Corresponde a 55% do PIB nacional
A economia da região sudeste do Brasil não à toa é considerada a maior do país, pois é responsável por 55% do Produto Interno Bruto (PIB). Somente no ano de 2010 essa região produziu 2,1 trilhões de reais em riquezas para o país, segundo dados das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Sendo que só o estado de São Paulo foi responsável por 1,2 trilhões dessa produção, o que equipara a 33,1% do PIB nacional desse ano. Alguns ramos de maior importância da região são: a indústria automobilística, a siderúrgica, petroquímica, naval e petrolífera.
No setor agrícola o café continua sendo o principal motor junto com a cana-de-açúcar, algodão, milho, entre outros. Na pecuária o bovino se destaca, no extrativismo se exploram recursos como o ferro, o manganês, e pedras preciosas encontradas em Minas Gerais.
Veja abaixo os rendimentos:
PIB da região: R$ 3.237,1 trilhões (ano de 2015 - fonte: IBGE)
PIB per capita: R$ 34.757,75 (ano de 2015 - fonte: IBGE)
Participação no PIB Nacional: 54,0% (ano de 2015- fonte: IBGE)
Rendimento médio mensal real dos trabalhadores: R$ 2.526 (pessoas de 15 anos ou mais ocupadas) - (Pnad 2017 - IBGE)
Índice de Gini: 0,535 (Pnad 2016 - IBGE)
Taxa de desemprego: 13,6% (no 2º trimestre de 2017 - IBGE)
Histórico de força econômica do Sudeste
A consolidação de força da economia da região sudeste do Brasil se inicia em meados dos anos 1760, após a decadência do ouro quando houve migração para São Paulo e Rio de Janeiro, as pessoas buscaram novas atividades capazes de suprir suas necessidades e obter lucros. Então, encontraram solos férteis e iniciou o período da cafeicultura na região.
Tiveram um desenvolvimento acelerado gerando acúmulo de capital o que fez com que os investimentos na região aumentassem e entre essas benfeitorias ocasionaram os investimentos nas rodovias, estradas, portos e a criação de infraestrutura urbana. Inclusive iniciou a exportação do café para outros países.
Na era Vargas, governo do então presidente Getúlio Vargas houve a criação de empresas estatais que acabaram se firmando no sudeste, e depois quando Juscelino Kubitschek tornou-se presidente empresas multinacionais vieram ao Brasil e fortaleceram ainda mais a economia da região sudeste.

A produção do café foi o motor principal para o crescimento da economia da região sudeste do Brasil (Foto: Pixabay)
Setores da economia da região do sudeste
Setor primário
• Pecuária: tem o segundo maior rebanho bovino do país. Sua produção de carne bovina e suína permitiu o desenvolvimento de frigoríficos e a pecuária leiteira. Houve também o criadouro de aves, com ela a produção de ovos que corresponde a aproximadamente 40% do total nacional.
• Agricultura: é um setor diversificado e deve-se aos solos férteis, chamados de terra roxa. O café foi pioneiro da ocupação do estado de São Paulo, porém atualmente intercala com outras culturas como a cana-de- açúcar, a soja e a laranja. O sudeste se tornou responsável pela maior produtividade de cana-de-açúcar do país concentrando-se na Baixada Fluminense, no estado de São Paulo e na Zona da Mata Mineira.
O cultivo da soja tem crescido com o passar dos anos devido a utilização da indústria para óleos e rações de animais e outra grande parte é exportada. Já as laranjas são destinadas à exportação de suco e à industrialização na qual São Paulo corresponde a 80% da produção total nacional. Também merecem destaque o algodão, o milho, o arroz, etc.
Setor secundário
• Indústria: a industrialização do país se iniciou na região sudeste e por ter a maior concentração da população brasileira também está concentrado o mais diversificado parque industrial do país. Possui amplo sistema de energia, já que há uma forte necessidade das indústria essa região possui importantes usinas hidrelétricas como a da Ilha Solteira, de Três Marias, Furnas, etc.

A industrialização do Brasil se iniciou no sudeste devido aos fortes investimentos na cafeicultura. (Foto: Wikipedia)
Setor terciário
• Transportes: a região sudeste apresenta a maior taxa de urbanização e com isso a melhor infraestrutura de transportes do Brasil. Em função da expansão do café, a rede ferroviária se desenvolveu representando praticamente metade das estradas de ferro do Brasil. Conta ainda com cerca de 35% das rodovias, principalmente em São Paulo e no estado de Minas Gerais. Os portos de maior movimento do país se situam em Santos e no Rio de Janeiro devido ao crescimento industrial da região e a exportação.
Conta também com modernos e equipados aeroportos internacionais como Santos Dummont, Congonhas, Viracopos, Galeão, que atendem ao tráfego intenso doméstico e local.
• Turismo: também é uma atividade econômica importante para a economia da região sudeste, a qual se localizam pontos turísticos mais visitados do país como o Rio de Janeiro que é mundialmente conhecido pelas suas praias, carnaval e pelo berço cultural que possui. São Paulo conhecida por ser o centro financeiro e que também possui entretenimento. Minas Gerais com as cidades históricas e Espírito Santo com suas praias e regiões de montanhas.