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Quem é Ingrid Silva e como ela usa o balé na luta contra o racismo?

Conheça a história da ativista que promove a diversidade no mundo do balé e empodera mulheres a sua volta
Quem é Ingrid Silva e como ela usa o balé na luta contra o racismo?

A bailarina Ingrid Silva é brasileira, nasceu em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória no balé em 1996, aos oito anos, através do projeto social ‘’dançando para não dançar’’, de Thereza Aguilar. 


Em 2007, Ingrid foi para Nova York participar de um curso de verão da Dance Theatre of Harlem, - escola de balé que tem em sua maioria bailarinos negros – e até hoje ela faz parte da companhia, atuando como primeira bailarina, com a função de representar a escola da melhor maneira possível.  


Através da sua arte e também do ativismo, Ingrid Silva se dedica a movimentos de inclusão e representatividade, e é idealizadora de dois projetos sociais super potentes, o Empow’Her NY e o Blacks in Ballet. A bailarina conquistou o público com o seu livro “A Sapatilha que Mudou Meu Mundo”, e em 2020, foi eleita uma das 100 pessoas negras mais influentes no mundo, pela Mipad.  


O balé possibilitou grandes experiências longe dos palcos: Ingrid foi embaixadora cultural dos Estados Unidos promovendo workshops na Jamaica, em Honduras e em Israel. Ativista e formadora de opinião, Ingrid, teve o símbolo de sua luta contra o racismo, a famosa sapatilha pintada a mão - para combinar com o tom de sua pele - , exposta no Smithsonian National Museum of African American History & Culture em Washington D.C.  Ela também discursou, a convite da das Nações Unidas, no Social Good Summit, e falou sobre como as mulheres estão liderando o mundo para não deixar ninguém para trás.



Lições de representatividade que podemos aprender com o  livro  ‘’A Sapatilha que Mudou Meu Mundo’’


A autobiografia escrita por Ingrid Silva, “A sapatilha que mudou meu mundo”, conta toda a trajetória pessoal e profissional da bailarina, fala também sobre a importância da educação, bullying, síndrome do impostor, além dos preconceitos que sofreu. 


Em seu livro, ela também revela a grande dificuldade de bailarinos negros no mundo da dança. A obra é incrível, repleta de fotos do arquivo pessoal de Ingrid e conta também com reflexões valiosas, a exemplo do trecho ‘’ Para que o mundo se torne um lugar melhor, mais diverso e inclusivo, é necessário que todos façam sua parte, que se eduquem’’. 


Confira a seguir algumas lições que podemos aprender com a autobiografia de Ingrid Silva:


• Aos donos das empresas: invistam na diversidade, contratem funcionários negros;

• Consumidores: As marcas precisam assumir seu papel, e não fazer somente campanhas com pessoas negras para aparecer em determinadas  datas do ano;

• Se você é branco: indique amigos negros para vagas das quais são capacitados;

• Pais e mães: Deixem claro que é horrível quando se julga um colega pelo tom da pele. 


A educação transforma vidas 


Construir uma carreira de sucesso e planejar um futuro feliz são desejos comuns a pessoas de todas as idades. Embora cada um busque sonhos à sua maneira o caminho é sempre o mesmo: a educação. Esse é o meio mais seguro para transformar não só uma vida, mas toda a realidade em que se vive. Se você deseja se qualificar e ter um diploma do ensino superior, conte com o Educa Mais Brasil. O programa concede o ano inteiro bolsas de estudo com até 85% para faculdade, escolas e até cursinho para o enem. Faça hoje mesmo a sua inscrição gratuita!


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Fonte: Uol, CNN e ingridsilvaballet.com

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