Biografia de Benito Mussolini
Por volta do ano de 1922, Benito tornou-se o
primeiro-ministro da Itália, quando também começou a usar o título nacional de II Duce. Após 1936, acumulou alguns cargos e tinha algumas condecorações oficiais: "Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do
Fascismo e Fundador do Império".
Além desses, Mussolini também alcançou a patente militar de primeiro Marechal do Império ao lado do rei Vítor Emanuel III da Itália, responsável pela concessão do seu título, sendo o comandante supremo de todas as forças armadas da Itália. Mussolini permaneceu no poder até ser substituído em 1943, um pouco antes da sua morte, tendo ocupado também a função de líder da República Social Italiana.
Um dos primeiros expoentes na fundação do fascismo, associados aos ideais do nacionalismo, corporativismo, sindicalismo nacional, expansionismo, progresso social e as teorias baseadas no anticomunismo. Anos posteriores à criação do fascismo, Benito Mussolini alcançou reconhecimento de parte significativa dos políticos italianos.
No período de 1924 a 1939 alguns dos seus projetos públicos ganharam destaque, dentre eles estão a drenagem de áreas semelhantes a pântanos, melhores condições do transporte coletivo e ofertas de trabalho. Mussolini também resolveu a questão Romana ao concluir o Tratado de Latrão entre o Reino de Itália e a Santa Sé, além de receber o mérito pelo êxito econômico nas colônias da Itália e relações comerciais.
Carreira política e ditadura militar
Ao iniciar a carreira de
jornalista e político, propagou as
ideias do socialismo italiano, movimento pelo qual escreveu diversos artigos no jornal de esquerda denominado “Avanti”, onde ocupava o cargo de redator-chefe.
No ano de 1914, administrou o jornal Popolo d'Itália, defendendo, em seus escritos, a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Posteriormente expulso do partido italiano, alistou-se no exército no período da
Primeira Guerra Mundial, fazendo parceria com Grã-Bretanha e França.
Nesse período, conseguiu a patente de sargento. Durante os confrontos, ficou ferido após ser atingido por uma granada. Em 1919, Mussolini teve a iniciativa de fundar os Fasci Italiani di Combatimento, uma organização que originaria, posteriormente, o Partido Fascista nacional.
Baseado em uma teoria política basicamente socialista, conseguiu a adesão dos militares insatisfeitos e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Sua oratória era tão notável – possuía uma bela voz digna de um barítono – quanto seu uso eficaz de propaganda política. Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, durante o qual alcançou grande popularidade, guindou-se a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Ao chegar, usava as camisas das suas milícias chamadas de “camisas negras " com a finalidade de instigar o terror e combater abertamente os socialistas. Nessa pressão política instalada, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo.
A partir daí, foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria dos aliados no parlamento e, consequentemente, autonomia e poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua ascensão ao poder, começou uma campanha de idolatria que resultou, mais tarde, com o aumento do seu poder. Isso ocorreu, principalmente, porque houve a interdição dos partidos políticos restantes e a falta de atuação dos sindicatos.
Benito Mussolini teve as decisões apoiadas pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, quando percebeu que necessitava do apoio da classe burguesa e dos fiéis do catolicismo, encerrou a Questão Romana, um conflito estabelecido no país entre os papas e o Estado italiano. Mussolini assinou a Concordata de São João Latrão com o cardeal Pietro Gasparri, pondo fim ao atrito.
A morte de Mussolini: o fim do ditador exposto ao público
Fundou a República Social Italiana no Norte do país, porém pouco depois foi novamente preso por guerrilheiros da Resistência italiana, que o mataram em 28 de abril de 1945, juntamente com a sua companheira, Clara Petacci. Apesar de ter tido a oportunidade de fugir, preferiu permanecer ao lado do marido até o fim.
Egocêntrico, suas últimas palavras demonstraram o perfil arrogante e autoritário: “Atirem aqui (disse ele apontando para o peito) Não destruam meu perfil.”
O seu corpo e o da sua esposa, Clara Petacci ficaram expostos como ato de humilhação diante do público durante vários dias, pendurados de ponta a cabeça na Piazza Loreto em Milão, na Itália. Até os dias de hoje, encontra-se sepultado no Túmulo da Família Mussolini em Predappio, na Emília-Romanha, a mesma localidade em que nasceu.
O seu mausoléu é visitado por turistas de todo o mundo, além de ser um ambiente de peregrinação dos neo-fascistas italianos. Em abril de 2009, o município baniu a venda de recordações fascistas.
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