Material antigo de cor castanha e composição variável
O bronze não é um elemento químico, como pensam algumas pessoas. Trata-se de uma combinação de ligas metálicas que podem ser formadas pelo cobre em conjunto com outros metais.
A combinação mais comum para formar o bronze é pelo cobre com o estanho. No entanto, também pode ser feita por alumínio, chumbo, fósforo e etc. Por ser obtido a partir de uma ligação, é considerado impuro. Por esse motivo, ele não está na tabela periódica e não tem fórmula química fixa.
Características do bronze
Uma das principais características é a sonoridade acústica, que gera ondas sonoras com um som diferente. Devido a isso, esse material torna-se favorável para a fabricação de instrumentos musicais.
Cor: o bronze possui cor acastanhada (alaranjada) e, quando polido, obtém a cor do amarelo ouro.
Composição química: varia conforme os elementos presentes na sua combinação.
Exemplos de composições mais comuns encontradas no bronze:
Cobre + Estanho + Zinco (Cu + Sn + Zn): essa composição tem 2% de zinco. Após tratamento térmico adquire resistência elevada. Por isso, sua aplicação está na fabricação de válvulas, parafusos e porcas.
Cobre + Estanho + Manganês (Cu + Sn + Mn): 15% de manganês. É usado na indústria química e para fabricação de equipamentos utilizados no tratamento de água.

Bronze usado para fabricar moedas. (Foto: Pixabay)
Para que serve?
As características do bronze possibilitam que esse material tenha diversas utilidades. Por ser resistente à corrosão, maleável e bom condutor de eletricidade, essa liga metálica é usada em setores como indústria, artes e saúde.
Indústria
Usa-se para a fabricação de ferramentas e equipamentos de usinas; parafusos; conexões hidráulicas; aparelhos elétricos; revestimento de motores e engrenagens.
Artes
Usa-se para criações de instrumentos musicais, estátuas, objetos de decoração e sinos.
Arquitetura
Usa-se na parte elétrica da construção, estando presente em componentes de interruptores, tomadas e chaves de contatos.
Mecânica
Usa-se em molas condutoras, varetas de soldagem, chapas, barras e tubos flexíveis.
Diferença entre cobre, bronze e latão
É comum a confusão entre o cobre, bronze e latão porque todos são metais e aparentemente semelhantes. No entanto, a diferença entre eles está na composição de suas ligas metálicas, o que também interfere nos respectivos valores e usos no dia a dia.
O cobre é o elemento essencial para a formação do bronze e do latão. Ele é um condutor de eletricidade, cuja maleabilidade permite que seja esticado sem se romper.
O bronze, como explicado no tópico anterior, é a combinação do cobre mais algum outro elemento, normalmente o estanho. É muito usado em medalhas, estátuas, parafusos e outros materiais.
Já o latão tem na sua composição 70% de cobre e 30% de zinco. Por ser mais leve e mais barato, é usado para a fabricação de moedas, instrumentos médicos, bijuterias e torneiras, por exemplo.
Descoberta
Há cerca de três mil anos, ferreiros misturaram cobre com estanho e, com isso, conseguiram obter um material mais volumoso. Desde então, o bronze vem sendo usado para a confecção de armas e ferramentas. Acredita-se que essa é uma das ligas metálicas mais antigas do mundo.
Na época do seu descobrimento, o cobre estava sendo muito procurado, o que fez com que ferreiros criassem a mistura que originou o novo material. Nesse contexto, essa liga metálica passou a ser amplamente usada entre os anos de 4000 a 1500 a.C, no período histórico que ficou conhecido como Idade do Bronze. Assim, as civilizações antigas como a do Egito, da Grécia e da Babilônia foram as mais beneficiadas com esse material.
Nos primórdios da descoberta, o bronze foi utilizado para confeccionar além de armas, como espadas e lanças, capacetes, sinos de igrejas, joias, estátuas e máscaras.
Idade do bronze
Esse período refere-se ao tempo da História em que as sociedades da Pré-História evoluíram em relação à Idade da Pedra, em que os artefatos eram feitos de pedra esculpida, mas não tinham a produção do ferro, o que só veio acontecer posteriormente.
Um fato curioso é que as civilizações que viviam fora da Europa, do norte da África e da Ásia não tiveram a Idade do Bronze, ao contrário da Mesopotâmia (atual Iraque), do Egito e Vale do rio Indo (onde hoje fica o Paquistão). Na Grã-Bretanha esse período desenvolveu-se por volta de 1900 a.C.
Nesse período, apenas as pessoas com boas condições financeiras podiam comprar o bronze, pelo seu alto valor na época. Com o passar do tempo, tornou-se comum o uso de metais por metalúrgicos, artesãos e fazendeiros, por exemplo.
Contudo, esse período findou-se quando os homens aprenderam a usar o ferro em suas produções, o que deu início à Idade do Ferro.