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Op Art

Postado por Fabiana Dias em 22/01/2019

Movimento artístico visual que utiliza ilusões óticas


Op Art foi um movimento artístico que teve início, simultaneamente, nos Estados Unidos e na Europa na década de 1960. Também conhecido como Arte Óptica, o movimento utiliza da ilusão óptica para criar movimento nas produções, com grafismos e estampas que se modificam conforme os olhos percorrem a figura.

A Op Art utiliza de recurso visual que confunde a visão humana, dando a impressão de que a imagem está se movendo ou fazendo com que ela seja vista de formas diferentes, a depender do ângulo que a observa.

O movimento artístico expressou a mutabilidade e as ilimitadas possibilidades do mundo, tendo como fundamento a frase “menos expressão e mais visualização”.


Vega-gyongly-2, de Victor Vasarely. (Foto: Flickr)

Características da Op Art


A Op Art se caracteriza pelos efeitos ópticos e visuais que conduzem o espectador para dentro do quadro, compondo o movimento da obra com seus olhos. Outro aspecto característico desse estilo são os trabalhos em três dimensões, explorando o contraste de cores preta e branca e a utilização de formas geométricas.

A Op Art não foi considerado um movimento genuíno, pois seguia uma vertente de outras linhas artísticas. Entre as vertentes artísticas que mais serviu de referências para a Op Art, está o expressionismo abstrato com representação do movimento através de pintura, apenas com a utilização de elementos gráficos.

Baseada, sobretudo, nos estudos psicológicos sobre a vida moderna e nos estudos da Física sobre a Óptica, a Op Art apresenta em sua criação elementos da evolução da ciência.

Outra característica das obras do movimento Op Art é a utilização de cores que provocam contrastes e diferentes níveis de iluminação. A finalidade das cores era passar ilusão óptica ao observador para atingir o dinamismo. Era comum a utilização de tons vibrantes e círculos concêntricos, dando a ideia de movimento e interação entre os objetos e o fundo. 

As principais características da Op Art são:

• Exploração de recursos visuais para provocar ilusões óticas;

• Utilização de formas geométricas simples;

• Uso de poucas cores, predominando o preto e o branco;

• Uso de imagens ocultas que só podem ser vistas a partir de determinados ângulos;

• Explorar a condição falível do olho pelo uso de ilusões de óticas;

• Defesa para arte “menos expressão e mais visualização”;

• Oposição de estruturas idênticas em uma interação entre si para causar o efeito óptico.

Origem da Op Art


Usado pela primeira vez em 1965 pela revista Time Magazine, o termo Op Art serviu para designar um movimento artístico que se desenvolveu simultaneamente na Europa e nos Estados Unidos, no início da década de 1960. 

Considerada uma variação do expressionismo abstrato, a Op Art teve como precursor o artista húngaro Victor Vasarely, que na década de 1930, pintou uma obra utilizando listras diagonais pretas e listras brancas curvadas, transmitindo ao observador, a impressão de uma visão tridimensional.

O desenvolvimento da Op Art se deu lentamente, de modo que apesar de ganhar força na metade da década de 1950, só alcançou seu auge em 1965, quando o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque recebeu a exposição The Responsive Eye (O Olho que Responde). A exposição reuniu 123 pinturas e esculturas de artistas como Victor Vasarely, Richard Anusziewicz, Bridget Riley, Ad Reinhardt, Frank Stella, Carlos Cruz-Diez, Jesus Rafael Soto, Josef Albers, Kenneth Noland, entre outros.

Durante muito tempo, a Op Art foi considerada alternativa nos EUA e na Europa, mas se popularizou quando o confeccionista americano Larry Aldrich contratou o desenhista têxtil Julian Tomchin para criar uma coleção de estamparia inspirada nas pinturas Op da inglesa Bridget Riley. A partir daí as figuras foram espalhadas em blusas, vestidos e saias, o que acabou popularizando as obras.

Após ter ganhado significativo destaque nos anos de 1960, a Op Art quase caiu no esquecimento. Especialistas afirmam que um dos motivos para que isso tenha ocorrido, talvez seja o fato de sua arte não despertar sentimentos nas pessoas, uma vez que está mais próxima da ciência do que do homem em si.

Acredita-se também que esse distanciamento se deu por conta da concorrência com a Pop Art, que tomou conta do cenário artístico mundial, deixando pouco espaço para as demais expressões artísticas.

Principais artistas da Op Art


Victor Vassarely: considerado precursor da Op Art, suas obras se constituem de diferentes figuras geométricas, coloridas ou em preto e branco, combinadas de modo que através de constantes agitações ou persistências da retina, causam a sensação de velocidade e dinamismo.

Alexander Calder: famoso por seus móbiles, placas e discos metálicos, o artista associou os retângulos coloridos das telas de Mondrian à ideia do movimento. 

Bridget Riley: uma das principais representantes da Op Art, suas obras possuem um estilo marcado por listras que se sobrepõem às curvas onduladas, discos concêntricos e quadrados ou triângulos que se repetem. 

Ad Reinhardt: um dos artistas mais representativos das pinturas em preto, ele era adepto do minimalismo e utilizava apenas o preto e suas variações em suas obras, abandonando os atributos convencionais da pintura.

Kenneth Noland: pintor americano, a cor é o objetivo de sua obra. Ele enfatizou o plano de tela utilizando cores uniformes, com obras marcadas por listras e cores básicas.

Op art no Brasil


No Brasil, o principal representante da Op Art foi o pintor Luiz Sacilotto, que também foi responsável por disseminar a arte concreta no país. Sacilotto foi pintor e escultor e tem como principais obras Estruturação com Elementos Iguais (1953) e Concreção 7553 (1975).

Inicialmente, as obras de Luiz Sacilotto tinham caráter figurativo, posteriormente se tornou abstrata e concreta, chegando a se tornar um dos importantes artistas do movimento concretista.

Tanto em sua fase concretista como na fase da Op art, o estilo de Luiz Sacilotto foi marcado pela sistematização do movimento, pela repetição, pela multiplicidade das formas geométricas, pelo dinamismo e pelos jogos ópticos.

Além de Sacilotto, o movimento Op Art no Brasil teve como representantes Ivan Serpa, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto e Israel Pedrosa.

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