Mineral que atua no metabolismo de proteínas e carboidratos
Zinco é um elemento químico localizado na tabela periódica na família 12 (2B), com massa atômica 65,4u e número atômico 30 (30 prótons e 30 elétrons).
A abundância na crosta terrestre é de cerca de 75 ppm, mas no Brasil é um elemento de pouca concentração, enquanto que os países como o Peru, China, Austrália, Estados Unidos e Canadá a reserva é grande.

Propriedades do elemento químico Zinco. (Foto: Educa Mais Brasil)
Propriedades químicas e físicas do zinco
O zinco é um mineral que dissolve em ácidos e álcalis (hidróxido de sódio e água de sal). Além disso, é um elemento ativo e na umidade reage com o oxigênio formando o carbonato de zinco. Ou seja, não reage com o oxigênio no ar seco.
O carbonato de zinco ao ser queimado no ar aparenta uma chama azulada. Ao formar uma crosta branca fina na superfície interrompe a continuação da reação.
O elemento é um material quebradiço e encontrado no estado sólido quando está em temperatura ambiente, assim como não é capaz de ser batido em folhas finas, nem transformado em fios finos.
Então, não é um elemento dúctil nem maleável, a não ser que seja exposto à temperaturas superiores a 100° C (212° F). Apresenta uma tonalidade branco-azulada, resistente a oxidação e superfície brilhante.
De acordo com a escala de Mohs, maneira de quantificar a dureza de um metal, o zinco é maciço e sua dureza é de 2,5, com ponto de ebulição de 908° C (1670° F) e ponto de fusão de 419,5° C (787,1° F).
Aplicações
É um metal utilizado na produção de ligas metálicas: latão, bronze de molas, ligas paras soldas, com níquel e para tipografia, entre outros, e na fabricação de baterias, pilhas e telhas.
Também é usado na galvanização (revestimento) do aço e ferro para impedir o ato de corrosão por ser um metal que não sofre com o efeito da corrosão. Além disso, considerado como um material de sacrifício, por ter característica anticorrosiva. Ou seja, ele que sofrerá corrosão no lugar de outro metal, se for do interesse.
Um dos seus minerais, o óxido de zinco, é usado em produções farmacêuticas, cosméticas (protetor solar e pó facial), têxtil e indústrias de tintas, bem como em equipamentos elétricos e indústrias automobilísticas, pois quando ligado ao cobre e ao alumínio é usado na produção de peças fundidas sobre pressão.
Zinco e a saúde humana
É um elemento muito importante para o organismo, um vez que está presente em quase todas as células do corpo humano. É essencial para o crescimento e desenvolvimento do corpo.
Ele intervém no metabolismo de proteínas e ácidos nucléicos, estimula a atividade de mais de 100 enzimas e colabora no bom funcionamento do sistema imunológico. A ingestão diária recomendado é em torno de 10mg.
Além disso, faz parte da síntese de DNA, importante para a produção de testosteronas atuantes na maturação sexual, fertilidade e reprodução, e ajuda na cicatrização de feridas, previne doenças de pele e perda de cabelo, além de auxiliar os sentidos do paladar e do olfato.

Alimentos como fígado, aveia, ovos, frango e camarão são ricos em zinco. (Freepik)
Deficiência no organismo
Cuidado! A ingestão diária recomendada do elemento é em torno de 10 mg. O excesso pode causar efeitos tóxicos, apresentando sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, dor de cabeça e perda de apetite.
Assim como o excesso, a deficiência do mineral no organismo também pode trazer problemas de saúde. O que pode causar essa deficiência é a baixa qualidade na dieta alimentar, dificuldade na absorção do mineral, que pode ocorrer em casos de alcoolismo quando é eliminado pela urina, ou, ainda, devido a excessiva eliminação por causa de desordens digestivas.
Os grupos de risco são crianças, idosos, vegetarianos (maior parte das fontes ricas em zinco são de origem animal), grávidas e lactantes, pessoas que tomam diuréticos, antibióticos, suplementos de ferro e alcoólicos.
A deficiência de zinco no organismo pode causar
• Lesões oculares e de pele, inclusive acne;
• Cansaço e depressão;
• Perda de apetite e de peso com problemas de crescimento;
• Perda de cabelo;
• Diarreias;
• Aumento do tempo de cicatrização de ferimentos e anomalias no olfato;
• Apatia;
• Unhas quebradiças;
• Impotência sexual e imaturidade sexual nos adolescente;
• Retardamento no crescimento;
• Perda de cabelo;
• Amnésia.