O butano é um gás extraído do aquecimento do petróleo que possui diversas finalidades na indústria. O composto químico é mais conhecido por ser utilizado como o gás de cozinha, comercializado em botijões ou através de encanação.
O butano é um gás incolor e inodoro, ou seja, não possui cor e nem cheiro e também altamente inflamável. Por conta disso, quando o gás é comercializado, é acrescentado um outro composto, o etanotiol, que possui um cheiro forte e desagradável.
Esse composto é acrescentado com a finalidade de fazer com que, caso haja um vazamento do gás, ele seja perceptível, evitando, assim, acidentes domésticos. Inalar o gás pode provocar diversas alterações na saúde.
Entre as complicações estão as queimaduras, a arritmia cardíaca, a asfixia, a narcose, a sonolência e até a perda de memória por um tempo. Nos casos mais grave, o contato pode levar à morte por asfixia.
Vale ressaltar que o a molécula que compõe o gás é apolar, ou seja, assim como outros derivados do petróleo, não é solúvel em água. O butano é um tipo de energia não renovável e a sua forma original, o petróleo, foi formado pela natureza há milhões de anos.
Além do uso nos botijões, o butano é utilizado em isqueiros, em fogões portáteis, no combustível, no solvente em aerossol e na produção de borracha sintética. Na gasolina, ele é acrescentado para aumentar a evaporação, usado, principalmente em climas frios.
Composição do butano
Os estudos do gás fazem parte da química orgânica. A fórmula molecular do butano é a C4H10, o que significa que ele é composto por quatro átomos de carbono e por dez de hidrogênio.
A nomenclatura do butano é feita da seguinte forma: BUT + AN+ O. O prefixo é determinado de acordo com a quantidade de carbonos. No caso do gás, que possui 4 carbonos, o prefixo é o "BUT". O infixo é o "AN", por que no caso da família dos alcanos, as ligações são todas simples. Por fim, o sufixo é definido pelo grupo funcional que, nesse caso, são os hidrocarbonetos, ou seja, o sufixo é o "O".
Os demais prefixos da família do alcanos são:
• MET = 1 carbono
• ET = 2 carbonos
• PROP = 3 carbonos
• PENT = 5 carbonos
• HEX = 6 carbonos
• HEPT = 7 carbonos
• OCT = 8 carbonos
• NON = 9 carbonos
• DEC = 10 carbonos
A nomenclatura desse e dos demais alcanos são definidas pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC). Segundo a IUPAC, o termo "butano" só se refere ao isômero n-butano.
Mas o termo é utilizado para definir esse composto e o outro tipo de butano, o isobutano. Além disso, existe um composto formado pela junção dos dois tipos de butanos, que recebem esse mesmo nome.
Gás liquefeito de petróleo
O uso mais famoso do butano no dia a dia é no botijão de gás. O gás liquefeito de petróleo (GLP), ou gás de petróleo liquefeito (GPL), é formado a partir de uma junção de gases de hidrocarbonetos. Seu uso vai desde o gás de botijão até o uso em veículos.
Na composição do GLP, são acrescentados vários hidrocarbonetos. Porém, o butano e o propano são os principais. Além deles, é adicionado ainda o etanotiol, uma substância com cheiro ruim. Isso acontece por que o butano não tem cheiro e nem cor e oferece diversos riscos à saúde.

O gás de cozinha é composto de butano. (Foto: Flickr)
Caso seja inalado, pode levar até a morte. Ao acrescentar o etanotiol, o gás não perde a composição, mas passa a ter cheiro, sendo detectável em caso de vazamento. O gás não é corrosivo nem poluente.
O butano é obtido a partir do aquecimento lento do petróleo, que acontece em uma refinaria. Ele é armazenado em botijões ou tanques de aço em uma pressão que vai de 6 a 8 atmosferas. O gás só pode ser armazenado em recipientes de aço.
Os recipientes são fabricados em aço por dois motivos. O primeiro deles, por conta da segurança, principalmente com relação ao manuseio. O outro motivo é para a facilitação da vaporização dele.
Os recipientes não são enchidos em sua capacidade total, sendo utilizados apenas 85% dessa totalidade. O restante do espaço fica livre para auxiliar na vaporização.
A vaporização do gás ocorre através da troca de calor entre o próprio gás e a parede do recipiente, o que é chamado de vaporização natural. A temperatura externa exerce influência sobre isso, quanto mais quente, mas rápido o gás é vaporizado.
O processo também é influenciado pela quantidade de contato do gás e da superfície do recipiente. Por exemplo, caso o recipiente esteja com metade da sua capacidade, o gás faz menos troca de calor, pois alcança menos a parede para a troca de calor, o que faz com que a vaporização seja mais lenta.