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Café Filho

Postado por Samara Rodrigues em 21/08/2025 e atualizado pela última vez em 21/08/2025
João Fernandes Campos Café Filho nasceu no dia 3 de fevereiro de 1899 na cidade de Natal, estado do Rio Grande do Norte. Em 1921, fundou o Jornal do norte, posteriormente atuou como editor de O Correio de Bezerros.

Foi diretor do Jornal A Noite, em 1925, no qual escrevia artigos que pedia a soldados, cabos, sargentos e jovens oficiais que se recusassem a combater a chamada "Coluna Prestes".

Consequentemente, Café Filho foi condenado a 3 meses de prisão. Nesse período, fugiu para a Bahia sob o nome de Senílson Pessoa Cavalcanti, mas retornou a Natal e se entregou. 


Café Filho assumiu a presidência do Brasil após o falecimento de Vargas

Durante a campanha de 1930, Café Filho fez parte da Aliança Liberal que uniu opositores a candidatura de Júlio Prestes a presidência. Participou da fundação do Partido Social Nacionalista (PSN) do Rio Grande do Norte para concorrer aos cargos da Assembleia Nacional Constituinte.

Café Filho iniciou sua carreira na política em 1935 quando elegeu-se Deputado Federal, destacando-se pela defesa das liberdades constitucionais. Em 1946, foi eleito para a Assembleia Constituinte pelo Partido Republicano Progressista (PRP).

Café Filho e as Eleições de 1950


Nas eleições de 1950, governador de São Paulo Ademar de Barros ditou que só apoiaria a candidatura de Getúlio Vargas se Café Filho fosse o nome para a vice-presidência, contudo, Getúlio resistiu pois Café Filho desagradava os militares e a igreja católica

Café Filho foi o responsável por denunciar o Plano Cohen como uma ilusão militar para legitimar a ditadura do Estado Novo, fez denúncia contra o cancelamento do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), além de defender o divórcio. 

Nas eleições de 1950 a escolha do vice era desvinculada do presidente, ainda assim, Café Filho foi eleito com 200 mil votos de diferença para o segundo colocado. Além disso, foi reeleito Deputado Federal pelo Rio Grande do Norte. No dia 20 de setembro de 1951, Café Filho foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito de Portugal. Após o atentado ao político Carlos Lacerda, em 1954, o Brasil entrou em crise política.

Neste mesmo ano, alguns militares já haviam pedido a renúncia de Getúlio Vargas, através de um manifesto, após o então presidente aumentar em mais de 100% o salário mínimo gerando descontentamento aos empresários e setores conservadores. O governo Vargas chegou a ser atrelado ao comunismo

Café Filho sugeriu a Getúlio Vargas que os dois renunciassem seus cargos simultaneamente, após consultar Tancredo Neves, então ministro da justiça, Vargas não aceitou renunciar. Depois de ter sua proposta recusada, Café Filho declarou que não devia mais lealdade a Getúlio. ''Caso o senhor deixe desta ou daquela maneira este palácio, a minha obrigação constitucional é vir ocupá-lo''. Declaração de Café Filho

Governo de Café Filho


Café Filho assumiu o governo da República após o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Era um período de crise política e de comoção popular. No primeiro pronunciamento, Café garantiu prosseguir em compromisso com o povo. O governo de Café Filho ficou marcado pelas medidas econômicas liberais. Nomeou Eugênio Gudin como o ministro da Fazenda, um defensor de uma política econômica mais ortodoxa.

Gudin buscou estabilizar a economia e combater a inflação, adotando como principais medidas a contenção do crédito e o corte das despesas públicas. Desta forma, conseguiria reduzir o déficit público causado pelo processo inflacionário. O destaque desse governo foi a criação do imposto único sobre a energia elétrica, gerando o Fundo Federal de Eletrificação, e o imposto na fonte sobre a renda do trabalho assalariado.

O governo Café Filho também criou a Comissão de Localização da Nova Capital Federal, inaugurou a usina hidrelétrica de Paulo Afonso e o incentivou à entrada de capitais estrangeiros que repercutiria no processo de industrialização do país. Durante as eleições de 1955, o candidato apoiado por Café Filho foi derrotado por Juscelino Kubitschek.

Devido a um distúrbio cardiovascular, Café Filho necessitou se afastar da presidência sendo substituído por Carlos Luz, presidente da Câmara. Por pressão do general Henrique Lott, Carlos Luz foi deposto e Nereu Ramos assumiu a presidência interinaEmbora tenha tentado retornar ao cargo após se reestabelecer, Café Filho teve o impedimento aprovado pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. 

Após sair da Presidência da República, foi nomeado pelo governador Carlos Lacerda para o cargo de ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara (1961-1970), hoje Rio de Janeiro. Café Filho faleceu no dia 20 de fevereiro de 1970, no Rio de Janeiro, aos 71 anos. 

  • Ocupação: Jornalistaadvogado e político
  • Local de nascimento: Natal, Rio Grande do Norte
  • Data de nascimento: 3 de fevereiro de 1899
  • Local de falecimento: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Data de falecimento: 20 de fevereiro de 1970
  • Reconhecido por (obras, movimentos, etc): Partido Social Nacionalista (PSN), Comissão de Localização da Nova Capital Federal, Fundo Federal de Eletrificação

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Café Filho assumiu a presidência do Brasil em 1954, após a morte de Getúlio Vargas. Conhecido por sua postura conciliadora, procurou conduzir o país em meio a um momento de instabilidade política e social. Sua trajetória, que começou como jornalista e advogado, mostra como a educação e o conhecimento foram fundamentais para abrir caminhos e transformá-lo em uma figura de destaque nacional.

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