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Dia do Estudante

Postado por Esther Santana em 21/10/2020 e atualizado pela última vez em 21/10/2020

Uma data que ressalta a importância dos estudos para todos os cidadãos


Qual a história por trás do dia do estudante? O dia 11 de agosto é uma data muito significativa no calendário brasileiro, pois foi escolhida para homenagear os estudantes e também ressaltar a necessidade de investir na educação, tanto por parte dos alunos quanto do poder público. Mas qual a origem do dia do estudante? Leia este artigo até o final e entenda a relevância dessa data para todos os estudantes e também para o cenário educacional.


A história do dia do estudante


O dia do estudante é comemorado no Brasil no dia 11 de agosto. A data foi instituída em 1927, na época do Brasil Império, 100 anos após a criação das duas primeiras faculdades do Brasil, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo. Esse foi um importante avanço para a educação no país, pois, até então, os estudantes não tinham acesso ao ensino superior no Brasil. Aqueles que tinham concluído a educação básica e queriam ingressar nas universidades, precisavam se deslocar até a Europa. 


Mas quando os primeiros cursos superiores brasileiros em Direito foram criados, os alunos podiam escolher entre os estados de Pernambuco e São Paulo para investir na graduação. Cem anos depois, para comemorar o início do Ensino Superior no Brasil, surgia a ideia de tornar o 11 de agosto em uma data que pudesse celebrar também o dia do estudante, prestando uma homenagem a todos eles. 


Outros avanços vieram a partir dessa iniciativa. Em 1937, a União Nacional dos Estudantes (UNE) estava sendo criada. Essa organização estudantil que até hoje é forte nesse cenário, busca defender os interesses de todos os estudantes, principalmente os que são menos favorecidos. De um modo geral, a trajetória da educação no Brasil foi marcada por muitas conquistas, muitas delas, graças a junção entre movimentos estudantis e outros movimentos sociais que entendem a importância e a necessidade dos estudos na vida das pessoas. Desse modo, o dia do estudante também serve para lembrar que o acesso à educação de qualidade é um direito de todos, garantido pela Constituição Federal. 


estudante na mesa com livros

No dia 11 de agosto também é preciso lembrar que uma educação de qualidade é um direito de todos. (Foto:Pixabay)



Cenário da educação no Brasil


Como citando anteriormente, o dia do estudante também pode ser uma data para propor uma reflexão sobre a educação brasileira. Muita coisa mudou desde o período imperial. Atualmente, no Brasil, existem muitas opções de cursos, várias universidades e instituições de ensino superior e em diversas modalidades. Mas para entender o porquê que o Brasil ainda sofre tanto quando se trata de educação é preciso voltar um pouco. É válido lembrar que o processo de expansão da escolarização básica no país foi tardio, acontecendo em meados do século XX. Já a educação pública só foi se consolidar no fim dos anos 1970 e início de 1980.


Posto isso, fica evidente que a raiz de alguns problemas educacionais que existem hoje se encontra em no mínimo dois elementos: acesso tardio ao sistema educacional e desigualdade. No começo, poucos - na verdade, só os que podiam pagar por ela, tinham acesso à educação no Brasil. Excluindo, obviamente, a população pobre e negra desta parcela. Esse tipo de disparidade reflete hoje no cenário nacional. 


Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) o Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados. Apesar de ter programas sociais que incentivam a matrícula de crianças, de acordo com dados do IBGE, mais de 700 mil ainda estão fora da escola. Das 50 milhões de pessoas de 14 a 29 anos no país, 20,2% não completaram alguma das etapas da educação básica, indicando uma alta taxa de abandono escolar. 11 milhões de pessoas no país ainda continuam analfabetas. Esses dados ainda se tornam piores quando há o corte de raça, região.


Na Região Nordeste do país, três em cada 5 adultos não completaram o ensino médio. Sendo que, entre as pessoas de cor branca, mais de 50% tinham concluído esse nível, enquanto as de cor preta ou parda o número fica entre 41,8%. Entre os mais de 10 milhões que abandonaram alguma etapa da educação básica, 71,7% eram pretos ou pardos.

Esses dados evidenciam que ainda há muitos problemas com educação no Brasil. É preciso elaborar projetos bem estruturados para resolver essas questões e também investir na formação continuada dos docentes, capacitando-os para desenvolver novas alternativas que os auxiliem a enfrentar e modificar esse cenário.

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