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Pirâmides do Egito

Postado por Camila Mendonça em 19/02/2019

Estruturas que serviram de túmulos para os faraós egípcios


As pirâmides do Egito são importantes monumentos do Egito Antigo. As estruturas feitas de pedra calcária foram construídas para guardar os corpos dos faraós, que, na época, eram vistos pela civilização egípcia como uma espécie de divindade escolhida para serem mediadores entre deuses egípcios e humanos. 

Após a morte dos faraós, o povo egípcio acreditava que os espíritos dos reis ainda permaneciam no corpo, logo, precisavam de cuidados especiais. Isso incluía a mumificação dos cadáveres. 

Durante esse processo, o corpo do faraó era cuidadosamente limpo com óleo e envolto por faixas para não sofrer nenhum desgaste com o tempo, já os órgãos, como fígados e rins, eram retirados e armazenados em urnas especiais próximas ao sarcófago.

Embora as pirâmides do Egito representem um grande monumento do mundo antigo, as suas construções ainda são um mistério para os engenheiros e arquitetos. Apenas se sabe, conforme os estudos, que o povo do Egito realizava cálculos matemáticos, baseados em suas crenças, para ajudar a determinar a largura e altura das pirâmides.

Construção das pirâmides do Egito


Existem várias teorias que explicam as possíveis maneiras em que as pirâmides do Egito foram construídas. Uma delas foi feita por físicos da Universidade de Amsterdã, em Holanda. Para eles, os egípcios utilizaram trenós para transportar as pedras e molhavam o solo a fim de evitar atrito. 

Eles explicam que essa técnica de umedecer o solo poderia ter facilitado o deslocamento das pedras gigantes que foram utilizadas na base das pirâmides. Essa possibilidade, baseada em estudos científicos, aparece em uma gravura feita na parede da tumba de Djehutihotep, um antigo monarca egípcio que reinou em 1900 a.C. 

No desenho, era possível ver homens derramando água na areia para carregar uma estátua. Outra teoria que tenta explicar uma possível maneira de como as pirâmides do Egito foram construídas pertence aos autores do livro "Great Pyramid" ou “Segredos da Grande Pirâmide", Pierre Houdin e Bob Brier.

Na obra, os autores explicam que além de trenós, os egípcios utilizaram rampas internas e externas em volta da estrutura para ajudar com o deslocamento das grandiosas pedras até o topo.

Os historiadores relatam que as construções começaram no Antigo Império (por volta de 2686 a 2181 a.C.), permanecendo até o século IV d.C., entretanto, o auge das estruturas é registrado entre a Terceira e a Sexta Dinastia, aproximadamente no ano de 2325 a.C.

Além disso, as pesquisas descrevem que mais de 30 mil egípcios trabalharam ao longo de 20 anos para concluir a construção das Pirâmides de Gizé, as mais conhecidas do Egito. A maioria dos trabalhadores eram escravos e serviam a corte.

Outros trabalhadores também participaram do levantamento das estruturas, como os médicos, padeiros e cervejeiros. Em troca dos serviços esse homens recebiam comida e cerveja.


A Esfinge fica no mesmo complexo histórico onde ficam as Pirâmides do Egito. (Foto: Pixabay)

Primeiras pirâmides

O primeiro projeto a ser construído usou um modelo de “mastaba”, túmulos anteriores as pirâmides, mas que já apresentavam o formato similar. O primeiro deles foi feito por volta de 2630 a.C., pelo rei Djoser, que pertencia à Terceira Dinastia. 

Apesar de muitas controvérsias sobre a construção das pirâmides do Egito, antigamente as tumbas eram esculpidas em rocha e edificadas com base nesses modelos. As mastabas pareciam quadrados empilhados um em cima do outro e não eram tão altas com as pirâmides atuais. 

Naquela época, a estrutura foi o túmulo mais alto do Egito, exibindo seis degraus de pedra que, juntos, somam 62 metros de altura. Além disso, a tumba possui santuários e templos ao seu redor, que é para o soberano Djoser desfrutar na sua vida após a morte.

As escolha do formato piramidal foi feita pelos egípcios, pois, para eles, essa seria uma forma de ascensão do faraó aos céus. Assim, eles seriam acolhido por “Rá”, a divindade mais poderosa da mitologia egípcia.

Ao todo, existem 123 pirâmides no Egito. Todavia as mais conhecidas são as pirâmides localizadas na península de Gizé, representando uma família de faraós. São elas: a pirâmide de Queóps, de Quéfren e de Miquerinos (única das sete maravilhas que resiste intacta ao tempo). 


As três principais pirâmides do Egito. (Foto: Pixabay)

Maravilha honorária

As Pirâmides do Egito mais conhecidas ficam no famoso Complexo de Gizé, que abrange, além das construções, a famosa Esfinge de Gizé. Junto, todo o complexo foi listado como uma entre as sete maravilhas do mundo antigo, sendo o complexo a mais antiga obra entre as sete.

Em 2007 novas obras foram eleitas para o título de As Sete Maravilhas do Mundo Moderno. várias obras arquitetônicas de todo o mundo foram inscritas para concorrer ao título. Após a primeira fase, 21 foram selecionadas para a etapa final, entre elas o Complexo de Gizé.

Entretanto, por ser a única entre as primeiras maravilhas do mundo a permanecer de pé, o complexo recebeu o título de Maravilha Honorária. A lista então seguiu com as 20 selecionadas restantes.

Pirâmide de Queóps

A primeira das pirâmides do Egito a ser erguida foi a pirâmide de Queóps. Sua construção é uma homenagem ao faraó que comandava o Egito naquela época. A construção aconteceu em 2. 550 a.C., composta por 2,3 milhões de blocos de pedra que pesam cerca de 2,5 a 60 toneladas cada. 

Queóps é a maior pirâmide do mundo, com uma altura de 174 metros e largura medindo 230 metros. Ao lado dela, foram erguidas mais três pirâmides pequenas para abrigar os corpos das rainhas.

Pirâmide de Quéfren

Essa pirâmide é a segunda maior do Egito, construída ao lado da pirâmide do faraó Queóps. Ela foi erguida com menos 10 metros que a primeira em respeito ao primeiro faraó, pai de Quéfren. Dessa forma, a estrutura possui uma altura de 143 metros.

Além disso, a estrutura é guardada por uma Esfinge, um ser mitológico com a cabeça de faraó, representando a inteligência do rei e o corpo de leão, representando a força do faraó.

Pirâmide de Miquerinos

Entre as pirâmides do Egito, a tumba representa a menor estrutura. Também localizada na península de Gizé, ela foi construída para abrigar o corpo de Miquerinos, neto do faraó Queóps e filho de Quéfren. 

No seu interior foram utilizadas as mesmas arquitetura de câmaras, corredores íngremes e falsas passagens das outras pirâmides, já que a intenção era despistar os ladrões de túmulos. Contudo, mesmo com toda essa segurança, os tesouros do local foram saqueados.

Pausa na era das construções das pirâmides 


As construções das pirâmides do Egito foram reduzidas na medida em que o poder e a riqueza dos reis foram diminuídas. Diante disso, as edificações foram ficando cada vez menores. Essa fase foi mais aparente entre a Quinta e a Sexta Dinastia. 

A última construção foi erguida sob o comando do faraó Pepi II, segundo soberano da Sexta Dinastia. Depois da sua morte, as construções só foram retomadas a partir da 12° Dinastia.

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