Golpe de 64
Governo Costa e Silva
Medida do Governo de Costa e Silva
Durante
seu governo, Costa e Silva executou medidas para combater a inflação, revisou a
política salarial e ampliou o comércio exterior. Foi um período de crescimento econômico
e expansão industrial.
Costa
e Silva também realizou reformas administrativas, expandiu as comunicações,
focou na crise no sistema de transportes e no Plano Nacional de Habitação. Criou o Movimento Brasileiro
de Alfabetização (Mobral) e transformou o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) em
Fundação Nacional do Índio (Funai).
Contudo,
os problemas da educação não receberam muita atenção gerando manifestações estudantis que denunciavam a falta de verbas para educação e se opunham ao
projeto de privatização do ensino público.
Desta
forma, houve uma intensificação dos protestos e a imediata reação do governo. As
agitações políticas ganharam mais forças após a morte do estudante secundarista
Edson Luís, em um conflito com a Polícia Militar no Rio de Janeiro.
Consequentemente,
houve uma greve estudantil nacional e
manifestações urbanas, entre elas a “Passeata dos Cem Mil”, que contou com a
participação de artistas, intelectuais e políticos, tornando-a uma das maiores
e mais expressivas manifestações populares da história republicana brasileira.
Nesse
período, Costa e Silva também extinguiu o movimento de oposição, denominado
Frente Ampla, formado por políticos do período pré-ditadura que lutavam pela
redemocratização, eleições diretas para presidente e uma nova constituição.
O
ano de 1968 foi marcado pela promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5) que
concedia maiores poderes ao Presidente e encerrava as atividades do Congresso
Nacional, das assembleias legislativas e das câmaras municipais. Além disso,
ocorreu cassações de mandatos legislativos, executivos, federais, estaduais e
municipais.
Em
maio de 1969, Costa e Silva anunciou a convocação de uma comissão de juristas
para elaborar uma reforma política, por meio de emenda constitucional que anularia
o AI-5, retornando a vigência da Constituição de 1967.
Morte de Costa e Silva
Em agosto de 1969, dias antes da assinatura da emenda, Costa e Silva afastou-se do cargo em virtude de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sendo substituído por uma Junta Militar já que não havia previsão constitucional para situações de emergência.
Costa e Silva morreu meses depois, em 17 de dezembro de 1969, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.
Ato Institucional nº 5
Com a morte de Costa e Silva, a emenda constitucional foi esquecida, dando lugar a Emenda Constitucional n° 1, criada pela Junta Militar, que impediu a posse do vice-presidente Pedro Aleixo e deu posse ao general Médici.
Curiosidade sobre costa e Silva
O famoso Minhocão, grande via expressa no centro de São Paulo, era conhecido como “Elevador Presidente Costa e Silva” entre 1969 até junho de 2016, quando foi renomeado para “Elevado Presidente João Goulart”.