Gênero musical de origem carioca
O samba é um ritmo musical de origem brasileira, oriundo da cidade do Rio de Janeiro, com fortes influências do samba de roda, um movimento cultural predominante no interior da Bahia, na região do recôncavo, região Nordeste do país. O samba interiorano também passou por interferências de ritmos africanos, transmitidos pelos escravos que habitaram a localidade naquela época.
As influências europeias e africanas foram importantes e ajudaram a consolidar o ritmo, mas a sua disseminação ocorreu de forma mais sólida a partir da cultura afro-brasileira.
Além de características bem particulares, diferente de outros ritmos genuinamente brasileiros, o samba possui, dentre suas principais marcas, letras com romantismo exacerbado e melódico.
O estilo reúne os artistas mais consagrados do país, reconhecidos desde o período da criação até a contemporaneidade. No samba de roda existem muitos refrões de autoria desconhecida. Isso ocorre por causa do número de autores que auxiliavam o processo de composição das letras.
Disseminado por toda o território brasileiro, adquiriu traços peculiares em vários estados. Apesar da estabilidade no Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, além da Bahia, seu reconhecimento enquanto identidade nacional possui raízes originadas na capital fluminense, desde o início do século XX.
O estilo reúne os artistas mais consagrados do país, reconhecidos desde o período da criação até a contemporaneidade. No samba de roda existem muitos refrões de autoria desconhecida. Isso ocorre por causa do número de autores que auxiliavam o processo de composição das letras.
Disseminado por toda o território brasileiro, adquiriu traços peculiares em vários estados. Apesar da estabilidade no Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, além da Bahia, seu reconhecimento enquanto identidade nacional possui raízes originadas na capital fluminense, desde o início do século XX.

Roda de samba realizada em praça pública. (Foto: Wikipédia)
No Rio de janeiro existiam pontos de encontros entre os artistas urbanos que contribuíram com a diversidade rítmica. Nesses locais, os migrantes recém chegados da Bahia, juntamente com artistas cariocas, desenvolviam diversas composições e ajustes melódicos, fazendo o ritmo ser reconhecido até os dias de hoje.
Posteriormente, os estilos criados nas casas das "tias baianas", como eram denominados esses ambientes, foram batizados de maxixe e xote, vertentes secundárias do samba original.
Em 1916, houve a gravação do primeiro samba. Intitulada “Pelo Telefone”, a canção foi produzida em disco, marcando definitivamente a chegada do gênero musical e m todo o país. A música contribuiu consideravelmente para a popularização do gênero.
Desde àquela época o ritmo passou a ser admirado em outros lugares, perdendo a classificação de música carioca. Tornou-se, gradativamente, o estilo que representava os brasileiros. Nesta importante fase, deixou de ter repercussão local para ser considerado um ritmo nacional.
A princípio, estava excessivamente associado ao Carnaval, mas depois começou a despertar a atenção de artistas significativos, que fizeram adaptações em alguns instrumentos para que se tornasse compatível com o ambiente artístico urbano. Ou seja, a proposta era tornar o gênero mais atrativo para o mercado.
Com esse objetivo, os primeiros cantores foram Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha, Donga e Sinhô, entretanto, as composições desses artistas não obtiveram o êxito esperado. Apesar da sutiliza, as canções eram consideradas de sambas amaxixados, outra vertente do gênero musical.
A partir da década de 1930, o ritmo foi consagrado, efetivamente, como identidade nacional, uma estratégia publicitária do governo Getúlio Vargas, com intuito de alcançar todo o território brasileiro. Com a proposta, o samba passou a ser conhecido de norte a sul do país.
Origem da palavra samba
Durante muitos anos o termo “batuque” era utilizado de forma pejorativa para classificar qualquer expressão musical que reunisse canções, rodas de amigos e instrumentos musicais da cultura de povos africanos ou brasileiros, geralmente os negros de classes menos favorecidas.
A denominação foi substituída por “samba” somente no início do século XX, quando houve a introdução de instrumentos de diversas localidades, participação de artistas mais consagrados do ambiente urbano carioca, além das peculiaridades encontradas em cada estado brasileiro em que o estilo musical passou a ser reproduzido.
Importante! Sabe-se também que houve uma tentativa de "embranquecimento" do samba, excluindo ou substituindo determinados instrumentos que remetessem a uma cultura africana, considerada inferior ou de menor qualificação.
