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Argônio

Postado por Cleane Lima em 11/07/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Elemento químico pertencente a família dos gases nobres


Argônio é o elemento químico representando pelo símbolo Ar, número atômico 18 (18 prótons e 18 elétrons) e de massa atômica 40u. Ele pertence à família dos gases nobres e está localizado no grupo 18 da tabela periódica

Também chamado de árgon, árgão ou argão, o argônio é um dos gases nobres mais abundantes do Planeta Terra. A maior quantidade dele se encontra misturado no ar da atmosfera, sendo que 0,93% do volume do ar que respiramos é formado por ele. 

O nome do gás é de origem grega, em que –a significa negação e –ergon significa ação, trabalho. Ou seja, é um elemento que não trabalha, é inativo, não reage a outros elementos químicos


Características químicas do Argônio. (Foto: Educa Mais Brasil)

Argônio e suas características


Em temperatura ambiente, o argônio é encontrado no estado gasoso. Trata-se de um elemento monoatômico inodoro, incolor, inerte e insípido que possui essas características são tanto no estado gasoso quanto no líquido. 

O argônio um gás não tóxico que tem o ponto de fusão em -189,34ºC e o ponto de ebulição em -185,84ºC. Seu número de oxidação é 0, mas em condições controladas com fotólise ele reage ao flúor, resultando no fluoreto de argônio, descoberta realizada pelo químico sueco Helmut Durrenmatt, em 2003.

O gás é 2,5 vezes mais solúvel em água do que o nitrogênio e o oxigênio. Em condições naturais, ele é obtido através do decaimento lento do isótopo 40K (potássio) e vai para o ar atmosférico. 

Já no meio industrial, o gás é obtido pela destilação fracionada do ar líquido através do processo de liquefação. O seu transporte é feito em caminhões refrigerados com temperatura próximas ao zero absoluto. 

Utilidades do argônio


Uma das aplicações do gás é feita na datação, a chamada datação potássio-argônio. Esse processo é feito pela transmutação do isótopo 40K, e assim é possível estipular a idade de objetos e até da Terra. 

Por não reagir com o material do filamento presente nas lâmpadas incandescentes, o argônio é usado no enchimento das mesmas, mesmo com os altos níveis de temperatura e pressão. O gás aumenta o tempo de vida útil da lâmpada, evitando a ação corrosiva do filamento de tungstênio.

O argônio é substituto do gás nobre neon nas lâmpadas fluorescentes. Essa substituição é feita quando se quer uma coloração verde azulada nas lâmpadas, ao invés do roxo do neon. Além disso, também substitui o nitrogênio molecular (N2) que, por causa das condições de operação, deve se comportar como um gás inerte.

Devido a essa ação anticorrosiva, o argônio é aplicado em peças que precisam de conservação, como peças de museus e coleções de fotografias. 

Na medicina, é utilizado em formato de lasers para procedimentos cirúrgicos oftalmológicos, diagnóstico e tratamento de doenças nos olhos e na odontologia. Na oftalmologia, foi usado pela primeira vez em uma retinopatia, em 1968. 

E por ser um gás inativo, ou seja, inerte, ele é usado também em:

• Equipamentos de iluminação;
• Alguns tipos de janelas de paredes duplas;
• Soldagens;
• Como “cobertor” na produção de alguns tipos de metais;
• Na produção de alguns tipos de cristais, na atmosfera inerte.

Na indústria, por ser um gás inerte, o argônio é empregado na recriação de atmosfera inertes (não reagentes), com o objetivoo de evitar reações químicas indesejadas em operações como: 

• Soldagem em arco elétrico;
• Fabricação de titânio e outros componentes reativos;
• Fabricação de monocristais — partes cilíndricas compostas por uma estrutura cristalina contínua de silício e germânio para componentes semicondutores.

O argônio também é empregado para inflar airbag automobilístico como isolante, preenchendo os espaços vazios entre os vidros duplos e triplos, por causa da sua baixa condutividade térmica. 


Argônio ultrapuro brilhante. (Foto: Wikipedia)

História do argônio


A presença do argônio no ar atmosférico foi percebida por Henry Cavendish, em 1785. Enquanto estudava a composição do ar, Cavendish observou que havia um gás com as propriedades parecidas com a do nitrogênio, mas era mais pesado.

Além disso, esse gás tinha uma densidade maior e não fazia reação química com outros elementos. Foi então que Cavendish percebeu que havia descoberto um novo elemento.

Contudo, esse novo elemento só recebeu nome em 1894, pelos ingleses William Ramsay e Lord Rayleigh. Eles isolaram o gás por meio da destilação do ar líquido, e devido a sua inércia e a densidade maior que a do nitrogênio, recebeu o nome de argônio. Que quer dizer preguiçoso, do grego “argos”.

Mesmo a descoberta tendo sido em 1875, por Henry Cavendish, os ingleses que são creditados como descobridores do gás. 

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A pressão osmótica é uma das propriedades coligativas que fazem parte das soluções químicas. Pode ser estimada de acordo com a temperatura.

O número de massa determina a quantidade de partículas subatômicas presentes no núcleo. Por isso, é dado através da fórmula: A = p + n

O número atômico, representado pela letra Z, indica a quantidade de prótons no núcleo do átomo e dos elétrons na eletrosfera.

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