Tendência do átomo de completar oito elétrons na camada de valência
A teoria do octeto é baseada na tendência dos átomos em realizar combinações para atingir oito elétrons na camada de valência, assumindo uma configuração eletrônica similar aos gases nobres.
Também denominada regra do octeto, ela se aplica praticamente a todos os grupos da tabela periódica, principalmente os períodos equivalentes ao carbono, nitrogênio, oxigênio e halogênio e também aos metais como magnésio e sódio.
Ao preencher a camada mais externa com oito elétrons, as moléculas ou íons tendem a se tornar mais estáveis. O átomo, da mesma maneira, possui uma tendência a fazer combinações entre si, com o intuito de atingir maior estabilidade.
Segundo a teoria, os átomos se unem através de ligações químicas para preencher a camada de valência. Isso ocorre de diversas formas, através das ligações, que incluem a partilha, doação ou perda de elétrons ou, ainda, por meio de elos com menor estabilidade do que um gás nobre, o que naturalmente ocorre com os metais de transição.
De maneira geral, a teoria do octeto ocorre:
“quando são formadas ligações químicas entre átomos diferentes e estes mesmos elementos tendem a partilhar elétrons para completar seus octetos".
Elementos químicos e a teoria do octeto
Os elementos já conhecidos na tabela periódica fazem ligações químicas, de diversos tipos, com o intuito de obedecer a teoria do octeto, atingindo oito elétrons na última camada de distribuição eletrônica.
Os elementos químicos compartilham elétrons para atingir a teoria do octeto (Foto: Wikipédia)
Abaixo, exemplos de elementos que realizam combinações para alcançar a estabilidade eletrônica.
Exemplo 1: O cloro (Cl) tem número atômico equivalente a 17 e sete elétrons na camada de valência. Logo, para obter a estabilidade precisa de apenas um elétron. Neste caso, o Cloro compartilha um par de elétrons através das combinações químicas, podendo unir-se a outro par de átomo de Cloro, formando a molécula de (Cl2).
Portanto, a última camada fica completa com oito elétrons, atendo aos requisitos para o alcance da regra do octeto.
Exemplo 2: O cloro possui 7 elétrons e precisa apenas de mais um para obter estabilidade. O oxigênio, diferente disso, possui seis elétrons na camada de valência. Para conseguir o equilíbrio eletrônico, ele precisa de mais dois pares de elétrons por meio das ligações químicas.
O oxigênio pode realizar uma ligação covalente e compartilhar dois pares de elétrons com o hidrogênio, formando a molécula de água. Cada hidrogênio irá compartilhar cada um dos seus elétrons.
Logo, o oxigênio fica com oito elétrons na última camada.
Exceções à teoria do octeto
Apesar da quantidade significativa dos elementos obedecerem aos critérios do octeto para atingirem a estabilidade, há alguns grupos que fogem a essa regra.
-->Elementos estáveis com menos de oito elétrons
Alguns elementos do segundo período conseguem a estabilidade com menos de oito elétrons, atendo aos critérios da contração do octeto. Um exemplo é o Berílio (Be). Com apenas quatro elétrons ele torna-se estável.
Outros dois casos também são o Boro (B) e Alumínio (Al), eles tornam-se estáveis com seis elétrons na camada de valência.
-->Elementos estáveis com mais de oito elétrons
Nesse caso, também chamado de expansão do octeto. Essa teoria é aplica aos não metais posicionados a partir do terceiro período. Por possuírem mais camada disponíveis, eles também estão mais disponíveis para receber elétrons.
Como exemplos podem ser citados o Fósforo (P) e o Enxofre (S). O fósforo pode receber até 10 elétrons e o enxofre 12 elétrons.
Tipos de ligações químicas
Ligações químicas são compartilhamentos de átomos para formação de moléculas. As ligações ocorrem de acordo com a necessidade dos átomos em compartilhar, doar ou receber elétrons, estando classificadas em ligação iônica, ligação covalente, ligação covalente dativa e ligação metálica.
Ligação covalente: na ligação covalente ocorre o compartilhamento de um ou mais pares de elétrons entre os átomos para formação de moléculas.
Ligação iônica: na ligação iônica um dos elementos é obrigatoriamente um metal e o outro é ametal ou halogênio. Diferente da ligação covalente, na ligação covalente os elétrons não são compartilhados.
Neste caso, os elétrons são doados ou recebidos.
Ligação covalente dativa: a ligação covalente dativa, também conhecida como covalente coordenada é uma união em que os dois elétrons compartilhados têm origem do mesmo átomo.
Ligação metálica: a ligação metálica ocorre, obrigatoriamente, entre os metais. Elas formam as ligas metálicas.