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Arthur Schopenhauer

Postado por Adriele Oliveira em 04/09/2025 e atualizado pela última vez em 04/09/2025
Arthur Schopenhauer foi um filósofo nascido no século XIX e tornou-se reconhecido por sua obra fundamentada em ideias de vida pessimistas e a insaciável vontade e insatisfação do ser humano. 

Nascido em Danzig, atual Polônia, em 22 de fevereiro de 1788, filho de um negociante e uma escritora, por influência paterna, foi criado para trabalhar como um homem de negócios. Aos 5 anos de idade, Arthur mudou-se para Alemanha, na cidade de Hamburgo e alguns anos posteriores foi com os pais para França, onde iniciou os estudos de línguas

Filósofo alemão do século XIX (Foto: Gerada por IA)

Durante as viagens que realizou Schopenhauer começou a filosofar sobre a existência humana e as constantes inquietações do homem, sobretudo em relação à sua incapacidade de ser feliz, visto que Arthur Schopenhauer não acreditava na felicidade humana, sendo para ele, mera teoria de vida.

Indeciso sobre formação seguir, decidiu iniciar o curso de Medicina na Universidade de Gottingen, na Alemanha, logo depois transferiu para a graduação de filosofia na cidade de Berlim, também na cidade de europeia. 

Biografia de Arthur Schopenhauer


Nascido na região da atual Polônia, Arthur iniciou os estudos em Medicina, mas logo migrou para Filosofia na capital Alemã. 

Dedicado às pesquisas sobre a filosofia humana, Arthur Schopenhauer caracteriza o mundo como o resultado de uma cega, insaciável e negativa vontade metafísica. Através das ideias transcendentais abordadas nos estudos de Immanuel Kant, Arthur desenvolveu teorias sobre um sistema metafísico e sem a presença de um Deus, sendo ateu, em que consiste em um mundo fundamentalmente pessimista. 

Pioneiro, foi o primeiro filósofo a incluir as ideias indianas e conceitos budistas nos estudos da metafísica alemã. Além de ter sido influenciado categoricamente pelas leituras das Upanishads, obras traduzidas pela primeira vez para o latim por volta do século XIX.

Apesar de acreditar no amor como um dos objetivos de vida, ele não fazia relação desse sentimento com a possibilidade de felicidade. Ele considerava que amar alguém era simplesmente uma vontade incontrolável que todos os seres têm de se reproduzirem, dando, continuidade à existência e, consequentemente, ao sofrimento.

Para Schopenhauer, a felicidade originária do amor é apenas um momento de interrupção da dor natural da vida. É uma fuga da dor em detrimento da vontade. 

Melancólico e essencialmente pessimista em sua filosofia, Schopenhauer acredita que o sofrimento era o único sentimento positivo, pois é natural e sentido com facilidade. Já o amor e a felicidade, perseguidos continuamente, são sentimentos negativos. Pois este dois paralisam, temporariamente, a dor e o sofrimento, condições de existência intrínsecas à natureza humana.

Conhecido por sua obra principal “O mundo como vontade e representação”, foi a publicação de "Parerga e Paralipomena", em meados de 1851, que o deixou famoso e conhecido ainda em vida.

Neste escrito, o filósofo aborda temas interessantes sobre o os universitários, a complexidade social em que vive a escrita, além de discorrer sobre conceitos que defendia anteriormente e aconselha seus leitores sobre como levar a vida com o mínimo de sofrimento.

Em 21 de setembro de 1860, o filósofo pioneiro das ideias pessimistas falece em Frankfurt

Ideais filosóficos de Arthur Schopenhauer


As ideias e teorias desenvolvidas por Schopenhauer são baseadas em pensamentos pessimistas relacionados a vida humana. De acordo com o filósofo, todos os seres humanos, sem exceções, são dotados de uma vontade incontrolável, tomados pelo desejo sexual e a necessidade de reprodução e multiplicação da sua genética. 

Como essa mesma vontade é sempre seguida de um desejo maior e, em alguns casos, inalcançável, o sofrimento se instala, acreditando ele que o homem nunca está satisfeito com uma única coisa. 

Com o objetivo de libertar-se dessa vontade, Arthur Schopenhauer busca uma libertação por meio do ideais budistas e cultura oriental, que acreditam na ideia de que a única forma de libertação é a renúncia de todos os desejos carnais, chegando nível de neutralidade conhecido como Nirvana.

Influência da filosofia Kantiana


As ideias de Immanuel Kant foram fundamentais para o desenvolvimento da filosofia de Schopenhauer. Kant estabelecia a diferença entre o fenômeno e a representação da coisa em si, ou seja, o que realmente acontece em detrimento da capacidade de interpretação do ser humano.

A coisa tal como ela é não poderia, de acordo com Kant, ser objeto de conhecimento científico do homem. A ciência, neste caso, estaria restrita aos fenômenos pela sensibilidade e capacidade de entendimento de quem a estuda.

A partir dessas abordagens, Arthur Schopenhauer passou a entender é composto de representações, entre o subjetivo e objetivo, em uma constante dualidade entre a realidade externa e consciência humana, como ele mesmo afirma em sua obra “O Mundo Como Vontade e Representação”.

Além de Kant, ele foi também inspirado pelas ideias de Friedrich Nietzsche, com os ideias do niilismo.

Entretanto, foi crítico do pensamento hegeliano em relação ao idealismo que Hegel foi o principal destaque do idealismo alemão e sua filosofia esteve apoiada na corrente racionalista.

Viver é sofrer


Com uma obra fundamentada na vontade como raiz da metafísica e na conduta do ser humano, Arthur Schopenhauer entende o desejo como fonte de todos os sofrimentos. Sua filosofia consiste em vida sistematicamente pessimista, sendo a vontade concebida em seu sistema como algo sem nenhuma finalidade, inconsistente e um desejo insaciável irracional.

Sendo a dor, uma condição inerente à condição humana, ela gera sofrimento, este sendo necessário e inevitável. Schopenhauer entende o prazer como momento de ausência momentânea de dor e fuga da realidade, não havendo, em nenhuma hipótese, satisfação duradoura. Para ele, todo sofrer é ponto de recomeço para novas atitudes em busca de objetivos maiores.

Principais obras de Arthur Schopenhauer


  • Sobre a Raiz Quádrupla do Princípio da Razão Suficiente (1813)
  • Sobre a Visão e as Cores (1815)
  • O Mundo como Vontade e Representação (1819)
  • Sobre a Vontade da Natureza (1836)
  • Os Dois Problemas Fundamentais da Ética (1841)
  • Parerga e Paralipomena (1851)
  • Metafísica do Amor/Metafísica da Morte
  • A Arte de se Fazer Respeitar
  • A Arte de Insultar
  • Sobre o Ofício do Escritor
  • A Arte de Ter Razão
  • A Arte de Ser Feliz
  • A Arte de Lidar com as Mulheres
  • As Dores do Mundo
  • Sobre a Vida Universitária
  • Sobre o Fundamento da Moral
  • Sobre a Liberdade da Vontade


Citações de Arthur Schopenhauer


"Quem não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre."

"A tarde é a velhice do dia. Cada dia é uma pequena vida, e cada pôr do sol uma pequena morte."

"Talento é acertar um alvo que ninguém acerta. Genialidade é acertar um alvo que ninguém vê."

"Este mundo é um inferno para os animais e nós, humanos, seus demônios."

"Quanto mais claro é o conhecimento do homem – quanto mais inteligente ele é – mais sofrimento ele tem; o homem que é dotado de gênio sofre mais do que todos."

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