Este tipo de arte urbana, de cunho popular, ficou conhecida com denominações bem diferentes nas diferentes localidades. A começar pela Bahia, o ritmo era conhecido como bate-baú, samba-corrido, samba de roda, samba de chave e samba-de-barravento; também no Nordeste, no estado do Ceará, era chamado de coco; já no Maranhão era conhecido como tambor de crioula (ou ponga).
Em Pernambuco era identificado de trocada, coco de parelha, samba de coco e soco-travado ; no Rio Grande do Norte, de bambelô. Entre Rio de Janeiro e São Paulo também apresentava grande diversidade de nomenclaturas. No Rio era conhecido como partido-alto (ainda muito utilizado atualmente), miudinho, jongo e caxambu ; em São Paulo, samba-lenço, samba-rural, tiririca, miudinho e jongo.

Apresentação de samba. Foto: Wikipédia
Historicamente, entende-se que a palavra seja uma derivação do termo “semba”, que significa umbigada. Uma expressão de origem africana, proveniente da Angola ou Congo, países de onde vieram parte considerável da população escravizada que viveu no Brasil.
Estilos
Além de identidade nacional, o samba é reconhecido internacionalmente por iniciativa do então Ministro da Cultura, o compositor e cantor Gilberto Gil. Ele que solicitou, em 2004, a inclusão do ritmo como patrimônio cultural da humanidade de acordo com a categoria “Bem Imaterial”.
Entretanto, foi por meio do vereador Luís Monteiro da Costa, na capital baiana, que 2 de dezembro foi considerado o Dia Nacional do Samba. O legislador municipal fez uma homenagem ao artista Ary Barroso, responsável pela composição da música “Baixa dos Sapateiros", mesmo sem conhecer a Bahia.
Um ano depois, o samba de roda tocado nas cidades do interior baiano, principalmente no recôncavo, como cachoeira e Santo Amaro da Purificação, foi também consagrado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, classificado como “Expressões orais e imateriais”.
Entre as vertentes do gênero musical estão:
• Samba de raiz
• Partido Alto
• Pagode
• Bossa Nova
• Chulado
• Exaltação
• Samba de terreiro
• Sambalanço
• Sambalada
• Sambolero
• Samba-Jazz
• Gafieira
• Partido Alto
• Pagode
• Bossa Nova
• Chulado
• Exaltação
• Samba de terreiro
• Sambalanço
• Sambalada
• Sambolero
• Samba-Jazz
• Gafieira
Apesar de serem os estilos mais conhecidos, existe também a mistura de gêneros, ou seja, o samba foi incorporado a outros ritmos musicais, conseguindo ser bem difundido por diversos artistas. Nesses casos, todas as nomenclaturas possuem o mesmo prefixo “samba”, acompanhados do estilo musical do qual sofreram influência. São eles: Choro, rock, jazz, reggae, enredo, raiado.
Os instrumentos do Samba
O gênero musical mais conhecido e nascido nas comunidades do país utiliza instrumentos percussivos acompanhados por alguns elementos de corda e outros de sopro. Os mais comuns são:
Cavaquinho: instrumento de origem portuguesa, continente europeu, introduzido na cultura de Braga e levado para o Brasil, Cabo Verde e Moçambique.
Violão: guitarra clássica conhecida em alguns países como violão, como no Brasil, por exemplo. Foi criado, inicialmente, para reprodução de música erudita.
Pandeiro: possui formatos variados, sendo o redondo o mais comum. O som desse instrumento é contínuo e tem um toque ritmado das palmas das mãos e dedos.
Surdo: é um tipo de tambor em formato cilíndrico e com som bastante grave. É muito utilizado em escolas de samba, sendo considerado o principal marcador de tempo para a introdução de outros instrumentos e ritmos das canções.
Tamborim: este instrumento é utilizado, normalmente, em músicas de origem africana, a exemplo das batucadas e cucumbi.
Tantã: criado para substituir o surdo, é visto como a vertente de um tambor.
Bandolim: possui formato semelhante a uma pera, podendo ser arredondado ou reto. Ele tem quatro cordas e uma afinação parecida com a do violino, instrumento utilizado em orquestras para reprodução de músicas clássicas.
Banjo: outro instrumento de corda, o banjo foi criado por um grupo escravos africanos no México. Também costuma ser utilizado por artistas da música folk.
Repique: criado para produzir um som mais agudo, é uma espécie de tambor pequeno. Nas rodas de samba serve para orientar a marcação de outros instrumentos.