Casamento e vida adulta
Em 1929, com apenas 22 anos, Frida Kahlo casou-se com Diego Riviera. Eles se aproximaram após Frida levar alguns de seus trabalhos para que o pintor analisasse e expressasse sua opinião profissional. Esse encontro despertou uma grande paixão em ambos, resultando em um relacionamento conflituoso, cheio de traições, separações e reconciliações. Muitos desses momentos foram retratados em obras de Kahlo, expressando seu sofrimento.
No entanto, os acontecimentos mais marcantes e dolorosos da vida de Frida foram relacionados aos três abortos espontâneos que sofreu, todos muito traumáticos e também retratados em suas obras.
O primeiro deles aconteceu ainda no México, em 1930, quando o casal completava o primeiro ano juntos. O segundo aborto espontâneo ocorreu quando Frida acompanhou Diego Riviera aos Estados Unidos. Eles moraram em Detroit, São Francisco e Nova Iorque realizando exposições das obras de Riviera. Em 1934, o casal retornou ao México e Frida sofreu mais um aborto. No mesmo período, precisou amputar dedos do pé direito.
Saúde debilitada e morte
Em 1934, Frida e Diego se separaram. As crises conjugais eram muito intensas, e nessa época Rivera envolveu-se com a irmã de Frida. Logo depois, eles se casaram novamente e voltaram a ficar juntos.
O relacionamento conturbado e as graves sequelas do acidente que sofreu ainda jovem agravaram muito a saúde já frágil de Frida Kahlo. Em 1936, a artista teve que passar por mais uma cirurgia no pé e ainda sofria ininterruptamente com fortes dores na coluna. Ainda assim, não parou de pintar, mesmo utilizando um colete de gesso que dificultava os seus movimentos.
Outro fato marcante na vida de Kahlo foi sua proximidade com Leon Trotski, que se refugiou em sua casa em Coyoacán, no México, junto com sua esposa Natália Sedova.
Em 1939, Frida e Rivera se separaram definitivamente. Logo em seguida, Frida realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque e em Paris. Também nessa época, teve contato com Pablo Picasso e Wassily Kandinsky, além disso o prestigiado Museu do Louvre adquiriu um de seus autorretratos. Foi uma fase de fama internacional e grande reconhecimento.
Frida morreu em 13 de julho de 1954 em sua cama depois de lutar toda a vida com sérios problemas na coluna. Seu atestado de óbito registrou como a causa da morte uma embolia pulmonar.
Seu corpo foi cremado, e suas cinzas encontram-se depositadas em uma urna em exposição no Museu Frida Kahlo. Deixou em seu diário a famosa frase, escrita nos momentos finais de vida: “Espero que a partida seja feliz e espero nunca mais voltar”.
Obras de Frida Kahlo
As aflições de Frida foram constantes em toda a sua vida. Ela frequentemente sofreu com cirurgias e dores no corpo que a levaram, inclusive, a quase dependência de morfina.
Além de pinturas e fotografias, o legado de Frida inclui um diário íntimo que registrou seus mais íntimos pensamentos, como alegrias e frustrações de seu conturbado casamento com Rivera, sua fragilidade e a tristeza profunda de não conseguir engravidar e gerar filhos. Frida sempre foi uma grande admiradora da cultura e tradição de seu país, e expressava esse amor por meio de seus trajes e adereços, sempre com cores vibrantes e marcantes.
Suas obras são classificadas como originais. Dentre as pinturas de maior relevância, estão: “O ônibus”, “Frida Kahlo e Diego Rivera”, “autorretrato com colar”, “As duas Fridas; autorretrato com cabelos cortados”, “O veado ferido”, “Diego em meu pensamento”, entre outras.
Confira a lista completa, organizadas em ordem cronológica:
- Autorretrato com Um Vestido de Veludo (1926)
- Retrato de Miguel N. Lira (1927)
- Retrato de Alicia Galant (1927)
- Retrato de Minha Irmã Cristina (1928)
- O Ônibus (1929)
- Frida e a Cesárea (1931)
- Meu Nascimento (1932)
- Hospital Henry Ford (1932)
- As Duas Fridas (1939)
- Diego em Meu Pensamento (1943)
- Autorretrato de Cabelos Soltos (1944)
- A Coluna Partida (1944)
- Autorretrato com Macaco (1945)
- Retrato do Meu Pai Wilhem Kahlo (1952)
- Viva a Vida (1954)
Frida Kahlo e Feminismo
As obras de Frida Kahlo não expressavam o
feminismo em si. Mesmo assim, após anos de sua morte, ela tornou um dos maiores símbolos do movimento feminista. Muito porque a trajetória de Kahlo foi marcada por quebra de tabus e superação.
Durante sua vida, ela enfrentou sua família contrariando as expectativas da época para um casamento sério e comportado, além de uma vida regrada e de aparências.
Desde muito jovem, a personalidade de Frida foi marcada pela rebeldia. E isso se tornou ainda mais aparente quando ela assumiu sua bissexualidade, se relacionando abertamente com homens e mulheres. A imagem de Frida é exótica e excêntrica. Ela não se encaixava nos padrões, sabia disso e fazia questão de exaltar sua diversidade.
Vestia sempre peças de roupas tehuanas, típica da cultura mexicana em mulheres que ostentavam independência. Mesmo morando em outros países e em contato com famílias de alto poder aquisitivo, manteve suas tradições e aparência.
Citações de Frida Kahlo
"Pinto à mim mesma porque sou sozinha, e porque sou o assunto que conheço melhor."
"Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?"
"Tentei afogar minhas mágoas, mas as malditas aprenderam a nadar, e agora estou sobrecarregada com essa decente e boa sensação."
Curiosidades
A residência de Frida e de seus familiares foi transformada no Museu Frida Kahlo quatro anos após sua morte. Conhecido como "Casa Azul", o local retrata a vida pessoal da artista através de suas obras, com objetos e documentos inéditos, além de fotografias, desenhos, vestidos e livros. O centenário de Kahlo foi comemorado com a maior exibição já realizada de suas pinturas no Palácio de Bellas Artes, local de sua primeira exibição no México.
Ocupação: Pintora
Local de nascimento: Coyoacán, México
Data de nascimento: 6 de julho de 1907
Local de falecimento: Coyoacán, México
Data de falecimento: 13 de julho de 1954
Reconhecimento: “As duas Fridas”, “A Coluna Partida”, “Diego e eu”, “Hospital Henry Ford”
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