Fernando Collor é um político brasileiro que foi eleito presidente do Brasil em 1989, ocupando o cargo de 32º Presidente da República do Brasil entre 1990 e e1992. Collor foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto do povo, após o período do Regime Militar.
Collor ganhou destaque por ter sido o presidente do país mais jovem da história. Ele governou o Brasil de 1990, até renunciar em 1992. Em 2018, Fernando Collor foi eleito senador pelo estado de Alagoas para o mandato de 2019-2023.
Biografia de Fernando Collor
Fernando Affonso Collor de Mello nasceu no dia 12 de agosto de 1949 na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Arnon Affonso de Farias Mello e Leda Collor, Fernando Collor de Mello vem de uma família com grande tradição política. Seu bisavô, Lindolfo Collor, foi Ministro do Trabalho, no governo de Getúlio Vargas e o seu pai já assumiu mandos de senador da República e governador de Alagoas.
Collor casou-se três vezes. Do primeiro casamento, em 1975, com Celi Elizabeth Júlia Monteiro de Carvalho, ele teve dois filhos. Em 1984, casou-se com Rosane Brandão Malta, que se tornou primeira-dama do Brasil. Em 2006, Fernando Collor casou-se com Caroline Medeiros, com quem teve duas filhas. Ele teve ainda outro filho de uma relação extraconjugal com Jucineide Brás da Silva, em 1980. Ao todo, o político é pai de cinco filhos.
Jornalista e economista, Fernando Collor foi diretor da Gazeta de Alagoas, jornal de propriedade de seu pai e superintendente da Organização Arnon de Melo, grupo empresarial da família. Iniciou a carreira política em Alagoas como em 1979 quando foi nomeado prefeito de Maceió pelo então governador Guilherme Palmeira. Collor foi prefeito da capital alagoana entre 1980 e 1982, quando foi eleito deputado federal pelo Partido Democrático Social, renunciando ao cargo de prefeito.
Em abril de 1984, o então deputado Fernando Collor votou a favor das Diretas. Com a derrota essa proposição, ele votou em Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985 para a eleição presidencial de 1985.Collor foi eleito governador de Alagoas em 1986 pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Nesse período, o sucesso do Plano Cruzado impulsionou a vitória de candidatos apoiados pelo então presidente José Sarney.
Collor responsabilizou o governo Sarney pelas mazelas e descalabros político-administrativos que assolavam o país naquele momento. Assim, o então governador deixou o PMDB e fundou o Partido da Reconstrução Nacional (PRN).
Em 1989, Collor renunciou ao governo alagoano e se apresentou como candidato à presidência da República. O escolhido para vice-presidente em sua chapa foi o senador mineiro Itamar Franco. Naquele ano, Collor se tornou uma alternativa conservadora às eleições que apresentava um panorama um dos dois nomes de esquerda como os preferidos do eleitorado: Leonel Brizola e Lula.
Em 1989, Fernando Collor de Mello se elegeu presidente aos 40 anos de idade, Partido da Reconstrução Nacional (PRN), após derrotar no segundo turno eleitoral Luís Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores (PT).
Após diversos escândalos de corrupção, Fernando Collor foi afastado da vida pública por cerca de 15 anos, retornando em 2007, quando foi eleito senador pelo estado Alagoas. Em 2018, Collor foi reeleito para o Senado Federal pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC).
Governo de Fernando Collor
No ano anterior ao início do governo Collor a inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alcançou 1.764%. Por isso o presidente elegeu a economia como prioridade e logo no primeiro dia de governo o presidente anunciou o plano econômico de combate à inflação.
A primeira medida implantada pelo governo Collor com a posse, foi o Plano Collor. O plano econômico confiscou provisoriamente contas de poupança, contas correntes e outras aplicações financeiras, a partir de determinado valor. O objetivo era conter a inflação e fortalecer o cruzeiro, moeda que Collor trouxe volta em substituição ao cruzado novo que estava vigente desde 15 de janeiro de 1989 quando houve o último choque econômico patrocinado por seu antecessor.
Conhecido durante a campanha como o “caçador de marajás”, pois o seu objetivo era combater os funcionários públicos que ganhavam valores exorbitantes, o governo Collor também estabeleceu medidas nesse sentido. As medidas de Collor para a economia incluíram ações como: redução da máquina administrativa com a extinção ou fusão de ministérios e órgãos públicos, demissão de funcionários públicos e a demissão e a disponibilidade de funcionários públicos federais e o congelamento de preços e salários.
Inicialmente, os efeitos das medidas adotadas indicavam que o governo estava no caminho certo. De modo geral, o projeto implementado pelo governo se, ajustava-se à ideia de "Estado mínimo" e à nova ordem mundial que se impôs com o término da guerra fria.
No entanto, a política econômica começou dar sinais de esgotamento com a volta da inflação no final de 1990. Houve uma recessão econômica, com a queda da produção industrial do país, a expansão do desemprego, e a redução do PIB de 453 bilhões de dólares, em 1989, para 433 bilhões em 1990.
A crise econômica se intensificou, a inflação disparou, trabalhadores perderam empregos e empresas forma à falência. Diante do fracasso das medidas econômicas, o governo abriu o mercado brasileiro para privatização das empresas. Com o tempo o insucesso de sua política econômica e as frequentes denúncias envolvendo seus auxiliares diretos redundaram em um desgaste progressivo de seu governo.
Denúncias de corrupção, processo de impeachment e renúncia
Pouco depois de Collor ter assumido a presidência, foi revelado um esquema de corrupção dentro do governo que o tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias. Em 1992, Pedro Collor de Mello, irmão do então presidente, revelou como era feito o desvio de dinheiro público, envolvendo Fernando Collor e PC Farias.
A denúncia feita à imprensa causou um escândalo, desencadeando uma série de investigações. Assim, a Câmara dos Deputados abriu uma CPI para investigar as denúncias e como desfecho, recomendou o afastamento de Collor da presidência. Em 29 setembro de 1992 a Câmara dos Deputado aprovou a abertura do processo de impeachment. A abertura do processo foi proposta, pelos presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à época.
No dia 02 de outubro de 1992, Collor foi afastado temporariamente do cargo, sendo substituído interinamente pelo vice-presidente Itamar Franco. Collor renunciou ao cargo de presidente no dia 29 de dezembro, algumas horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade.
Com a votação do Senado pela sua deposição, mesmo após a renúncia, Collor perdeu os direito políticos, ficando inelegível por oito anos. Além disso o ex presidente respondeu a Ação Penal 465 proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) pela suposta prática dos crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva e peculato.
Em 2014, a ação foi julgada improcedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2006, após mais de 10 anos afastado da política, Collor se elegeu senador por Alagoas, sendo reeleito em 2010, 2014 e 2018 para o mesmo cargo.
Curiosidades sobre Fernando Collor
Fernando Collor foi o presidente mais jovem da história do Brasil, assumindo a presidência aos 40 anos de idade. Ele foi também o prefeito mais jovem da história de Maceió, ao ser nomeado prefeito aos 30 anos de idade; repetindo esse feito ao ser eleito o governador mais jovem de Alagoas, aos 38 anos.
- Ocupação: Economista, político e empresário
- Local de nascimento: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
- Data de nascimento: 12 de agosto de 1949