Planejamento estratégico de controle
A economia planificada é um modelo no qual as autoridades governamentais controlam todo o processo econômico do país. O governo planeja um programa de estratégias voltadas para o crescimento controlado da economia interna. Toda renda obtida com a comercialização de bens é dividida igualmente entre a população.
Grande parte das empresas que atuam em grande escala, como as infraestrutura e transporte, bancos, setores de energia, etc., são estatais e a economia é centralizada somente a esses grandes grupos. Nesse contexto, os meios de produção não só pertencem ao Estado como também são controlados por ele, assim com a produção de bens.
Esse tipo de economia não é baseada em lucros, mas no bem-estar coletivo, pois seu intuito é manter o mercado abastecido e garantir o atendimento das necessidades sociais da população. Para tais objetivos, o governo traça metas de produção e investimento que permitem o aprovisionamento necessário.
Essa economia centralizada ou economia centralmente planejada é vista no socialismo e no comunismo. O capitalismo é totalmente contrário às ideias da economia planificada. As leis dos países que praticam essa economia são diferentes das leis dos países capitalistas.
As características do plano estatal se baseiam na falta de competitividade empresarial, extinção do interesse coletivo, preço fixo de produtos, baixo desemprego, ausência de inovação, menos riscos de desperdício, entre outros.
O planejamento de estratégias e metas é uma das características da economia planificada. (Foto: Dreamstime)
Como funciona a economia planificada
Um exemplo do modo como age a economia planificada é quando ocorre a falta de algum produto no mercado. Este produto permanece com o mesmo valor independente da alta procura. Da mesma maneira, quando há produtos em grandes quantidades seus preços também não sofrem reajustes, ou seja, não existe a lei da oferta e procura. O objetivo dessa estratégia é não permitir que isso aconteça.
Uma das principais finalidades desse modelo de gestão da economia é a retenção do desemprego. Os setores de produção são ampliados para que todos os cidadãos possam sobreviver mantendo os custos comuns, mas sem condições suficientes para enriquecimento.
A entrada de mercadorias no país é rigorosamente controlada pelo Estado com intensa fiscalização. Isso deixa claro o enorme envolvimento e controle do governo em relação ao que, quando e quanto de produtos podem ser comercializados no país.
A extinta União Soviética usou o sistema de economia planificada por mais de 70 anos e foi pioneira nesse planejamento. Com o controle do líder comunista Stalin, a URSS conseguiu progredir em determinadas áreas já estabelecidas pelo Estado: as indústrias de grande porte e produção de aço.
Como as prioridades do país já estavam definidas nos "planos quinquenais", nome dado aos planos estatais, houve significativa melhora no país, porém não permitiu o desenvolvimento econômico individual, apenas como conjunto.
Geralmente, esse procedimento ocorre durante um período de cinco anos, podendo sofrer ajustes conforme resultados obtidos. Esse plano programado na economia é quem vai ditar os rumos financeiros do país. Cuba e Coreia do Norte, por exemplo, são alguns dos países comunistas que utilizam a economia planificada.
O problema dessa centralização é alta burocratização exigida pelo Estado em relação às ações e processos comerciais. Esse regime também abre espaço para a corrupção, o que torna os ganhos desiguais entre cidadãos comuns e políticos.
Economia de mercado
Em países capitalistas, o principal método de economia utilizado é a economia de mercado, na qual as transações comerciais são realizadas por empresas privadas. A liberdade de crescimento e enriquecimento é permitida no capitalismo, pois suas produções variam conforme a lei da oferta e demanda.
A competitividade e a diversidade de produtos ofertados são características desse negócio. Assim, é possível o envolvimento em compra e venda de ações, incluindo a bolsa de valores. Com a mínima participação do Estado, a economia de mercado dá ênfase ao liberalismo econômico.
Diferentemente da economia planificada, o sistema capitalista visa o lucro e contribui para o crescimento de empresas privadas, o que consequentemente gera renda para a população que tem a oportunidade de somar bens. Dessa forma, também aumenta a concorrência e o número de oferta e procura, permitindo ainda alterações de mercado, oscilação de preços, etc.
A diferença básica entre esses dois meios é o grau de envolvimento do Estado nas relações comerciais, além do funcionamento das atividades econômicas de cada um. O país que usa estratégias de economia planificada e economia de mercado pratica a economia mista, pois dependem do contexto social para aplicar a melhor solução.