Conceito e consequências
A camada de ozônio é responsável por proteger a Terra da ação de raios ultravioletas prejudiciais à saúde dos seres vivos. Ela está localizada na estratosfera, que é a segunda camada mais próxima da superfície da Terra, e com uma espessura de aproximadamente 15 km. O gás responsável pela criação dessa camada é o ozônio. Ele é um gás instável, oxidante, diamagnético, reativo, de cor azul, formado por três átomos de oxigênio (O3). Embora seja um gás extremamente reativo, ele é produzido naturalmente pela estratosfera através da reação fotoquímica de raios ultravioletas sobre as moléculas de oxigênio.
Portanto, a concentração desse gás é o resultado do equilíbrio entre a sua produção e destruição, que provoca uma alta reatividade, formando uma camada de alta e baixa concentração: camada de ozônio. A produção do ozônio pode ocorrer de duas formas:
Troposfera: na região mais baixa da atmosfera, onde o ozônio é produzido através da oxidação do oxigênio (O2) na presença do óxido nitroso(N2O) e luz solar;
Estratosfera: a produção e destruição do ozônio ocorrem constantemente e de forma natural. Nessa região, ele é produzido através da radiação ultravioleta atuante sob a molécula de oxigênio (O2). Essa reação quebra a molécula em dois átomos de oxigênio, que ao se ligarem formam, cada um, uma molécula de oxigênio (O2).
Os efeitos e reações causados pelo ozônio, no entanto, podem variar de acordo com o local em que é encontrado. Se for encontrado em altos níveis na troposfera, a produção de ozônio causa chuva ácida e a poluição do ar, por exemplo.

Representação do buraco na camada de ozônio (Foto: Wikipedia)
Buraco na camada de ozônio
Um dos grandes problemas ambientais discutido nos dias atuais é o aumento do buraco na camada de ozônio. Muitos desse fatores acontecem através das atividades humanas, como a produção de gases prejudiciais ao ambiente, por exemplo. O mais prejudicial de todos, são os clorofluorcarbonos (CFC), composto por cloro, flúor e carbono, que juntos podem acabar com cem mil moléculas de ozônio.
A maior parte desses gases são encontrados em sistema de refrigeração, produtos com embalagem aerossol, materiais plásticos, etc. Além deles, existe a presença de gases como o gás carbônico (CO2) produzido por automóveis e queima de combustíveis fosseis que contribuem para esse problema.
Em contraste a essa reação, quando a luz solar consegue penetrar nos óxidos de nitrogênios, também produzidos por veículos automotores, estes podem reagir e liberar átomos de oxigênio benéficos. O problema é que, embora o CFC seja produzido em menor quantidade, os seus efeitos conseguem ultrapassar o número de moléculas de ozônio destruídas pelos automóveis.
Um pesquisa revelada pelo Instituto de Pesquisa Espaciais (INPE), que acompanha o processo desde 1978, explica que a camada de ozônio no Brasil ainda não perdeu 5% do seu tamanho original. Isso quer dizer que eles não perceberam nenhum aumento no buraco que fosse muito significativo. Para eles, pode haver diferença da produção de CFC no país, que é produzido em menor quantidade, se comparado a países mais desenvolvidos. Existe uma mistura de butano e propano que é mais acessível do que os gases CFC, portanto, os produtores brasileiros preferem fazer essa substituição.
Antártida
A região onde esses gases conseguem prejudicar a camada de ozônio em grande escala é a Antártida. Susan Solomon, uma pesquisadora americana, explica que o motivo da “fama” do buraco ser atribuído a essa região, é porque o frio extremo estimula a produção de “nuvens estratosféricas polares”. Essas nuvens impedem a circulação do ar, facilitando a produção da reação química de cloro e bromo, substância que destrói a camada de ozônio. Segundo a pesquisadora, esse processo é mais frequente durante a primavera.
Consequências
Dos males causados pelo buraco na camada de ozônio, o câncer de pele é o que mais preocupa os cientistas, pois eles explicam que os raios ultravioletas são mutagênicos. Ou seja, esses raios introduzem no DNA e se expõe a célula podendo gerar um problema ao material genético. Com a destruição da camada de ozônio, as plantas também não conseguiriam realizar a fotossíntese e os níveis de temperatura na Terra aumentariam (efeito estufa), o que também não é interessante, já que esse aumento contribui para os efeitos do aquecimento global.
Um pesquisa realizada pela Nasa, Agência Espacial Americana, em 2017, revelou que o buraco havia atingido o menor tamanho, desde o registro ocorrido em 1988. Mas, para os cientistas essa mudança não tem relação com as ações de conservação e sim com as mudanças climáticas. Eles esperam que até 2070 o buraco sofra uma maior redução e alcance os níveis registrados em 1980.