Em sua controversa chegada à Portugal, entre 1476 e 1485, depois de atingir a maioridade, realiza algumas viagens com maior alcance e deixa de ser apenas um ajudante das navegações. Passados alguns anos e percorrendo diversos territórios europeus, Cristóvão Colombo chega à Irlanda com o compromisso de estabelecer relações comerciais. Posteriormente, vai até a Ilha de Madeira, também com missão comercial, desta vez para comprar 2400 arrobas de açúcar.
O Plano de Colombo
O navegador Cristóvão Colombo foi o primeiro homem, de acordo com registros históricos, a acreditar que o planeta tinha uma forma esférica, diferente do que muitos cientistas defendem até então. Visionário, Cristóvão acreditava na possibilidade de navegar para o oeste ou sentido oeste sem dificuldade para retornar ao ponto inicial da viagem. Naquela época, todos tinham a fixa ideia de que o mundo tinha uma forma achatada como um prato, por exemplo.
Quem se arriscasse a viajar para lugares mais distantes do ponto de partida poderia cair ao final de uma borda, já que não haviam estudos que comprovem o mundo de forma redonda. Apesar dos riscos, Cristóvão Colombo resolveu fazer a experiência, “praticamente mortal”, com o objetivo de viajar a oeste para atingir o leste. Para isso saiu em busca de um governo que financiasse sua aventura.
Nas cidades de Gênova, Veneza e
Portugal nenhum dos governantes aceitou a proposta. Determinando, ele negociou o plano com o rei Fernando V de Aragão (1452-1516) e a
rainha Isabel I (1451-1504) de Castela, na Espanha.
Logo, concordaram em conceder três navios intitulados Nina, Pinta e Santa Maria, além da quantidade de tripulantes necessária para a realização do fato. Prontamente Colombo saiu do porto de Palos na Espanha, no dia 6 de setembro de 1492.
Após cinco semanas de viagem, período em que houve revolta dos marinheiros, a tripulação esteve onde atualmente estão localizadas as Bahamas, dia 12 de outubro de 1492. Em seguida estiveram em territórios que equivalem, atualmente, aos países de Cuba, Haiti e República Dominicana. Apesar de ter sido creditado a Cristóvão Colombo a importância pela descoberta da América, o navegador não, necessariamente, descobriu o continente.
Ao chegar ao Caribe, que ele acreditava ser o território indiano, ele se deparou com aproximadamente nove milhões de nativos nas terras ocidentais. Em seus relatos sobre a terra encontrada, Cristóvão Colombo descreve as características dos índios “lucaians” ali encontrados e traça planos para doutrinação dos povos lucaianas, assim denominados.
“Muitos dos homens que já vi têm cicatrizes em seus corpos, e quando eu fazia sinais para eles para descobrir como isso aconteceu, eles indicavam que pessoas de outras ilhas vizinhas chegavam a San Salvador para capturá-los e eles se defendiam o melhor possível. Acredito que as pessoas do continente vêm aqui para tomá-los como escravos. Devem servir como ajudantes bons e qualificados, pois eles repetem muito rapidamente o que lhes dizemos. Acho que eles podem muito facilmente ser cristãos, porque eles parecem não ter nenhuma religião. Se for do agrado de nosso Senhor, vou tomar seis deles de Suas Altezas quando eu partir, para que possam aprender a nossa língua."
O que ocorreu, na verdade, foi que os nativos não tinham nenhum conhecimento sobre a existência de um hemisfério oriental, bem como os recém-chegados europeus não sabiam nada sobre um outro continente localizado a oeste. Esses dois hemisférios eram consideravelmente diferentes e distantes, cada um com suas especificidades, que não pareciam pertencer a um mesmo continente.
O que Colombo fez, portanto, foi integrá-los e também demonstrar a sua existência para o mundo.
No dia 15 de março de 1493 Cristóvão Colombo retornou à Espanha e fez outras viagens de colonização nos anos 1493, 1500 e 1502. Em 1506 ele morreu, convicto de que chegaria ao continente asiático. As conquistas foram exibidas pelo governo espanhol, que dedicou um período para a colonização e exploração das terras recentemente descobertas. As autoridades espanholas consideram que Colombo tinha desbravado um "Novo Mundo".
Descobertas de Cristóvão Colombo
As conquistas do navegador Cristóvão Colombo dentre elas a mais celebrada foi a liderança ao conquistar o continente americano. Ainda que ele não tenha descoberto o território, o revelou para o mundo, uma vez que lá já habitavam populações indígenas, chamadas de “lucaians”. Excelente cartógrafo, durante estudos ao lado do irmão, posteriormente viajou para as Ilhas Antilhas e Martinica, no ano de 1493, tendo também explorado a região de Porto Rico.
Dessa vez com mais experiência, dotado de mais recursos e um suporte mais apropriado de embarcações. Na terceira excursão realizada, já em 1498, alcançou a ilha de Trinidad. Com destino ao sul, chegou a uma grande terra que, a princípio, imaginou que fosse uma ilha, nomeando-a de “Terra de Gracia nel Golfo de Paria”, localizada na foz do delta do rio Orinoco, região pertencente à Venezuela.
Ao lado Norte chegou a Santo Domingo, onde teve um desacordo com o governador, resultando na sua prisão e do seu irmão, sendo enviados para Castela. Na quarta e última viagem, Colombo saiu de Cádiz em 1502 com quatro naus, chegando até os territórios da Jamaica e da Ilha de Pinos, localizada em Honduras.
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