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Hegel

Postado por Adriele Oliveira em 03/11/2025 e atualizado pela última vez em 03/11/2025
O filósofo alemão, Hegel, batizado como Georg Wilhelm Friedrich Hegel, foi um importante pesquisador do campo da ciência filosófica, responsável por abrir caminhos para novos estudos nos ramos do direito, artes, história, dentre outras importantes disciplinas ainda pouco exploradas naquele período.

Atuante do idealismo alemão, um tipo de movimento de cunho filosófico onde ocorriam intensos diálogos e discussões entre filósofos e admiradores do tema, todos esses pensadores eram de cultura alemã do final do século XVIII e início do XIX. Essas reuniões tinham como base a obra “Crítica da Razão Pura” do filósofo e escritor Immanuel Kant. 

Ao longo dos anos, Hegel desenvolveu um complexo estudo das teorias filosóficas que denominou “Idealismo Absoluto”, uma corrente de pensamento capaz de teoricamente compreender a verdade absoluta, atingindo um nível absoluto de sabedoria, contraindo os ideais da metafísica abordados por Kant.

Importante filósofo idealista da Alemanha.

Apesar de ser uma crítica também aos conceitos do Iluminismo, a filosofia hegeliana é considerada pela comunidade acadêmica como a “filosofia da modernidade por excelência”. Durante sua pesquisa e por causa da sua profunda obra filosófica, Hegel influenciou diversos estudiosos conhecidos até os dias de hoje, dentre eles estão Strauss, Bauer, Feuerbach, Stirner, Marx, dilthey, entre outros.

Seu fascínio por pelas obras de Rousseau e pela Revolução Francesa fizeram com que ele fosse considerado o destaque do idealismo da Alemanha. Dentre as suas obras, a primeira é considerada também a mais importante é “Fenomenologia do Espírito”. Ainda em vida, viu a publicação de outras obras em destaque como a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, a Ciência da Lógica e os Princípios Fundamentais da Filosofia do Direito. 

Entretanto, algumas outras obras de diversas disciplinas só foram publicadas após a morte de Hegel. Essas foram compiladas a partir dos relatos dos seus alunos divulgadas postumamente.

Biografia de Hegel


Hegel nasceu em 27 de agosto de 1770, em Stuttgart, na Alemanha. Era o mais velho de três irmãos, filhos de um funcionário público do ducado de Württemberg. Fez seus estudos em casa com tutores e a mãe, mas também no colégio local, onde permaneceu até os 17 anos. Aprendeu latim com a mãe, além de estudar grego, francês e inglês e muito cedo teve contato com os clássicos gregos e romanos. Apesar de sua sólida educação humanista, Hegel teve uma ótima formação científica. Perdeu a mãe aos 13 anos, e ficou aos cuidados de uma irmã, Cristiana.

Com incentivo do pai, em 1788, ingressou no seminário da Universidade Tübingen a fim de ser pastor. Entre seus companheiros estavam o filósofo Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775- 1854) e o poeta Friedrich Hölderlin (1770 - 1843). 

Quando Hegel tinha 18 anos, ocorre a Queda da Bastilha, e mais tarde os eventos que comporiam a Revolução Francesa. Entre as consequências do fato histórico está a posterior invasão da Prússia pelo exército francês. A essa altura, a Alemanha não estava organizada como Estado unificado sendo conglomerado de ducados, principados e condados.

Teorias defendidas por Hegel


A filosofia de Hegel pode ser compreendida através de sua obra principal “A Fenomenologia do Espírito”, escrita em 1807. Trata-se de uma introdução ao sistema lógico criado por Hegel que compreende três partes: a Lógica, Filosofia da Natureza e a Filosofia do Espírito. Este livro pretende superar a dualidade entre o sujeito cognoscente e o sujeito cognitivo e assim aproximá-lo do Absoluto, da Ideia Absoluta, da Verdade.

Para chegar ao Absoluto, o homem precisa questionar suas certezas e neste caminho de dúvidas, estará pronto para pensar filosoficamente e então, conhecer o Absoluto. O Absoluto age através do homem e se manifesta no desejo que este tem de conhecer a verdade. Desta forma, quanto mais o sujeito se conhece, mais está perto do Absoluto.

Para Hegel tudo aquilo que pode ser pensado é real e tudo que é real pode ser pensado. Não existiria, a priori, limite para o conhecimento, na medida em que a racionalização pode ser realizada através do sistema dialético. A dialética é um conceito filosófico que é utilizado por vários pensadores. A dialética de Platão, por exemplo, seria uma forma de diálogo onde era possível chegar a obter o conhecimento.

Hegel aponta que toda ideia – tesis – pode ser contestada através de uma ideia contrária, a antítese. Essa disputa entre a tesis e antítese seriam a dialética. Assim, o processo é regido por uma lógica dialética. No entanto, longe de prejudicar a tesis, a discussão entre duas ideias opostas dariam origem a síntese que seria uma ideia aperfeiçoada.

O método dialético proposto por Hegel inclui a noção de movimento, processo ou progresso para chegar ao resultado do conflito de opostos. Estas ideias seriam aproveitadas por filósofos posteriores como Karl Marx e Friedrich Engels.

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