Como surgiu essa data religiosa?
O Natal – comemorado em 25 de dezembro e em sua véspera, na noite de 24 – é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois celebra o nascimento de Jesus Cristo – o filho de Deus. Conforme registros, na Antiguidade essa data era lembrada em diferentes ocasiões e foi apenas no século IV que o 25 de dezembro foi oficialmente instituído.
Antigamente, as comemorações do Natal duravam até 12 dias. Segundo a tradição cristã, esse período remete ao tempo que os três reis magos – Gaspar, Baltazar e Belchior – precisaram para chegar na cidade de Belém e entregar os seus presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Hoje, as pessoas começam a montar a árvore natalina e as outras decorações logo no início de dezembro e depois as desmontam no chamado Dia de Reis – 6 de janeiro, exatamente 12 dias após o Natal.
Origem do Natal
Embora o 25 de dezembro seja associado ao dia do nascimento de Cristo, não existe nenhuma comprovação de que ele tenha vindo ao mundo neste dia. De acordo com historiadores, a data do seu nascimento ainda é um mistério. Há apenas informações concretas sobre a sua morte – a crucificação em Jerusalém durante a Páscoa. No entanto, acredita-se que a ideia de convencionar a comemoração ao dia 25 surgiu entre os séculos II d. C e IV d.C. Antes disso, por causa de um relato do teólogo Clemente de Alexandria, os cristãos da época levantavam a possibilidade do nascimento ter ocorrido em 15 de abril ou 20 de maio.
A data do Natal foi finalmente estabelecida por Constantino – imperador que transformou o cristianismo na religião oficial de Roma. O intuito era contribuir com a estratégia da Igreja Católica de enfraquecer o paganismo e conquistar fiéis. Naquele período, era comum acontecer diversas festas pagãs em dezembro. Uma das principais, chamada de Dies Natalis Solis Invieti, era feita para o deus Sol Invicto e o deus persa Mitra.
Outra celebração que acontecia em meados desse mês era a Saturnália, festival em homenagem a Saturno e caracterizado pela oferta de presentes durante as comemorações. Com a consolidação do cristianismo e os planos da igreja para conter as festas pagãs, os historiadores acreditam que gradativamente a versão do nascimento de Jesus em 25 de dezembro foi se popularizando. A convicção era tanta que, em 350, o Papa Júlio I fez um anúncio declarando a escolha da data.
Com a chegada de dezembro, as pessoas enfeitam suas casas com decorações natalinas
e as crianças esperam ansiosas pela visita do Papai Noel. (Imagem: Pixabay)
Principais símbolos natalinos
Em todo o Ocidente, mesmo que as pessoas não conheçam a fundo as histórias por trás da origem do Natal, a comemoração da data é feita através de diversas representações, desde os utensílios usados na decoração até o cardápio da ceia em família.
Presépio
Uma das práticas mais comuns no período de Natal é arrumação do presépio – cenário que recria o momento do nascimento do menino Jesus em uma manjedoura. Acredita-se que a primeira montagem foi feita por São Francisco de Assis, na noite de 24 de dezembro de 1223, em uma gruta na cidade de Greccio, Itália. O seu intuito era mostrar aos fiéis como a vinda de Cristo teria acontecido.
Árvore
Entre os símbolos de Natal, a árvore é um dos objetos mais famosos. Estima-se que a tradição de montá-la começou na Alemanha, em 1530, com Martinho Lutero – líder da Reforma Protestante. Ele reproduziu com galhos de árvore um pinheiro que tinha visto na floresta e passou a incentivar o costume. Existe também uma relação com os cultos religiosos pagãos. Antes mesmo de Lutero, esses povos já enfeitavam as árvores para seus rituais religiosos.
A história desse personagem natalino remete a São Nicolau – bispo que virou santo após o relato de seus milagres e que costumava ajudar os mais pobres com o dinheiro da sua herança, além de sempre distribuir presentes. No entanto, a versão que conhecemos hoje – velhinho de barba branca e roupa vermelha, que anda de trenó puxado por renas e presenteia as crianças comportadas – é inspirada em uma campanha publicitária da Coca-Cola na década de 1930.
Ceia
Vinda da tradição judaica, a ceia simboliza o momento da união e confraternização da família. Geralmente é na véspera de Natal que os membros se reúnem ao redor da mesa para celebrar a chegada de Jesus e se deliciar com os pratos típicos. No Brasil, por exemplo, come-se muito peru, panetone e frutas secas. Já na Europa é comum o consumo de frutos do mar.
