Vida política
Carlos Marighela foi eleito deputado federal constituinte pelo PCB baiano, em 1946. Teve o mandato cassado por causa de uma nova proscrição do partido.
Seguiu então a vida política clandestina e ocupou vários cargos na direção partidária. Foi morar na China, depois de receber um convite do Comitê Central do Partido Comunista da China, de 1953 e 1954. Se envolveu completamente na revolução comunista chinesa, e absorveu alguns moldes que viera aplicar mais tarde no Brasil, durante a Ditadura Militar.
Tido como inimigo do estado, em maio de 1964, foi capturado e baleado por agentes do Departamento de Ordem Política e Social, em um cinema no Rio de Janeiro. Só foi solto um ano depois, por decisão judicial, quando então declarou combate aos militares.
Dois anos depois, em 1966, renunciou à Comissão Executiva Nacional do PCB, e em 1967 participou da I Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), realizada em Havana, Cuba.
Em Havana, Carlos Marighella também inspirou ideais políticos, e escreveu “Algumas Questões sobre a Guerrilha no Brasil”, dedicado à memória de Che Guevara.
Em fevereiro de 1968 fundou o grupo armado Ação Libertadora Nacional (ALN).
A morte de Carlos Merighella
A trajetória de Carlos Merighella fez com que ele virasse foragido no país. Os órgãos de repressão buscavam o revolucionário, numa verdadeira caça ao tesouro. Merighella morreu golpeado com vários tiros, em 4 de novembro de 1969, durante uma emboscada na Alameda Casa Branca, capital paulista. A ação foi executada por agentes do DOPS, durante ação dirigida pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.
Anistia e influências
Em 1996 o Ministério da Justiça determinou que o estado foi responsável pela morte de Carlos Merighella. Ficou decidido então, que sua companheira Clara Charf recebesse pensão vitalícia do Governo.
Em 2012 o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, oficializou a anistia:
PORTARIA N 2.780, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2012
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela Comissão de Anistia na 6ª Sessão de Julgamento da Caravana de Anistia, na cidade de Salvador / BA, realizada no dia 05 de dezembro de 2011, no Requerimento de Anistia nº 2011.01.70225, resolve: Declarar CARLOS MARIGHELLA filho de MARIA RITA DO NASCIMENTO MARIGHELLA, anistiado político "post mortem", nos termos do artigo 1º, inciso I, da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002.
JOSÉ EDUARDO CARDOZO
Em novembro de 2013, a Comissão da Verdade realizou ato em homenagem ao aniversário de 44 anos da morte de Marighella. O tributo foi na alameda Casa Branca e contou com a presença da viúva do guerrilheiro, Clara Charf.
- Em 2009, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva o chamou de herói.
- Em 2012, o cantor Caetano Veloso fez uma música em sua homenagem, chamada “Um Comunista”.
- No mesmo ano, os racionais MC’s lançaram a canção “Mil Faces de um Homem Leal”, que abordam alguns trechos do Minimanual do Gerrilheiro Urbano.
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