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Crise econômica no Brasil

Postado por Esther Santana em 01/08/2019

 Entenda as causas e consequências desse momento de instabilidade


A crise econômica no Brasil dava sinais de que ia irromper desde a crise econômica global que começou nos Estados Unidos em 2008.  A economia brasileira sempre foi muito dependente dos produtos que exporta. As commodities, como o petróleo, a soja e o minério de ferro apresentavam uma demanda crescente desde o final da década de 1990 até o início de 2012. 

Foi justamente nesse período de crescimento econômico, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentava uma taxa de 7,5% que o governo Lula se aproveitou para incentivar a política de consumo.


Estabilizado e sem inflação, o governo desenvolveu uma política de crédito barato e juros subsidiados para os empresários que eram escolhidos pela administração da presidência.

Esse sistema permitiu que as classes D e E começassem ascender socialmente e economicamente, eles começavam a adquirir mais produtos, como eletrodomésticos e automóveis. 

Ingressavam no ensino superior por conta das políticas públicas, mas não faziam investimentos a longo prazo, o que poderia prepará-los para a crise que viria. 

Nesse mesmo período, várias obras de infraestrutura como estradas e rodovias foram feitas. Mas na medida em que o governo estimulou o consumo, deixou de lado a produtividade.



O aumento dos combustíveis e energia elétrica são uma das causas para o aumento da inflação ao longo dos anos. (Foto: Wikipedia)

A configuração da crise econômica no Brasil


Em 2008, com a crise mundial, as medidas aplicadas pelo governo Lula garantiram que o mercado interno continuasse.

Em 2010, já no governo de Dilma Rousseff, o sistema de juros subsidiados e crédito barato continuou, porém esse governo não tinha a mesma força política do governo Lula. 

As relações do ex-presidente e os empresários que eram favorecidos pelo sistema, não se estenderam até o governo Dilma. Associado a isso, começavam a vir à tona os problemas de corrupção investigados pela operação Lava jato

A crise política começou a afetar o setor econômico. O Brasil começava a perder a sua credibilidade e os investidores estrangeiros se sentiam inseguros para investir nas empresas do país. A crise econômica no Brasil dava seus sinais. 

Para não ter aumento na inflação e evitar a crise econômica no Brasil, as tarifas públicas foram congeladas. Mas algumas empresas do setor de eletricidade quebraram o contrato e a população foi quem acabou pagando.

A recessão técnica começou em 2014. O Produto Interno Brito (PIB) diminuiu em 3,8%, assim como a produção industrial e os salários reais. Alguns estudos apontam que o país chegou a perder aproximadamente R$ 140 bilhões.

Uma das medidas propostas pela presidenta Dilma foi a de aumentar os impostos sobre os produtos industrializados (IPI) e o imposto sobre as operações de crédito, câmbio e seguros do setor imobiliário (IOF). Com esses aumentos o resultado não poderia ser outro. Várias empresas do ramo têxtil e plástico migraram para o Paraguai. 

Avaliando a crise econômica do Brasil


O primeiro ponto a se discutir sobre a crise econômica do Brasil é sobre a política de juros subsidiados e créditos baratos. 

De fato, esse sistema movimentou a economia no Brasil, mas por ter sido feito de forma exagerada e esquecendo dos investimentos a longo prazo, resultou no aumento da dívida pública e endividamento da população brasileira.

Outra ponto importante e que deve ser repensado é sobre o favorecimento aos empresários aliados do governo. Foi justamente isso que culminou nessa estrutura de corrupção que eclodiu. 

Consequências da crise econômica no Brasil


• Recessão técnica – O país está com um crescimento econômico negativo desde o fim do segundo semestre de 2014. A recessão interfere nas contas públicas, o governo gasta mais do que arrecada.

• Desemprego - De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 2015 a taxa de desemprego no país disparou. Hoje atinge 12,8 milhões de pessoas. 

• Inflação – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mede a inflação. Esse índice apresenta o aumento de preços que atinge as famílias com renda entre um e quarenta salários mínimos. Em 2014, o índice era de 6,41%. Em 2015 subiu para 10,67%. Em 2016 ela desceu novamente e alcançou de 6,29%. Atualmente a projeção para o ano de 2019 é de 3,80%.

• Desigualdade econômica – O Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), que faz parte da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgou que a desigualdade econômica no Brasil continua a crescer desde 2015, atingindo o auge em março de 2019. 

Ainda de acordo com o instituto, as pessoas que ganham menos tem sofrido mais com a crise: 

- A renda dos 10% mais ricos aumentos 8,5%.
- A renda dos 40% mais pobres caiu 14%. 

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