Origem e características do subtipo de capitalismo
O capitalismo financeiro ou monopolista é uma fase do capitalismo que começou no final do século XIX. Para entender esse momento, vale lembrar de duas etapas que antecedem o mencionado sistema econômico.
A primeira foi o capitalismo comercial, em que as trocas envolvendo mercadorias eram os pilares da economia. Depois, com o avanço da indústria, apareceu o chamado capitalismo industrial, ocasião na qual o centro econômico estava nas fábricas.
E como nasce o capitalismo financeiro? De forma simples, ele surge do domínio dos bancos comerciais e instituições financeiras sobre a economia. Na maneira técnica e na linguagem econômica, é o resultado da divisão das empresas em ações e da fusão entre o capital industrial e o bancário.
No momento do crescimento acelerado do capitalismo industrial, diversas empresas são criadas pelo desejo dos seus donos de acumular capitais. Em outros termos, cabe afirmar que a Revolução Industrial está conectada de forma direta com o aparecimento do capitalismo financeiro.
Associado com os ideais do liberalismo, essa forma de organização econômica tornou possível a expansão dos mercados financeiros para o nível mundial. Diante disso, a bolsa de valores passa a ser o maior símbolo do capitalismo financeiro, pois é nela que ocorrem todas as transações e negociações que envolvem os capitais, assim como as suas ações e títulos.
Expansão do capitalismo financeiro
Mas como os bancos passam a ganhar o papel principal no capitalismo financeiro? A resposta está nos empréstimos ou investimentos diretos em empresas que precisam crescer para dominar o mercado financeiro em plena expansão.
Por consequência, o sistema bancário passa a dominar e controlar as principais atividades econômicas do mundo. As indústrias aproveitam o momento e passam a incorporar ou constituir bancos, diante do objetivo de elevar a sua capacidade de autofinanciamento.
O crescimento das grandes corporações passa a atingir diferentes economias, a exemplo da economia no Brasil. Essas empresas ficam conhecidas como multinacionais.
Mudanças na economia mundial
Na disputa por controle e expansão de capital, começam a surgir os chamados trustes, grupos que controlam todas as etapas de produção, desde a exploração da matéria-prima até a distribuição das mercadorias.
Resultante dessa nova estruturação econômica, nascem também os cartéis, associações entre empresas para uma atuação coordenada que visa reduzir a livre concorrência. Para tal objetivo, o cartel passa a atuar em questões como o estabelecimento de faixa de preço para certos produtos ou serviços.
Por fim, surgem os conglomerados, corporações que atuam com o objetivo de criar holdings. Ou seja, uma única organização que reúne empresas de diferentes ramos e visa a expansão e diversificação dos negócios.
Em suma, as principais características de uma economia movida pelo capitalismo financeiro podem ser definidas como:
• Começo marcado pelo desenvolvimento de empresas após o capitalismo comercial e industrial;
• Algumas empresas crescem de forma gradual e dominam o mercado que estão inseridas;
• Através do monopólio, as empresas buscam o controle do preço e aumento dos lucros;
• A oferta de produtos financeiros, como as ações e títulos, fazem as empresas expandirem.
Por dentro da bolsa de valores
Ambiente onde ocorrem as negociações de compra e venda de títulos emitidos pelas empresas públicas e privadas, a bolsa de valores é o coração do capitalismo financeiro. Os títulos funcionam como os produtos que são oferecidos para os clientes. Esses clientes são os investidores.

Bolsa de valores é a principal representação do capitalismo financeiro. (Foto: Pixabay)
E por qual razão existe a bolsa de valores? A bolsa abre caminho para que uma pessoa possa investir em determinada empresa. A participação ocorre por meio das ações, partes da empresa disponibilizadas para arrecadar recursos financeiros. O fato permite que você vire sócio da instituição, mesmo com uma pequena participação.
Para investir na bolsa, antes é preciso encontrar uma corretora de valores. Elas funcionam como intermediadoras das negociações.
Crises do sistema econômico
Junto com o capitalismo financeiro, apareceram também as chamadas crises econômicas. A primeira foi a crise de 29, momento da quebra da Bolsa de Nova Iorque. Com a queda, as ações de diferentes empresas desvalorizaram pela metade.
Outro exemplo é a crise econômica de 2008, fruto do estouro da crise imobiliária nos Estados Unidos, motivada pela liberalização excessiva de créditos para a compra de casas. De forma resumida, depois da concessão de crédito imobiliário por parte de bancos ou financeiras, muitos devedores não conseguiram pagar as suas dívidas, problema que levou a economia norte-americana e mundial para a uma grande recessão.