Elemento químico da família dos alcalinoterrosos
Bário é um metal pesado, de cor prata, macio e com alta capacidade de oxidação. É um dos elementos químicos pertencentes à família dos metais alcalinoterrosos da tabela periódica. Esse elemento é encontrado com mais facilidade em forma de compostos, pois o seu estado natural é altamente tóxico. Se ingerido por um ser vivo, pode causar diversos sintomas como intensa dor abdominal, salivação, vômito, convulsão, arritmias, paralisia, dentre outros.
A descoberta do bário como elemento químico está relacionada ao século XVIII, quando o pesquisador Scheele identificou o mineral barita (BaSO4) em uma amostra de cal (óxido de cálcio, CaO), em 1774. No entanto, foi somente no século seguinte, por volta de 1808, que um experimento realizado por Sir Humphrey Davy, utilizando o método de eletrólise em uma amostra de barita fundida, descobriu o bário.
Bário no meio ambiente
O bário é um elemento encontrado em reservas minerais, através de combinações com outras espécies químicas como sulfatos (SO42-) e carbonatos (CO32-).
É emitido para a atmosfera terrestre através da combustão do carvão e do petróleo; pelos processos industriais envolvidos na mineração; pelo refino e pela produção de produtos químicos à base do bário.
Em 2013, o bário foi considerado potencialmente poluente pela United States Environmental Protection Agency (USEPA).
Características químicas do bário
O bário é sólido em temperatura ambiente. Tem ponto de fusão (PF) 1000,0 K e ponto de ebulição (PE) 2143,0 K. Na sua forma pura assemelha-se ao chumbo, mas também pode apresentar semelhanças como o cálcio.
O número atômico (z) do bário é igual a 56 e a massa atômica corresponde a 137, 327 u. Sua distribuição eletrônica é 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4d10 5s2 5p6 6s2. Na tabela periódica o bário encontra-se representado pelo símbolo Ba, localizado no grupo 2A, integrando a família dos metais alcalinoterrosos.
O bário é um elemento químico altamente reativo e seus compostos, quando dissolvidos em água, tornam-se venenosos como é o caso do sulfeto de bário, que quando é ingerido por um ser vivo pode leva-lo à morte. Ao contrário dele, o sulfato de bário é um composto usado na área hospitalar que ajuda no contraste de exame de raio-x, após ser ingerido por pacientes.
Para que serve o bário
O bário como elemento químico em estado puro tem poucas aplicações, sendo mais utilizado para remoção de oxigênio em válvulas eletrônicas, mas os seus compostos são encontrados no dia a dia sob diferentes formas.

O composto sulfeto de bário é utilizado em lâmpadas fluorescentes. (Foto: Wikimedia)
Os compostos mais usados do bário são peróxido, cloreto, sulfato, carbonato, nitrato e clorato. Eles têm aplicabilidade, principalmente, na produção de tintas, vidros e foguetes, mas podem ser utilizados para outros fins, como:
• Nitrato e clorato são usados para dar cores aos artefatos pirotécnicos;
• O sulfato é usado em tintas, na fabricação de vidros, como substância de contraste em exames por raio-x;
• Carbonato é usado na fabricação de venenos para ratos;
• O hidróxido de bário (barita) é usado em fluidos para perfuração de poços de petróleo e na fabricação de borracha;
• O sulfeto por ter característica fosforescente após exposição à luz é usado na fabricação de lâmpadas fluorescentes.
Família dos alcalinoterrosos
A família dos metais alcalinoterrosos (ou alcalinos-terrosos na grafia antiga) faz parte do grupo 2 da tabela periódica. O termo alcalinoterroso provém de “alcalino”, que tem a ver com “álcalis”, e “terroso” tem origem do latim, designando “aquilo que contém terra”. Os elementos químicos que compõem essa família são Berílio (Be), Magnésio (Mg), Cálcio (Ca), Estrôncio (Sr), Bário (Ba) e Rádio (Ra).
Antigamente, os nomes “terra” ou “terroso” eram dados às substâncias pouco solúveis em água. Atualmente, esses nomes fazem referência à baixa solubilidade dos óxidos que contêm os metais alcalino terrosos. Assim, as substâncias dessa família não contêm, literalmente, terra nem são extraídos necessariamente do solo.
No geral, os elementos da família dos alcalinoterrosos possuem propriedades básicas alcalinas; eletronegatividade = 1,3 (segundo o diagrama de Linus Pauling); são metais de baixa densidade, coloridos e moles; são encontrados no estado sólido; reagem com facilidade com halogênios e com a água; apresentam dois elétrons no seu último nível de energia (em subnível s), possuindo tendência a perdê-los transformando-se em íons bipositivos, “Mg2+”; a reatividade dos metais alcalinoterrosos tende a crescer no mesmo sentido e o número de oxidação é +2.