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Agrotóxicos

Postado por Maria Mendes em 20/12/2018

Produtos químicos utilizados na agricultura


Os agrotóxicos, também chamados de pesticidas, praguicidas, agroquímicas são produtos químicos utilizados na agricultura. No que tange à lavoura, eles conseguem controlar os danos nas plantações, em contrapartida, a produção e uso excessivo dessas substâncias têm causado prejuízos ao meio ambiente e riscos à saúde humana.

O Brasil está na lista dos primeiros países do mundo que mais consomem agrotóxicos. De todo modo essa referência não é das mais positivas, principalmente porque a presença dessas substâncias nos alimentos, por exemplo, oferece altos riscos à saúde.


Lançamento de pesticida nas plantações. (Foto: Pixabay)

História dos Agrotóxicos


Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e passaram a ser utilizados como arma química durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Após o fim da guerra, o produto passou a ser usado como um pesticida na agricultura.

O primeiro pesticida moderno foi o composto orgânico DDT, sintetizado pelo químico austríaco Othomar Zeidler em 1874. O químico suíço Paul Muller, no ano de 1939, descobriu a utilidade do DDT como inseticida. Em razão dessa descoberta, Muller ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1948 e ficou bastante conhecido por esse conquista.

O DDT era uma arma em potência, usada para acabar com o inseto que alastrava a malária. Porém, tempos depois os pesquisadores descobriram que o DDT, assim como todos os compostos orgânicos que derivam dele são cancerígenos e se acumulam no organismo. 

Os vencedores, no período pós-guerra, encontraram uma maneira de ampliar seus negócios por conta das indústrias químicas que se desenvolveram bastante durante os confrontos. Na Europa, as taxas de fome eram altas, daí surgiu a “revolução verde”, com a proposta de estimular a agricultura e, consequentemente, exterminar a fome das pessoas.

Após a Revolução Industrial houve a inserção de maquinários e avanço da tecnologia na agricultura, possibilitando a produção agrícola em grande escala. A partir da Terceira Revolução Industrial e do desenvolvimento da biotecnologia, novas técnicas foram implementadas com o intuito de produzir plantas mais resistentes a fungos e insetos.

A “revolução verde”, no Brasil, surgiu em meados da década de 60. Sua inserção se deu por ordem das indústrias de agrotóxicos e do governo brasileiro. Esse movimento veio com a intenção de aumentar as produções.

O financiamento bancário só poderia ser concedido para a compra de semente se o agricultor, além de comprar o adubo, também comprasse o agrotóxico. Por conta disso, a incidência de contaminação no meio ambiente aumentou consideravelmente e não atendeu a expectativa de acabar com a fome, uma das finalidades do movimento.

Hoje, as pessoas não consomem a quantidade aceitável de calorias e proteínas que precisam. 30 milhões de pessoas morrem de fome no mundo e 800 milhões sofrem de subalimentação crônica, sinal de que os agravos dos agrotóxicos nos alimentos põem, cada vez mais, a saúde em risco. 

Fiscalização


No ano de 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) criou o programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), para garantir que as indústrias cumpram os níveis de agrotóxicos permitido nos alimentos, quais produtos são tolerados para cada colheita, bem como certificar que as frutas, verduras e legumes cheguem nas mesas das pessoas em devidas condições de qualidade e segurança.

Quando o uso de agrotóxicos é feito acima do que é liberado pela ANVISA, os setores encarregados pelos locais onde se concentram a agricultura e o meio ambiente, imediatamente são sinalizados para identificar e resolver o problema. As providências exercidas com relação aos produtores são de orientação para utilização de boas práticas agrícolas.

Conforme a Lei Federal de número 7.802/1989 : "agrotóxicos são os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento dos produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa dos seres vivos considerados nocivos.”

Tipos de Agrotóxicos 


De acordo com a classificação toxicológica, os agrotóxicos são divididos da seguinte maneira:


•  Produtos da classe I estão na escala dos agrotóxicos extremamente tóxicos. A faixa vermelha que indica essas substâncias.
•  Os produtos altamente tóxicos estão na classe II. São representados pela faixa amarela.
•   Na classe III estão os agrotóxicos medianamente tóxicos e fazem parte da faixa azul.
•  A faixa verde são os produtos pouco tóxicos que fazem parte da classe IV. 

Classificação dos Agrotóxicos


•  Inseticidas: produtos utilizados para controlar insetos e pragas das plantações.
•  Herbicidas: muito nocivo para as plantações, os herbicidas são usados para matar as plantas.
•  Bactericidas: o objetivo desse produto é não permitir que as bactérias afetem as plantações.
•  Fungicidas: usados para bloquear o crescimento dos fungos em locais de plantio.

Risco dos agrotóxicos nos alimentos 


Os trabalhadores rurais são os que mais sofrem com os efeitos dos agrotóxicos, visto que frequentemente estão expostos a essas substâncias tóxicas sem nenhuma proteção adequada, além das pessoas que consomem esses alimentos.  Para quem trabalha diretamente com essas substâncias, é possível destacar alguns sintomas como dores de cabeça, náuseas, vômitos, desmaios, convulsões, etc. Muitas vezes essas manifestações sintomáticas não são levadas a sério e muitos acabam não procurando atendimento médico. 

Em razão disso, essas pessoas morrem sem nem ao menos conhecer o grande risco que essas substâncias podem causar. O ideal é procurar um médico e informá-lo a respeito dos produtos que foram recentemente manipulados.

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