. pelos próprios egípcios com o comando do faraó Quéfren. Porém, estudos sobre o calcário encontrado no local, mostram que pode ter sido construída ainda antes, em pelo menos 10.000 a. C. 

A Esfinge de Guizé apresenta um corpo de leão com a cabeça de um humano. Acredita-se que essa imagem se refere à representação do poder faraônico do local.


A Esfinge de Gizé, um dos monumentos mais visitados no Egito. (Foto: Wikipédia) 

Conheça a história da Esfinge de Guizé


A história do Egito é marcada arquitetonicamente por suas grandes construções. As esfinges são muito comuns, mas a Esfinge de Gizé foi uma das primeiras a ser construída, sendo a maior e mais importante. 

Considerada uma das maiores representantes do Egito antigo, a esfinge é formada por duas patas enormes que a fazem se projetar para a frente, uma calda gigante em formato de chicote e um corpo de leão em posição de ataque. Mesmo possuindo o corpo de um animal, a cabeça da estátua é de humano.

No Egito, antigamente, os deuses eram representados dessa maneira nas estátuas. Metade humano, metade animal. Porém, o “normal” era a estátua ter corpo de humano e cabeça de animal, e não o contrário, como acontece com a Esfinge de Gizé.

Os leões simbolizavam o grande poder que os faraós representavam para o povo egípcio.  A partir de então, de acordo com a história, surgiu a ideia de formatar a esfinge com o corpo do animal e a cabeça humana representando a razão.

Não existe nada concreto sobre a construção da esfinge, mas pesquisadores de todo o mundo estudam a estátua por conta da sua representação. O que se acredita é que para a sua construção foi cavado um poço em formato de ferradura, ao redor de um bloco de pedra gigante, onde ela foi esculpida. 

Assim como as Pirâmides do Egito, a Esfinge de Gizé faz parte da construção do pensamento sobre o que o Egito representa para a arquitetura mundial. Um fato curioso é que, apesar de hoje possuir uma tonalidade de areia, a esfinge pode ter sido colorida no passado. Foram encontrados traços de tinta azul próximo à sua orelha, o que faz os pesquisadores acreditarem que o seu rosto poderia ser vermelho e o pano sobre a sua cabeça fosse amarelo e azul.

O que deixa claro que a cabeça da esfinge é a cabeça de um faraó é o “neme” utilizado por ela. “Neme” é o adorno que os faraós colocavam na cabeça. Eles caiam em duas tiras pelo pescoço e eram amarrados em formato de trança na parte de trás.

Curiosidades 


- Para ter uma ideia da grandiosidade da Esfinge de Gizé basta saber que a sua boca mede aproximadamente 2 metros e 30 centímetros, o seu nariz mede 1 metro e 70 centímetros e as orelhas um metro e 32 centímetros.
- A cabeça da esfinge é voltada para o nascente. O povo egípcio entendia que renasceriam, assim como o sol.
- A esfinge era tratada pelos egípcios com o termo “imagem viva” (tradução de “sehesep-ankh”).
- Nas patas do leão, base da esfinge, foi colocada uma inscrição com um sonho que o faraó Tutmósis teve. A esfinge, que teve o corpo enterrado pelas areias do deserto, ficando apenas com a cabeça para fora, falava com ele no sonho e pedia para ser desenterrada. Quem o fizesse, viraria um grande rei. Tutmósis, portanto, só conseguiu desenterrar as patas da estátua. 
- Dom Pedro II e a Família Real visitaram a Esfinge de Gizé, em 1871. 

O que aconteceu com o nariz da esfinge?


Até hoje existem várias versões para o desaparecimento do nariz da estátua.


A esfinge, sem o seu nariz. (Foto: Pixabay)

Uma delas é a de que Napoleão, líder da Revolução Francesa, quando invadiu o Egito em 1798, junto com o seu exército, destruiu o nariz da esfinge usando canhões. Outra versão é que a organização militar turco-egípcia, que comandava o país, foi a grande responsável pela destruição.

Porém, essas duas versões foram desmentidas. Foi encontrado o desenho feito por Dane Frederic Louis Norden, um arquiteto marítimo, feito em 1737, data anterior às versões citadas, que já mostrava a imagem da Esfinge de Guizé sem o nariz. 

Mesmo assim, ainda existe a versão de o muçulmano Sa’im al-Dahr , que se revoltou com o número elevado de oferendas que eram deixadas na esfinge e destruiu o seu nariz em 1378 a. C.

A última versão é a de que os cristãos coptas, de origem igual à dos antigos egípcios, teriam cortado o nariz do monumento, acreditando na ideia de que os ladrões, como forma de castigo, deveriam tem o seu nariz arrancado para que fossem facilmente reconhecidos. O que não se sabe é porque fariam tal retirada nas estátuas. 

Complexo de Gizé


O complexo de Gizé é o sítio arqueológico, local onde se encontra a esfinge. No complexo também se encontram a Grande Pirâmide, ou Pirâmide de Quéops, a Pirâmide de Quéfren, e a menor de todas, a Pirâmide de Miquerinos.

A importância dos faraós para os egípcios


Os faraós eram as figuras mais importantes do Egito. Por conta da crença de que eles faziam a comunicação dos humanos com os deuses, a civilização egípcia mantinha verdadeira adoração por eles.

Por serem considerados seres sagrados, os corpos dos faraós eram guardados, pois acreditava-se que o espírito continuava vivo mesmo após a morte do corpo. Sendo assim, eles criaram o processo de mumificação desses corpos. Eles eram tratados com óleos e depois enrolados em faixas. O objetivo era que eles não se desgastassem com o tempo. As múmias, como eram chamados os corpos depois do processo, eram guardadas dentro das pirâmides, consideradas tão sagradas para o povo egípcio por conta disso.

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