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Dia do Circo

Postado por Esther Santana em 14/10/2020 e atualizado pela última vez em 14/10/2020

Conheça a origem e a história da Arte Circense


O Dia do Circo é comemorado em 27 de março no Brasil. Quem já está familiarizado com a história dessa manifestação artística, sabe que as artes circenses fazem parte da história da humanidade. Composto por a acrobacia, o equilibrismo, ilusionismo, adestramento, malabarismo, peças teatrais e tantos outros elementos, esse espetáculo tem sido praticado e se modificado ao longo dos séculos.


Há muito tempo, desde o período da Antiguidade, as acrobacias já eram realizadas entre os povos do Egito e entre os chineses. Muitas civilizações também já constavam com algum tipo de demonstração circense, mas nesse formato que é apresentado hoje, o circo só se formou no período do Império Romano. O primeiro circo a se tornar popular foi o Circo Maximus, ele surgiu no século VI a.C. e tinha capacidade para uma plateia de 150 mil pessoas. Entre as atrações estavam as corridas de carruagem, apresentações com animais, lutas de gladiadores e também havia os “engolidores de fogo”. 


Infelizmente, um incêndio encerrou as apresentações no Circo Maximus que foi substituído pelo Coliseu. Mas isso não acabou com a história do circo. No início da era medieval os artistas circenses voltaram a se apresentar, só que dessa vez em locais públicos, como praças, igrejas e feiras. No Brasil, o circo surgiu a partir da chegada das famílias europeias no país, que trouxeram consigo vários artistas que eram pagos para se apresentar na corte. De um modo geral, a narrativa circense percorreu uma extensa trajetória, cheia de modificações, até chegar ao formato em que se encontra hoje. 


O circo moderno


O circo da era moderna, decorado com lona, bem colorido, e cheio de números divertidos surgiu na Inglaterra, no ano de 1768. Na época, Philiph Astley, sargento da cavalaria inglesa, tinha feito uma apresentação demonstrando suas habilidades sobre o cavalo para vários espectadores. Além dele, vários artistas populares e ex-militares da cavalaria real realizavam apresentações de malabarismo, dança, pirofagia, eles eram conhecidos como saltimbancos

Esse modelo foi se espalhando e sendo bem aceito ao redor do mundo e, dessa forma, o espetáculo passou a conter esses elementos e ser realizado em um picadeiro. Hoje em dia, os espetáculos circenses são ainda mais tecnológicos, a exemplo do Cirque du Soleil. Esse não é um tipo de circo baseado na cultura popular, aquele que é passado entre as gerações, mas ele é cheio de técnicas e ensinado em espaços especializados para esse fim. 


acrobatas

O dia do circo foi escolhido para homenagear todos aqueles que trabalham com essa manifestação artística. (Foto:Pixabay)


Circo no Brasil


A primeira apresentação de circo aconteceu no dia 26 de abril de 1500, logo após a vinda da família real para o Brasil. Em um picadeiro improvisado, o artista Diogo Dias se apresentava para portugueses e nativos. Mas ao longo do tempo, as famílias que vinham de várias regiões da Europa traziam consigo seus próprios artistas para fazer apresentações. Eles domavam ursos, cavalos, faziam malabarismos. Alguns deles mantinham as características do circo europeu, outros se adaptavam à cultura brasileira. Essa arte era tão valorizada que muitos artistas eram patrocinados pela corte portuguesa.


O dia do circo no Brasil


O dia do circo no Brasil foi escolhido por duas razões, para homenagear o palhaço brasileiro Abelardo Silva, o Piolin e também para destinar uma data para valorizar todos os artistas do circo. Dessa forma, o dia do circo celebra os palhaços, trapezistas, acrobatas, equilibristas, mágicos, contorcionistas e também àquelas que ficam nos bastidores e fazem o espetáculo acontecer. 


O trabalho de Abelardo Silva foi tão importante que até hoje ele é reconhecido internacionalmente. Ele criou o Circo do Piolin onde trabalhou por cerca de 30 anos, inspirando vários artistas. É por isso que o dia do circo também é uma data para relembrar suas conquistas:

  • Piolin recebeu uma homenagem na Semana de Arte Moderna de 1922, sendo lembrado como uma das figuras da cultura popular do Brasil e divulgador da arte no país. 
  • Ele também foi membro da Academia de Artes e Letras de Ribeirão Preto, onde ocupou a cadeira número 29. 
  • O artista recebeu diversas homenagens. Em 2007, Jair Yanni escreveu um livro sobre sua história, chamado “Piolin- A trajetória iluminada do maior palhaço brasileiro”.
  • O artista plástico Roberto Bergamo também prestou homenagem à piolin, reconhecendo-o como um dos maiores palhaços do mundo. Ele ilustrou através de painéis a vida do artista em uma praça no Jardim da Califórnia, em Ribeirão Preto.

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