Aponta o índice de capacidade do átomo em atrair elétrons
Eletronegatividade é uma das características dos elementos presentes na tabela periódica que indica a capacidade que o átomo possui em atrair ou repulsar os elétrons, estes são partículas de carga negativa.
Isso ocorre quando o átomo utiliza a ligação covalente para fazer um compartilhamento de um ou mais pares de elétrons na última camada de distribuição eletrônica.
Durante uma ligação covalente, os átomos têm uma tendência a partilhar elétrons, fazendo com que as camadas eletrônicas externas fiquem mais completas, resultando em uma distribuição eletrônica mais equilibrada em suas camadas.
A eletronegatividade resulta na formação de moléculas por determinar o mecanismo de comportamento dos átomos- a menor partícula indivisível capaz de manter as características de um elemento químico.
Variação da Eletronegatividade
Os elementos químicos, de acordo com a classificação da tabela periódica, posicionados na parte superior à extrema direita são os que possuem maior valor de eletronegatividade. Os que ficam localizados em posição inversa, ou seja, na área inferior à esquerda da tabela, são menos eletronegativos.
Portanto, quanto mais à esquerda e na base da tabela estiverem, menos eletronegativos eles serão. Isso significa que, observando a organização dos elementos, o Flúor (F) é o componente mais eletronegativo.

Representação dos elementos eletronegativos na tabela periódica. (Foto: Wikipédia)
Apesar de não estar à extrema direita, ele é o primeiro elemento logo depois dos gases nobres. Por não fazerem ligações químicas e apresentarem estabilidade eletrônica, a eletronegatividade dos gases nobres é insignificante, uma vez que não possuem tendência em ganhar ou perder elétrons.
Ao contrário do Flúor, que é considerado o elemento mais eletronegativo, o Césio (Cs) e o Frâncio (Fr) são os menos eletronegativos do grupo.
Essa inversão também ocorre em relação ao raio atômico. Quanto maior o raio atômico, menor será a eletronegatividade do elemento.
Representação numérica da eletronegatividade
O modelo de cálculo de eletronegatividade proposto por Linus Pauling explica a relação uma ligação covalente entre dois átomos diferentes A e B é mais resistente do que a média dos pontos que fazem parte desta mesma ligação (A-A) e (B-B).
A definição de Pauling determina um ponto essencial da eletronegatividade por meio de energias de dissociação, calculada através da fórmula:
Ed (AB)= VEd(AA) Ed (BB) + 1.3 (XA – XB) ² eV
Numericamente, o valor da eletronegatividade é determinada pela expressão:
E= 0,184 ( I+A ), considerando que I é o potencial de ionização e A é a afinidade eletrônica.
Propriedades da Tabela Periódica
Raio Atômico: ele expressa a distância entre o núcleo do átomo e a eletrosfera, a camada mais externa do centro atômico, também chamada de camada de valência. Esta é a última camada da distribuição eletrônica.
O raio atômico é calculado com base em uma molécula diatômica do mesmo elemento e a metade das distâncias entre cada um dos núcleos. À medida que o número de camadas cresce, o raio atômico também aumenta.
Conforme o número atômico cresce, ele diminui. O raio atômico aumenta de cima para baixo e da direita para esquerda.
O raio é inversamente proporcional à eletronegatividade, ou seja, quanto menor o raio atômico mais eletronegativo será o elemento.
Afinidade Eletrônica: também chamada de eletroafinidade. Ela expressa a intensidade de energia que um átomo libera ao receber ou perder um elétron.
Os halogênios, elementos da família 7A, são os que possuem o maior índice de afinidade eletrônica.
Já os metais da família 1A possuem os menores valores de eletroafinidade. Portanto, em regra geral, a afinidade eletrônica aumenta da esquerda para direita e de baixo para cima, com base na tabela periódica.
A afinidade é diretamente proporcional à eletronegatividade. Portanto, quanto maior a eletroafinidade mais eletronegativo será o elemento.
Importante: existem exceções neste caso. O cloro, apesar de ocupar uma posição inferior, possui maior eletroafinidade do que o átomo de flúor.
Potencial de Ionização: é o momento em que um grupo de átomos deixa de ser neutro e adquire carga eletrônica.
Quando os elétrons ficam isolados do grupo original, são agregadas cargas positivas e os cátions se formam.
Os elétrons livres se agrupam com íons negativos são formados os ânions. Quanto maior for o valor do potencial de ionização, também será maior a eletronegatividade
Eletropositividade: entenda suas características
Como diz a própria nomenclatura, a eletropositividade ocorre de forma contrária à eletronegatividade. Essa é outra propriedade dos elementos químicos da tabela periódica.
Ela indica uma tendência que o átomo possui em perder elétrons durante as ligações químicas. Nessas ligações, os átomos perdendo elétrons e, como possuem cargas negativos, os átomos ficam carregados positivamente, formando cátions.
O aumento da eletropositividade varia exatamente como o raio. Os elementos fixados na parte superior da tabela possuem eletropositividade baixa. A eletropositividade aumenta de cima para baixo e da direita para esquerda.